29/07/2011

União gasta R$ 42,1 milhões em premiações

Como se não existissem outras prioridades no Brasil....



Legislativo e Judiciário) vão ser freadas pelo atual governo. Até o último dia 22 de julho, R$ 42,1 milhões foram desembolsados para despesas referentes a festividades e homenagens culturais, artísticas, científicas, desportivas, entre outras. Contudo, 95% deste valor foi direcionado aos compromissos assumidos na gestão anterior, os chamados ‘restos a pagar’, e apenas R$ 2,1 milhões foram realmente utilizados em premiações deste ano.
Os campeões de gastos com as despesas durante os primeiros seis meses do ano foram os Ministérios da Cultura, Justiça e da Defesa. A pasta da Cultura desembolsou valores muito maiores que os outros órgãos da administração central. O ministério computou R$ 33,9 milhões – 80,5% de toda a despesa do período. Diferença de R$ 28,5 milhões para o segundo maior gasto, o Ministério da Justiça, que desembolsou R$ 5,4 milhões em premiações. Já o Ministério da Defesa aplicou R$ 716 mil em despesas desta natureza.
Segundo a assessoria de comunicação do Ministério da Cultura, entre os editais que estão sendo pagos, incluem-se, por exemplo, o Tuxaua 2010, que tem por finalidade premiar pessoas que demonstrem históricos relevantes junto às ações do programa Cultura Viva, criado para exprimir e construir a identidade nacional por ações culturais. Também ocorreram premiações como o Microprojetos Amazônia e o Mídia Livre 2010. “É importante que os prêmios, editais de seleção pública, não sejam confundidos com condecorações de baixo ou nenhum impacto social”, ressalta.
Em relação aos valores, dos R$ 33,9 milhões pagos no exercício de 2011, cerca de R$ 33,6 milhões são de compromissos rolados de outros exercícios. “Este volume de restos a pagar de 2010, quitado em 2011, deve-se ao fato de que o repasse financeiro do ano passado ficou muito aquém do limite orçamentário concedido. Portanto, isto acarretou a necessidade de desembolso maior este ano, observado naturalmente o cronograma de liberação dos recursos financeiros para quitação dos compromissos do Ministério da Cultura”, explicou a assessoria.
Os Ministérios das Cidades, dos Transportes e da Fazenda, assim como o Tribunal de Contas da União e o Supremo Tribunal Federal,não realizaram nenhum gasto com festividades e homenagens neste ano. Juntos, os órgãos possuem R$ 261,8 mil previstos no orçamento para dispêndios em 2011.
Primeiro semestre
Comparativamente com o primeiro semestre do ano passado, a queda no valor desembolsado chega a 49%. Até junho deste ano, o gasto chegou a R$ 28 milhões, enquanto no mesmo período de 2010, as despesas com homenagens ficaram em R$ 80,9 milhões.
Esta queda interrompe o crescimento apresentado desde 2008, quando foram gastos R$ 4,1 milhões nos primeiros seis meses. Em 2009, no mesmo período, haviam sido desembolsados R$ 17,4 milhões. Estes valores já são constantes, contando com a inflação para o período.
Apesar desta significativa diminuição, o montante direcionado para este tipo de gasto ainda é maior do que o orçamento anual de mportantes pastas. A Secretaria de Mulheres, por exemplo, que desenvolve programas de combate a violência contra mulheres e a igualdade de direito entre os gêneros, desembolsou R$ 21,2 milhões no primeiro semestre, 44% menos que o empregado nas premiações.


Reportagem de Dyelle Menezes
http://nahoraonline.com.br/lendo.asp?id=6921
foto:acritica.uol.com.br

CNJ muda regras de processos contra juízes

O  que pensa sobre esta decisão?



Uma nova resolução do Conselho Nacional de Justiça vai acabar com o arquivamento prematuro de processos administrativos contra juízes. A Resolução 135, publicada em 13 de julho, estabelece que esses processos prescrevem em cinco anos, a partir da data da denúncia. 
Segundo Ricardo Chimenti, juiz auxiliar da corregedoria do CNJ, “alguns tribunais vinham aplicando uma prescrição de 180 dias, com base em interpretações frouxas das normas anteriores”. Como não é tempo suficiente para que se apure completamente os casos, 90% dos processos administrativos contra juízes acabavam prescritos, de acordo com Chianti. Essa situação foi vista em estados como Alagoas, Amazonas e Paraíba, conta o juiz do CNJ.
Os processos disciplinares contra magistrados são investigados pelas corregedorias dos próprios tribunais. Com a Resolução, os TJs vão ter de informar o CNJ sobre todos os processos. O CNJ, por sua vez, também pode investigar.
A nova Resolução também unifica os mecanismos de investigação, julgamento e punição administrativa, que devem ser seguidos por todas as corregedorias. As regras se aplicam aos magistrados de todos os tribunais de todas as instâncias, à exceção dos ministros do Supremo Tribunal Federal.


fonte:http://www.conjur.com.br/2011-jul-28/cnj-muda-prazo-prescricao-processos-administrativos-juizes
foto:genteemercado.com.br


Resolução 135 do CNJ

http://www.cnj.jus.br/atos-administrativos/atos-da-presidencia/resolucoespresidencia/15087-resolucao-n-135-de-13-de-julho-de-2011


28/07/2011

Brasileiro pode trocar plano de saúde sem cumprir carência a partir de hoje

Uma excelente notícia para cerca de 13 milhões de consumidores brasileiros!




A partir de hoje (28), os beneficiários de planos de saúde poderão trocar de convênio sem cumprir um novo prazo de carência – nome dado ao tempo de espera para a realização de certos procedimentos médicos. A medida vai beneficiar 13,1 milhões de consumidores, que contrataram os planos antes da regulamentação do setor, em janeiro de 1999, de acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). 
A medida tem impacto tanto para pessoas que tenham plano individual quanto para aquelas que contrataram planos familiares, além das que têm convênios coletivos – como é o caso de planos contratados por sindicatos, associações e órgãos de classe. Só em São Paulo, 5,3 milhões de consumidores serão atingidos – e beneficiados - com a alteração. No Rio de Janeiro, 1,7 milhão de pessoas poderão mudar de plano sem cumprir prazo de carência e, em Minas Gerais, o número chega a 1,1 milhão de consumidores. Além de poder mudar de convênio sem cumprir o prazo para começar a usar o novo plano, o consumidor poderá fazê-lo independentemente da abrangência geográfica - área em que a operadora se compromete a garantir todas as coberturas contratadas pelo beneficiário. Isso quer dizer que se o beneficiário tem um plano de saúde municipal, ele pode mudar para um plano estadual ou para um nacional sem a obrigatoriedade de cumprir a carência. A migração entre eles também é válida. O período para o exercício da portabilidade passa de dois para quatro meses, a partir do mês de aniversário do contrato. Outro ponto relevante, que também passa a vigorar nesta quinta-feira, é  a permanência mínima no plano, que diminuiu de dois anos para um ano a partir segunda portabilidade. Isso significa que, se você tem um plano e muda agora para um outro convênio, você precisa passar 12 meses nesse novo plano até trocar. As operadoras também deverão informar melhor os beneficiários. A partir de agora, elas têm que comunicar todos os beneficiários a data inicial e final do período estabelecido para a solicitação da portabilidade de carências. Essa informação deve constar do boleto de pagamento do mês anterior ao referido período ou em correspondência enviada aos titulares dos contratos nos casos em que não lhes seja enviado boleto. 
Portabilidade especial 
A ANS definiu alguns casos específicos para mudança de convênio, o que se chamou de “portabilidade especial”. Apenas duas situações permitem a troca nesse caso: consumidor de operadora que tenha seu registro cancelado pela ANS ou que esteja em processo de falência e beneficiário de plano de saúde em que tenha ocorrido a morte do titular do contrato. Nesses casos, o consumidor tem algumas vantagens como a possibilidade de trocar de plano independentemente do mês de aniversário do contrato, não cumprir a permanência mínima no plano de saúde e exigência de pagamento, compatibilidade da rede credenciada e preços semelhantes aos que o consumidor tinha antes no plano antigo. 
Se o titular do contrato de plano de saúde morrer, há um o prazo de 60 dias para trocar de convênio, o que se inicia no dia do falecimento.



fonte:http://noticias.r7.com/economia/noticias/brasileiro-pode-trocar-plano-de-saude-sem-cumprir-carencia-a-partir-de-hoje-20110728.html?question=0
foto:blog.jangadeiroonline.com.br

Sistema penitenciário americano está sob pressão

Em comunicado divulgado na na última terça-feira (26/7), os detentos do presídio de Pelican Bay, na Califórnia, declararam que a greve de fome, que começou em 1º de julho e se alastrou por 13 instituições penais do estado, acabou, mas a luta continua até que os problemas que originaram o protesto sejam resolvidos. As principais queixas dos prisioneiros são contra a superlotação dos presídios, excesso de confinamento em solitária, tortura (física e mental) e outras violações aos direitos humanos, segundo um blog de advogados e populares que estão dando apoio ao movimento e outras fontes de notícias.
O Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia declarou, em juízo, que não terá condições de cumprir o prazo de dois anos fixado pela Suprema Corte dos Estados Unidos para reduzir a população carcerária do estado em 33 mil presos. A ocupação dos presídios está em 200% da capacidade máxima do sistema e a Suprema Corte ordenou que essa faixa seja reduzida para 137,5%. Os ministros concluíram que o tratamento dado aos presos é inconstitucional. O esforço para reduzir a população carcerária também tem um aspecto econômico: o sistema prisional custa US$ 60 bilhões por ano ao país, segundo o site da Fundação Educacional Oracle ThinkQuest.
Os Estados Unidos têm a maior população carcerária do mundo. Os últimos dados estatísticos do Departamento de Justiça dos EUA são de 2009. No final desse ano, havia 2.292.133 presos em presídios e cadeias do país (1% da população adulta dos EUA); e mais 4.933.667 pessoas condenadas, em liberdade condicional (parole) ou em liberdade provisória por suspensão condicional da pena (probation). No total, havia 7.225.800 pessoas condenadas sob a guarda do sistema. O número de prisioneiros não inclui detentos de "prisões juvenis" (92.845) e de prisões da imigração.
A população carcerária dos Estados Unidos representa 25% da população carcerária do mundo (os EUA tem 4,5% da população do mundo). Segundo a Wikipédia, os EUA têm o maior índice de prisioneiros do mundo: 753 por 100 mil habitantes. Seguem-se a Rússia, com 577 prisioneiros por 100 mil habitantes e as Ilhas Virgens Americanas, com 561 por 100 mil. Nessa lista, o Brasil está em 47º lugar, com 253 prisioneiros por 100 mil habitantes. O Iraque, onde os americanos construíram presídios para colocar seus inimigos, está em 107º lugar, com 101 por 100 mil. No último lugar da lista (216º) está o Timor-Leste, com um índice de 20 prisioneiros por 100 mil habitantes.
Por raça, as estatísticas de 2009 mostram que a população negra é a mais afetada, seguida da latina. O índice foi de 4.749 prisioneiros negros por 100 mil habitantes dos EUA — cerca de 40% da população carcerária total ou 1 em cada 11 homens negros do país; de 1.822 latinos por 100 mil habitantes — cerca de 20% da população carcerária ou 1 em cada 27 latinos; de 708 brancos por 100 mil habitantes — 1 em cada 45 brancos. O restante provém de outras raças.
A Fundação Educacional Oracle ThinkQuest, segundo a qual o índice de prisioneiros brancos é de apenas 471 presos por 100 mil habitantes, declara que "existe claramente discriminação baseada em raça no sistema prisional". Uma grave consequência, segundo a fundação, é a perda do direito ao voto dos ex-prisioneiros, o que "corrói o poder político da base negra do país e questiona a noção americana de democracia". De fato, em 12 estados americanos, os presos por crimes dolosos perdem permanentemente seu direito ao voto (embora, em alguns casos, um pedido de clemência ao governador possa restaurar esse direito); na maioria dos estados, o direito pode ser recuperado depois de cumpridas todas as formalidades judiciais.
Greve de fome 
Mais de 6.600 prisioneiros aderiram à greve de fome na Califórnia. Até segunda-feira, cerca de 500 se mantinham em greve, esperando garantias do sistema do atendimento de suas reivindicações. Uma delas é a de que as administrações penitenciárias cumpram os regulamentos sobre confinamento em solitária, definido em um artigo no NewYork Times como "Confinamento Bárbaro". A "segregação administrativa", que deveria ser o último recurso das administrações penitenciárias para reprimir a violência e contornar situações de perigo, passou a ser uma medida corriqueira nas prisões americanas. O resultado é que existem mais de 20 mil presos em solitárias por tempo indeterminado, "muitos por anos e alguns por décadas, sem qualquer fim do tormento à vista", diz o Guardian.
"Hoje em dia, um prisioneiro pode ser colocado na solitária por qualquer forma de insubordinação a um carcereiro, por posse de material proibido (de drogas, celular, dinheiro ou excesso de selos para cartas) ou porque apresentam sintomas de doença mental não tratada", afirma o Guardian. "Não podem ter a posse nem mesmo papel e lápis, porque desenhos e mensagens escritas podem conter códigos para troca de informações entre membros de gangues", noticia o NewYork Times.
Um dos fatores que mais levam prisioneiros à solitária é a recusa deles em denunciar membros de gangues às autoridades carcerárias, dizem os jornais. Se denunciarem e forem reintegrados à população carcerária, são mortos pelos membros das gangues. Prisioneiros mais jovens são "isolados" em solitárias, para protegê-los contra estupradores, dizem as administrações penitenciárias. Mas, "a polícia americana costuma ameaçar suspeitos de colocá-los na mesma cela de um estuprador, caso não confessem um crime do qual estão sendo acusados", noticia a Reuters, segundo a Press TV.
"Confinamento em solitária tem sido denunciado como tortura ou ‘tratamento cruel, desumano e degradante’ por diversos organismos internacionais, entre os quais as Nações Unidas e o Tribunal Europeu de Direitos Humanos", noticia o Guardian. O confinamento de prisioneiros "para obter informações sobre gangues já é um legado da cultura de ‘técnicas aperfeiçoadas de interrogatório" (um eufemismo para tortura) que foi desenvolvida na prisão americana de Guantánamo Bay, em Cuba", declara o articulista do NewYork Times.
Em sua declaração, os prisioneiros de Pelican Bay afirmaram que o tratamento que lhes é dado pelos administradores presidiários "estão no mesmo nível da tortura física e da tortura mental". A PressTV comenta que o fato de os Estados Unidos registrarem "o pior tratamento de prisioneiros do mundo" depõe contra "os alardes do país de seu compromisso com os direitos humanos" e constantes condenações de outros países.



Reportagem de João Ozório de Melo
http://www.conjur.com.br/2011-jul-27/sistema-penitenciario-americano-pressionado-desrespeitar-direitos
foto:portalescolar.net

Pelo menos 6 pessoas morrem por dia durante trabalho


O Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho foi comemorado ontem, 27 de julho, mas nunca é tarde ou demais para lembrar um assunto tão importante e ao mesmo tempo tão negligenciado tendo em vista aos altos índices de acidentes mortais que ocorrem no País.O Brasil foi o primeiro país a ter um serviço obrigatório de segurança e medicina do trabalho em empresas com mais de 100 funcionários. Este passo foi dado no dia 27 de julho de 1972, por iniciativa do então ministro do trabalho Júlio Barata, que publicou as portarias 3.236 e 3.237, que regulamentavam a formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho e atualizando o artigo 164 da CLT. Por isto, a data foi escolhida para ser o dia nacional de prevenção de acidentes de trabalho. No entanto, datas comemorativas por si só não são garantias de problemas solucionados.





Segundo dados do Anuário Estatístico da Previdência Social, em 2001 ocorreram no país cerca de 340 mil acidentes de trabalho. Em 2007, o número subiu para 653 mil e, em 2009, chegou a preocupantes 723 mil ocorrências, dentre as quais foram registradas 2.496 mortes. Ou seja, são quase sete mortes por dia em virtude de acidente de trabalho.
Além da perda de vidas humanas e dos efeitos decorrentes, os acidentes e doenças do trabalho causam relevante impacto orçamentário: a Previdência Social gasta por ano aproximadamente R$ 10,7 bilhões com o pagamento de auxílio-doença, auxílio-acidente e aposentadorias.
Em 3 de maio deste ano, por iniciativa do presidente do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, foi lançado o Programa Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho. “A hora clama por um conjunto de esforços entre os Poderes Executivo e Judiciário, com vista a uma política nacional permanente, voltadas à prevenção de acidentes”, alertou o ministro Dalazen na ocasião do lançamento.
O programa se desenvolve em várias frentes. As redes públicas e comerciais de televisão do país estão veiculando, gratuitamente, uma série de anúncios alertando para os riscos de acidente nos locais de trabalho e sobre a importância das medidas de prevenção, como o uso de equipamentos individuais.
Em 31 de maio foi feita a primeira reunião do Comitê Interinstitucional para Prevenção de Acidentes de Trabalho e Doença Ocupacional, com o início do mapeamento das diversas ações a serem implementadas na área. O comitê é composto pelo TST, pelos Ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e da Saúde e pela Advocacia-Geral da União e tem como objetivo propor, planejar e acompanhar os programas e ações voltadas para área prevenção de acidentes no ambiente de trabalho.


fonte:http://www.conjur.com.br/2011-jul-27/pessoas-morrem-dia-acidentes-trabalho
foto:blogbrasil.com.br

Tribunal Regional Eleitoral de SP instala Ouvidoria


Para cumprir a Resolução 103 do Conselho Nacional de Justiça, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo instalou uma Ouvidoria, que será presidida por dois anos pelo juiz-assessor da presidência, Marco Antonio Martin Vargas. A resolução determina a criação de ouvidorias em todos os tribunais do país.
Para Vargas, "a importância do novo serviço é estabelecer um vínculo com o eleitor, aproximando-o, para que o serviço se aperfeiçoe cada vez mais, na busca da excelência". A Ouvidoria é mais um canal de comunicação do TRE-SP com o público externo. Através dele, o cidadão pode oferecer sugestões, expor críticas, denúncias, reclamações ou elogios relacionados com as atividades prestadas pela Justiça Eleitoral paulista. A ferramenta possibilita ao tribunal identificar a qualidade de seus serviços e, dessa forma, buscar a melhoria de sua atuação.
O serviço pode ser acessado através de formulário eletrônico existente no site do TRE-SP (Ouvidoria); pelo formulário impresso que poderá ser enviado pelo correio ou depositado em urnas disponíveis em todos os cartórios eleitorais do estado e também na sede do TRE; pelo e-mail ouvidoria@tre-sp.gov.br; ou, ainda, atendimento presencial na sede do Tribunal, desde que previamente agendado por e-mail. O anonimato não será considerado para nenhum tipo de informação recebida.
A Portaria 61/2011 elenca as atribuições da Ouvidoria, dentre elas a de prestar esclarecimentos sobre os atos praticados no âmbito dos tribunais, promover a apuração das reclamações relativas às deficiências na prestação dos serviços, abusos e erros cometidos por servidores e juízes e apresentar e dar publicidade aos dados estatísticos das manifestações recebidas e providências adotadas.

fonte:http://www.conjur.com.br/2011-jul-27/tre-sao-paulo-cumpre-resolucao-cnj-instala-ouvidoria
foto:

Resolução 103 do Conselho Nacional de Justiça


Portaria 61/2011
http://sintse.tse.gov.br/documentos/2011/Mar/31/portaria-no-61-2011-dispoe-sobre-a-regulamentacao

27/07/2011

Parabéns São José dos Campos!


Hoje, 27 de julho, a minha querida São José dos Campos comemora seu 243º aniversário. Uma cidade que é muito mais do que Embraer, CTA, INPE, as grandes indústrias nacionais e multinacionais que hospeda, as instituições de renome no ensino e na pesquisa acadêmica, embora tudo isso seja motivo de orgulho para todos os joseenses, naturais daqui ou de coração. São José dos Campos é uma cidade que pulsa e se desenvolve graças a cada um de seus habitantes que fazem daqui um dos melhores locais 
para viver do Brasil. 


Você conhece a história de São José?


Banhado em SJC

As origens de São José dos Campos remontam ao final do século XVI, quando se formou a “Aldeia do Rio Comprido”, uma fazenda jesuítica que usava a atividade pecuarista para evitar incursões de bandeirantes. Porém, em 10 de setembro de 1611, a lei que regulamentava os aldeamentos indígenas por parte dos religiosos fez com que os jesuítas fossem expulsos e os aldeãos espalhados. 
Os jesuítas voltaram anos mais tarde, estabelecendo-se em uma planície a 15 Km de distância, sendo este o núcleo que deu origem à cidade que conhecemos e onde hoje encontramos a Igreja Matriz.Contavam com o clima agradável e uma posição estratégica em caso de invasões. Novamente a missão passava aos olhares externos como fazenda de gado. Nesse período, a aldeia apresentou sérias dificuldades econômicas, em função do grande fluxo de mão-de-obra para o trabalho nas minas.
Em 1759, os jesuítas foram expulsos do Brasil, e todas as posses da ordem confiscadas pela Coroa. Na mesma época, assumiu o governo da Capitania de São Paulo Dom Luis Antonio de Souza Botelho Mourão, conhecido como Morgado de Mateus, com a incumbência de reerguer a Capitania, mera coadjuvante num cenário em que Minas Gerais se destacava pela atividade mineradora. Uma de suas primeiras providências foi elevar à categoria de Vila diversas aldeias, entre elas São José, com o objetivo de aumentar a arrecadação provincial. Em 27 de julho de 1767, mesmo antes de se tornar freguesia, a aldeia foi elevada à categoria de Vila, com o nome de “São José do Paraíba”, erguendo-se o pelourinho e a Câmara Municipal, símbolos que caracterizavam sua nova condição. Entretanto, a emancipação política não trouxe grandes benefícios, permanecendo a vila em um longo período de marasmo, até meados do século XIX, quando passou a exibir sinais de crescimento econômico, graças à expressiva produção de algodão, exportado para alimentar a indústria têxtil inglesa.
Após ocupar posição periférica no período áureo do café no Vale do Paraíba, através da chamada “fase sanatorial”, São José dos Campos ganhou certo destaque nacional, com inúmeros doentes procurando o clima da cidade em busca de cura para a “peste branca”, a tuberculose pulmonar. Gradativamente já estava sendo criada uma estrutura de atendimento com pensões e repúblicas, quando em 1924 foi inaugurado o Sanatório Vicentina Aranha, o maior do país. No entanto, foi somente em 1935, quando o município foi transformado em Estância Climatérica e Hidromineral, e com as medidas de “reerguimento do Vale”, tomadas pelo governo Vargas, que São José pôde investir em infra-estrutura, principalmente na área de saneamento básico, que no futuro viria a ser um trunfo a mais para a atração de investimentos destinados ao desenvolvimento industrial.
Durante o período de 1935 a 1958, o município foi administrado por prefeitos “sanitaristas” nomeados pelo governo estadual. Em 1958, o município ganhou autonomia para eleger seus prefeitos, perdendo-a novamente em 1967, durante o regime militar.
O processo de industrialização da cidade tomou impulso a partir da instalação do Centro Técnico Aeroespacial – CTA, em 1950 e da inauguração da Rodovia Presidente Dutra (1951), cortando a parte urbana de São José dos Campos.. Nas décadas seguintes, com a consolidação da economia industrial, São José dos Campos apresentou um crescimento demográfico expressivo que também acelerou o processo de urbanização no município.
A partir dos anos 90, São José dos Campos passou por um importante incremento no setor terciário, que pode ser demonstrado pelo fato da cidade ser hoje um centro regional de compras e serviços do Vale do Paraíba.e Sul de Minas Gerais, atendendo uma população de aproximadamente 2 milhões de habitantes. 


fonte: http://www.vnews.com.br/hotsite.php?id=352
foto:flickr.com


Confira a programação de eventos para hoje na cidade:



Eleições na Argentina: Kirchnerismo sofre novo revés em um distrito eleitoral chave da Argentina

A estrepitosa derrota de Agustín Rossi (22,2%), o candidato kirchnerista para governador da província de Santa Fe, que ficou em terceiro lugar, atrás não só dos socialistas como também de Miguel del Sel, o inesperado candidato do partido de Mauricio Macri, voltou a agitar o panorama político argentino. A menos de três meses das presidenciais de outubro, o resultado em Santa Fe se acrescenta à vultosa derrota kirchnerista há apenas duas semanas, no primeiro turno das eleições locais em Buenos Aires.
Os magros resultados de Rossi, até há pouco tempo porta-voz do governo na Câmara dos Deputados, significam que um bom número de eleitores peronistas decidiu não apoiar o candidato de Cristina Fernández de Kirchner (foto dir.), mas manteve a maioria justicialista na legislatura local. Em alguns lugares de Rosario apareceram imediatamente pequenos cartazes sem assinatura com a legenda "Aqui também perderam. K é derrotável", a mensagem que a oposição, dividida em outros aspectos, luta unanimemente para fazer chegar ao eleitorado, convencido, segundo as pesquisas, de que Cristina Fernández poderá ganhar novamente em outubro.
A eleição em Santa Fe surpreende não porque o pequeno Partido Socialista tenha confirmado seus resultados de 2007 e conseguido a vitória de seu candidato, Antonio Bonfatti, médico de 60 anos apoiado pelo atual governador, Hermes Binner, mas pela alta porcentagem de votos alcançada por Miguel del Sel: 35,2%, contra 38,7% de Bonfatti.
Del Sel, um ator cômico de 54 anos que surgiu na política há apenas cinco meses, parece ter reunido todo o voto peronista crítico, abundante em Santa Fe, província que é o coração da produção agropecuária argentina. O candidato de Macri recebeu o apoio indireto do senador local Carlos Reutemann, que pela primeira vez fez duras declarações lembrando que é peronista mas nunca será kirchnerista, e o apoio expresso do ex-presidente Eduardo Duhalde, radicalmente oposto a Cristina Fernández e aliado de Macri.
O atual governador, o socialista Hermes Binner, que será candidato presidencial em outubro próximo com uma Frente Ampla Progressista, se declarou muito satisfeito com o resultado. "Primeiro, porque em Santa Fe se votou com um novo sistema de cédula única, que impede as tradicionais artimanhas nas eleições. E segundo porque o eleitorado votou a favor da continuidade de nossa ação política", explicou a "El País".
Binner admitiu que o resultado de Bonfatti não era tão amplo quanto teriam desejado, mas considerou que revalidar o cargo de governador no quarto distrito eleitoral mais importante do país ajuda a consolidar a Frente Ampla que ele preside. "Em nível nacional, nos apresentamos com a experiência de ter realizado com dignidade um governo moral", afirmou. Binner estabeleceu em Santa Fe um pouco frequente sistema de controle de sua própria ação política, que garante fortes níveis de transparência e honestidade na gestão pública.
"Demonstramos que nem todas as gestões são iguais e que, embora não nos tenham dado um alfinete, Santa Fe pôde trabalhar e prosperar sem se ajoelhar", declarou.
A dura derrota de Rossi chega em péssimo momento para o kirchnerismo, que luta para tentar voltar a pôr na corrida, no segundo turno de Buenos Aires capital, no próximo domingo, seu candidato, Daniel Filmus, que perdeu no primeiro turno com 27,8%, contra 47,1% de Macri. O kirchnerismo luta não para conseguir que Filmus ganhe, e sim para melhorar seus resultados, de forma que não repercutam na popularidade que ainda tem a presidente Cristina Fernández.


Reportagem de Soledad Galego-Diáz para o jornal espanhol El País
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2011/07/27/novo-reves-do-kirchnerismo-em-um-distrito-eleitoral-chave-da-argentina.jhtm
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
foto:politicalivre.com.br