02/04/2013

O parto normal em extinção no Brasil


Ministério da Saúde prepara ação para reduzir em 10% os partos cirúrgicos e alerta: há uma epidemia de cesarianas antecipadas sem necessidade no país.


Desde fins do século XIX, quando a medicina conseguiu finalmente difundir as técnicas de anestesia e os procedimentos para evitar infecções, realizar os partos por meio de um procedimento cirúrgico é uma opção ao alcance das mulheres em grande parte do planeta. Descoberta quase por acidente, quando em 1500 um castrador de porcos suíço conseguiu autorização para abrir a barriga da mulher, que reclamava de fortes dores, as cesarianas progressivamente tornaram os partos mais seguros e menos sofridos, principalmente quando há risco para gestantes e bebês. No ranking da Organização Mundial de Saúde  (OMS), o Brasil aparece em segunda colocação entre os países com mais cesarianas em relação ao total de nascimentos. De 2000 a 2010, dos novos brasileiros que vieram ao mundo, 43,8% foram partos por cesariana, deixando o país atrás apenas do Chipre, que teve 50,9%.
O Ministério da Saúde passou a ver com preocupação esse índice, que ultrapassa em muito os 15% considerados adequados pela OMS. A concentração maior se dá na rede privada, que atualmente faz 80% dos partos por cesariana. Na rede pública, os partos por cirurgia são 40%. “Há uma epidemia de cesarianas no Brasil”, afirma Dário Pasche, diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES), do Ministério da Saúde. Para ele, há um misto de comodismo e questões de mercado por parte dos médicos, que acabam evitando o parto normal. Estados Unidos, França e Argentina tiveram, entre os anos de 2000 a 2010,  taxas de 31,8%, 20,2% e 22,7% de cesarianas, respectivamente.
Nos próximos meses, o Ministério da Saúde vai lançar um conjunto de ações para estimular os partos normais e evitar o que chama de cesarianas desnecessárias ou antecipadas na rede pública e conveniada ao SUS – aqueles hospitais particulares onde as internações são pagas pela saúde pública. Uma resolução que aguarda a assinatura do ministro Alexandre Padilha estabelece meta de redução de 10% em cada unidade da rede pública. Outra medida nesse sentido é um edital de pesquisa internacional, cuja criação está sendo auxiliada pela Fundação Bill e Melinda Gates. O objetivo do estudo é encontrar caminhos para reduzir os casos de partos cirúrgicos desnecessários – algo que passa tanto pelas políticas de saúde pública quanto pela transformação da cultura entre as gestantes.
“A cesariana salva vidas. É uma técnica que fez a humanidade prosperar. Mas quando se abusa desse recurso, criamos um outro problema”, avalia Pasche. O risco, como explica, não está na cesariana isoladamente, mas no efeito que tem a opção em massa por esse tipo de parto. Com os agendamentos, a tendência é de se encurtar a gravidez. E o índice de nascimentos prematuros também é alto no Brasil, de 10%, quando o aceitável internacionalmente é de 3%. “A quantidade de bebês que nasce prematuramente no Brasil tem aumentado assustadoramente. Reduzir esse número é um dos maiores desafios no campo da saúde da criança”, diz Pasche.
Os primeiros dias de vida recebem, no momento, atenção especial do ministério. Entre 2000 e 2010, o país derrubou a mortalidade infantil (de idades entre 29 dias e 1 ano), indo de 26,6 para 16,2 casos por mil nascidos vivos. Mas o Brasil não teve o mesmo êxito na redução da mortalidade neonatal, que está diretamente ligada à proporção de nascimentos prematuros e de cesarianas antecipadas.
Pela OMS são considerados prematuros bebês que nascem antes de 37 semanas completas – o natural são até 42. Passou a ser usual o agendamento já a partir da 37ª semana - o que aproxima o parto da prematuridade. Responsável pelo setor de medicina fetal do Instituto Fernandes Figueira, ligado à Fiocruz e dedicado à saúde da mulher e da criança, Paulo Nassar vê na antecipação dos partos um risco para a saúde dos bebês. “A ultrassonografia tem margem de erro de uma semana. Uma mãe que agende a cesariana para a 37ª semana pode, na verdade, estar abreviando o nascimento para a 36ª”, alerta.
Nascer antes do tempo traz riscos principalmente para o sistema respiratório. Os pulmões do bebê se formam quando ocorre o estouro da bolsa, que representa o “sinal verde” do corpo para o nascimento. “Quando a mulher entra em trabalho de parto, há uma série de substâncias que amadurecem vários órgãos, principalmente o pulmão”, explica Nassar. Incapazes de respirar sozinhos, os recém-nascidos são afastados de suas mães e mantidos em UTIs neonatais. Por ano, cerca de 15 milhões de crianças no mundo são prematuras. Ou seja, mais de um a cada 10 bebês nasce antes da marca das 37 semanas – o que representa a principal causa da morte de recém-nascidos. A estimativa é de que um milhão de prematuros morram anualmente de complicações.
Mães e médicos – Dois fatores são decisivos para que as cesarianas sejam cada vez mais a forma de nascer dos brasileiros. Um deles vem das próprias gestantes. Uma pesquisa da Agência Nacional de Saúde Suplementar feita nos consultórios médicos mostrou que 70% das gestantes têm, inicialmente, vontade de dar à luz pelo parto normal. No último trimestre, só 30% se mantêm com o propósito de esperar as contrações e enfrentar o processo natural. “Alguma coisa acontece durante o pré-natal e faz com que as mulheres mudem de ideia. Temos observado também que, muitas vezes, essas indicações de cesariana são feitas no primeiro trimestre de gravidez, quando a mulher não tem nenhuma indicação para cesariana”, afirma Karla Coelho, gerente de regulação assistencial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “A comodidade do médico não é a única explicação. Muitas mulheres querem tecnologia, querem chegar e ter o bebê sem ficar horas em trabalho de parto. E, claro, também têm medo de sentir dor”, diz.
O segundo fator vem dos médicos. “O acompanhamento de um parto normal é complicado, principalmente nas grandes cidades, onde a vida do médico é corrida e ele tem vários empregos. Uma cesariana leva uma ou duas horas. Um parto normal pode demorar mais de seis horas, e a remuneração feita pelos planos de saúde é muito próxima. Isso passou a ser uma comodidade”, admite Desiré Callegari, primeiro secretário do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Reportagem de Pâmela Oliveira e Cecília Ritto

Ferramenta do CNJ calcula prazo de prescrição de pena


A partir de hoje (2/4), a Calculadora de Prescrição da Pretensão Executória ficará disponível no Portal do Conselho Nacional de Justiça para ajudar juízes a saber quanto tempo falta para prescrever determinada pena imposta a um condenado. A Resolução 137, de julho de 2011, determina que esse prazo precisa ser informado pelo juiz em todo Mandado de Prisão. Assim, a ordem só vale enquanto a pena não prescrever. O objetivo é evitar prisões ilegais, em que pessoas são detidas após o prazo prescricional.
O CNJ lançará a ferramenta durante a solenidade de abertura do Mutirão Carcerário do CNJ, no Rio Grande do Norte, em solenidade no tribunal de Justiça do estado, em Natal. Representante do CNJ no evento, o juiz Luciano Losekann, explica que a ideia surgiu a partir da experiência dos mutirões carcerários que o CNJ faz desde 2008.
"Percebemos que há muitos casos de pessoas que foram sentenciadas a três ou quatro anos de prisão, mas são presas dez anos depois da prescrição de suas penas e, consequentemente, do fim da validade do mandado de prisão que justifica sua detenção”, afirmou Losekann. A Resolução CNJ 137 também determina que todos os mandados de prisão sem prazo prescricional sejam reeditados pelos juízes, contendo a data em que deixarão de valer.
Com a nova ferramenta, o CNJ também pretende melhorar as rotinas produtivas do Poder Judiciário. Ao calcular a prescrição das penas nos processos, os servidores das Varas de Execuções Penais poderão extinguir vários processos que tenham penas prescritas e se amontoam em tribunais do país.
"“Constatamos esse fenômeno ao fazer o Projeto Eficiência em algumas VEPs. Como era difícil fazer esse cálculo, a tendência era empilhar em um canto da sala os processos sem prazo prescricional”, afirmou Losekann.
A calculadora poderá ser acessada pelo Portal do CNJ.

Atraso na entrega de imóvel pode gerar indenização ao consumidor


A causa dos constantes atrasos se deve principalmente, aos problemas vividos pelo setor da construção civil em 2012, referentes à escassez de mão de obra, equipamentos e materiais de construção. “Trata-se, no entanto, de risco inerente à atividade e de responsabilidade exclusiva das empresas que atuam no setor. Sendo assim, os compradores dos imóveis, que nada mais são que consumidores (amparados pelo Código de Defesa do Consumidor), têm o direito de ser indenizados pelos danos sofridos em decorrência do atraso na entrega de seus imóveis”, diz Alexandre Paolucci, advogado tributarista. 
Quem compra um imóvel na planta tem a expectativa de que o prazo contratual previsto para a entrega das chaves seja cumprido. Em muitos casos, os compradores moram em imóveis alugados enquanto seu imóvel próprio está sendo construído. Em decorrência do atraso na entrega de seu imóvel, continuam a pagar aluguel quando já poderiam estar em seu próprio imóvel. De acordo com Paolucci, também sofre dano aquele que compra o imóvel como forma de investimento. “Uma vez entregue as chaves, ele poderia alugá-lo a terceiros. Ocorrendo o atraso, fica impossibilitado de fazê-lo sofrendo o que chamamos de lucros cessantes”, avalia. 
Segundo o advogado Alexandre Paolucci, os tribunais brasileiros já têm entendimento pacificado no sentido de indenizar o consumidor nesses casos. O valor da indenização pode variar, mas em geral tem-se tomado como base o valor de mercado de aluguel do imóvel. “Além disso, os tribunais têm decidido que o atraso injustificado na entrega de imóveis gera o dever de indenizar não apenas os danos materiais sofridos, mas também os danos morais suportados pelo consumidor. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais já decidiu que, não se tratando de mero descumprimento contratual, será devida a indenização por danos morais”. 
As empresas do setor criaram a chamada cláusula de tolerância que as isenta de responsabilidade no caso de atraso na entrega do imóvel. Essa cláusula contratual estipula, em média, um prazo de 180 dias de tolerância para o atraso. “Infelizmente, essa cláusula é aceita como válida por vários tribunais brasileiros. Entretanto, à luz do Código de Defesa do Consumidor, trata-se de cláusula abusiva, que gera um desequilíbrio no contrato, uma vez que garante ao fornecedor uma vantagem sem que haja contrapartida ao consumidor. Afinal, caso este atrase com suas obrigações, por qualquer motivo, estará sujeito a penalidades tais como multa e juros. Infelizmente, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais tem decidido no sentido da validade de tal cláusula, desde que ‘em prazo razoável’”, explica Alexandre. 
Está em trâmite um projeto de lei no Senado com o intuito de trazer inovações ao Código de Defesa do Consumidor e regulamentar o assunto. Pelo projeto, as construtoras e incorporadoras que atrasarem a entrega de imóveis devem indenizar os compradores em 2% do valor contratado, além da incidência de uma multa moratória mensal equivalente a 0,5% do valor total do imóvel, devidamente atualizado. O projeto também regulamenta a já mencionada cláusula de tolerância, que não poderá ultrapassar seis meses. A proposta diz ainda que o valor proveniente da multa poderá ser compensado nas parcelas que vencerem após o prazo previsto para entrega do imóvel ou devolvido ao consumidor, no prazo máximo de 90 dias após a entrega das chaves ou a assinatura da escritura definitiva. 



01/04/2013

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Agricultores da Califórnia temem colapso com escassez de imigrantes sem visto

Como consequência das dificuldades econômicas na região, maioria dos californianos defende leis mais flexíveis para estrangeiros pela primeira vez na história.



O governo dos EUA fechou o cerco contra o fluxo clandestino na divisa com o México na última década. Do lado mexicano, foram notadas melhorias contínuas nos índices sociais, como queda no desemprego. Do outro lado da fronteira, no entanto, surgiu uma consequência inesperada e indesejada com a forte redução na entrada de trabalhadores sem visto, que já foi de 200 mil pessoas por ano. 
Com a escassez de latinos, empresários já falam em colapso na agricultura da Califórnia para os próximos meses, caso não seja permitida a entrada de novos trabalhadores pela fronteira mexicana. Desde 2011, a imigração ilegal entre os países é de 0%, segundo pesquisa do instituto de pesquisas PHC (Pew Hispanic Center).
“Nós precisamos da força de trabalho dos imigrantes. Cerca de 70% dos trabalhos nas fazendas e na agricultura da Califórnia são feitos por trabalhadores sem visto. Sem eles não temos negócio”, afirma aOpera Mundi o diretor da Confederação dos Agricultores da Califórnia, Rayne Pegg.


Apreensivos com uma possível crise, empresários do setor agrário da Califórnia – o maior dos EUA e um dos mais importantes do mundo – clamam por leis mais flexíveis, que permitam a entrada de trabalhadores mexicanos pelas fronteiras. Constantes intervenções policiais, deportando estrangeiros, têm afastado ainda mais os trabalhadores desse Estado e esvaziado as lavouras.
“São esses trabalhadores, chamados de ilegais, os responsáveis por colocar frutas e comida na nossa mesa. Acredito que deva ser aprovada uma lei que permita aos trabalhadores receberem uma documentação legal para trabalhar”, argumenta Pegg.


“Marco na história”
Em meio à pressão dos agricultores por reformas na lei migratória, uma pesquisa divulgada nesta semana pela Universidade da Califórnia Dornsife e o jornal LA Times revelou que, pela primeira vez na história da Califórnia, a maioria da população é favorável à presença de imigrantes e à regularização da documentação daqueles que estão sem visto.
Segundo o levantamento, apenas 19% dos californianos acreditam que os estrangeiros devem deixar o país. Cerca de 74% defendem que o país implemente uma nova lei que favoreça os imigrantes que entraram de forma irregular em seu território. Os números expressivos são tratados pelos responsáveis pela pesquisa como “um marco na história”.
“É uma mudança fundamental na forma como os cidadãos enxergam a contribuição dos imigrantes ilegais no país. É claro que o resultado mostra que os californianos querem uma reforma mais abrangente promulgada o mais rápido possível. Mesmo com a oposição dos republicanos, 74% da população acreditam que imigrantes deveriam receber uma cidadania norte-americana. Esse é um número histórico”, afirma o diretor da pesquisa Dan Schnur.


Trabalhadores ilegais, sobretudo os mexicanos, são forçados a trabalhar em péssimas condições e sob o risco de serem deportados. O alto risco e melhores condições de vida no país natal fizeram que a Califórnia não fosse mais um destino tão atrativo como antigamente.
"Uma vez que esses trabalhadores sejam legalizados, além de poderem colaborar ainda mais com a economia do país, eles vão poder se organizar em sindicatos, lutar por direitos e não aceitar nunca mais abusos, discriminações e as ameaças de deportação”, afirma a diretora da União dos Trabalhadores Agrários da Califórnia, Maria Machuca.
Um estudo do CAPI (Center for American Progress and the Immigration Policy Center) afirma que, se o governo norte-americano chegar a um acordo flexível quanto à reforma migratória, o crescimento de empregos pode alcançar o número de 900 mil novas vagas e um lucro líquido de 5,4 bilhões de dólares.
Atualmente, o setor agropecuário da Califórnia é responsável pela movimentação de cerca de 39 bilhões de dólares (cerca de 79 bilhões de reais) por ano. O número de imigrantes que trabalha nos EUA é de 2 milhões de pessoas, sendo que metade atua sem visto. Apenas na Califórnia são 600 mil sem a documentação legal.



Reportagem de  Dodô Calixto
fonte: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/28065/agriculturores+da+california+temem+colapso+com+escassez+de+imigrantes.shtml
foto:http://www.mikeroweworks.com/2013/01/california-here-comes-the-jobs/

Índia nega patente a farmacêutica e 'salva' genérico contra câncer

A Suprema Corte da Índia rejeitou o pedido da empresa farmacêutica Novartis para patentear uma versão atualizada do seu remédio Glivec, usado no tratamento de câncer. Na prática, a decisão significa que os fabricantes de genéricos poderão continuar a vender a sua versão, bem mais barata, do medicamento na Índia, um dos mercados de farmacêuticos que mais cresce no mundo.
O Glivec é usado contra a leucemia crônica mieloide e o tratamento mensal custa cerca de US$ 2.600 (cerca de R$ 5.200). Já o tratamento com o genérico custa na Índia US$ 175 (R$ 350).
Segundo a Justiça do país, a nova versão do Glivec tinha diferenças muito pequenas em relação à anterior.
A Novartis, com base na Suíça, diz que a decisão "desencoraja futuramente a inovação na Índia".
"A decisão é um passo atrás para os pacientes. Irá dificultar a evolução dos medicamentos para doenças sem opção de tratamentos efetivos", diz Ranjit Shahani, vice-presidente da Novartis Índia.
Havia temores de que a eventual concessão da patente pudesse ter impacto negativo no tratamento de doentes de câncer em países pobres.
A Associação de Auxílio aos Pacientes com Câncer comemorou a decisão. O advogado Anand Grover, que representa a associação, disse que estava "em êxtase com a decisão". Segundo ele, o tratamento aos mais pobres estará garantido por mais um tempo.

Batalha longa

A Novartis entrou com o pedido da patente em 2006, argumentando que a nova versão era mais fácil de ser absorvida.
As autoridades indianas rejeitaram o pedido com base em uma lei que impede farmacêuticas de conseguir renovar patentes fazendo apenas pequenas mudanças na fórmulas dos medicamentos.
A Novartis entrou com um apelo contra a decisão três anos depois, que foi novamente rejeitado, e, após um novo apelo, o caso foi parar na instância máxima de Justiça no país.
Segundo a agência de notícias AFP, a Suprema Corte considerou que a versão atualizada do Glivec "não passou no teste de novidade e criatividade".
A obtenção de patentes garante às farmacêuticas 20 anos de vendas exclusivas. Depois deste período, outras empresas podem fazer cópias baratas do medicamento.
Estima-se que vários medicamentos - que geram vendas anuais de até US$ 150 bilhões - terão suas patentes expiradas em 2015.
A indústria de genéricos na Índia será uma das mais beneficiadas quando isto ocorrer, mas há temores de que a concessão de patentes para versões atualizadas poderá prejudicar não somente a distribuição de remédios baratos para os mais pobres, como também os produtores de genéricos na Índia.
Pratibha Singh, advogado da Cipla, fabricante indiana de genéricos, diz que a decisão abre precedente que irá prevenir companhias farmacêuticas de obter nas patentes na Índia a partir de versões atualizadas de medicamentos.

Reportagem de James Gallagher
fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/04/130401_genericos_india_mm.shtml#page-top
foto:http://www.economist.com/news/special-report/21569571-india-no-longer-automatic-choice-it-services-and-back-office-work-turn

Medo é maior defeito do juiz, diz Paulo Leite Fernandes


"Difícil um magistrado, um desembargador ou mesmo um ministro ter uma dose de coragem suficiente para fazer prevalecer a linguagem do Direito sobre a pressão externa. O maior defeito que um juiz tem hoje é o medo". A afirmação é do advogado Paulo Sérgio Leite Fernandes. Em entrevista à revista da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp), o advogado, que tem 55 anos de advocacia criminal, não poupa críticas. "O Brasil está sob um sistema judiciário de investigação podre. Eu diria porco, que é a palavra mais adequada", diz.
Ele defende a atitude de julgadores como o desembargador Tourinho Neto, que concedeu Habeas Corpus para o empresário Carlinhos Cachoeira. "E ele é um homem honrado, um dos melhores juízes que a pátria tem, e que possui uma qualidade rara entre os juízes — a coragem", afirma. Ao falar especificamente sobre o caso do menslão, Paulo Sérgio Leite Fernandes foi direto: "O julgamento do mensalão foi tragicômico. Pessoas saíram de lá com 20, 30, 40 anos de cadeia, o que é um absurdo. Você não pode, em função da satisfação da vontade popular ou da necessidade de reorganizar a honestidade no país, fazer ilações horrivelmente extravagantes. Alguém [que] mata o outro com requintes de perversidade e é condenado a, no máximo, 30 anos de cadeia".
Leia a íntegra da entrevista feita pela Revista da Caasp:
"Este país se encontra num regime de deduragem oficial. O Poder está ensinando o brasileiro a ser um delator. O Brasil de hoje é um bordel eletrônico, repleto de alcoviteiras”. O senhor poderia justificar essas afirmações, de sua autoria?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — Nós tivemos tempos atrás, na Itália, o estabelecimento dos chamados “juízes sem cara”. Numa luta contra a máfia morreram alguns juízes e o sistema penal se endureceu. Começou então, naquele país, uma investigação contra a criminalidade organizada (anos 1970-80) e nós partimos para a imitação, não só quanto à interceptação telefônica, mas também naquilo que dizia e diz respeito a um dos fenômenos mais sujos, mais imundos, mais aviltantes que há na história da humanidade, que é a delação. Nos Estados Unidos, que nós imitamos também, há a delação premiada.

No Palácio dos Doges, em Veneza, na Itália, há a figura da “boca da verdade”. Nos Século XIV e XV, enfiava-se na bocarra da criatura uma denúncia anônima contra alguém, o Conselho dos Sábios arrecadava aquela denúncia e torturava o sujeito denunciado. Hoje ainda funciona assim. Quase mil anos depois, temos uma relação muito grande com os Doges de Veneza, e com uma articulação que é muito mais satânica, porque nós premiamos o delinquente, nós premiamos o bandido, nós premiamos o mafioso desde que ele entregue seus comparsas. Isso é terrível, é o pecado maior que estamos cometendo, inclusive com o entusiasmo de muitos juízes e promotores públicos.
Isso vicia. Tenho a sensação de que esse pessoal que abiscoita o e-mail, o telefone, a comunicação privada do cidadão tem uma certa deformação biopsíquica  são os voyeurs, aqueles que olham pelo buraco da fechadura.
Como os voyeurs se escondem?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — Eles não se escondem. Nós temos juízes fazendo isso em São Paulo, em Minas Gerais, em Brasília. Fazem isso o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal, além de, às vezes, as polícias estaduais. É um ato de três personagens: a polícia faz sozinha, mas faz com muito receio porque, se for descoberta, pode ser penalizada; o Ministério Público tem feito com muita vontade; e o Judiciário se engalana, há juízes entusiasmados com isso, mandando inclusive interceptar telefones de advogados. O meu e-mail foi interceptado por um juiz de Brasília. Isso é uma infâmia. O juiz que faz isso perde a condição de ser humano ligado às regras mínimas de moralidade.

Não existe mais investigação sem grampo?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — Com grampo é mais fácil. Na ditadura, os militares não grampeavam nosso telefone. Eram capazes de sumir com nosso cliente, jogá-lo do helicóptero ao mar, mas não chegavam a esse ponto morfético de tentar descobrir por meio científico aquilo que você estava conversando com seu cliente. Hoje, advogado criminal que se preze não fala com cliente por telefone sobre coisas sérias, nem manda e-mails sobre assuntos sérios. O mesmo acontece com o Skype, que era mais difícil. Não se sabe se há um protocolo com a Microsoft, no sentido de que a Interpol e a polícia científica possam interceptar conversas no Skype. Paradoxalmente, hoje o Correio, a cartinha, passou a ser mais confiável.

O fruto dessa bisbilhotagem tem caído com frequência nas mãos da mídia, e a mídia joga isso no ventilador sem nenhum cuidado. Como o senhor avalia essa situação?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — A mídia se “bordelizou”. Às vezes fico sabendo de algo sobre um cliente pelos jornais. Depois, com muito esforço, é que vou conseguir ver o processo. Isso é um problema psicológico de empuxão da sociedade contra o investigado, no sentido de tornar a defesa dele cada vez mais difícil. O investigado é condenado de antemão.

E o advogado junto com ele.

Paulo Sérgio Leite Fernandes — Sim, porque a mídia confunde os dois. Quanto a mim, nunca tive medo de jornal. O jornalista sabe que se alguma coisa escorregar no sentido de uma impostura psicológica a respeito da minha pessoa, ele toma um processo criminal imediatamente. Faço meu trabalho, tenho meus pecados, mas são pecadilhos. São aqueles pecados que todo homem honesto costuma cometer. Não tenho um grande pecado, não tomo dinheiro de viúva, não engano órfão, não meto dinheiro de cliente no bolso, não traio meu cliente. Isso me basta, o resto é resto. Esses são os pressupostos básicos da advocacia criminal correta.

Eu não tenho medo de jornal, portanto. Mas a mídia tem postulado — e obtido — que o povo se volte contra o investigado e o advogado dele. No Século XVIII a advocacia era uma coisa tão honrada que, quando o advogado aceitava uma causa, ele tinha uma bolsinha presa nas ilhargas. Ele se virava de costas e o cliente punha na bolsinha os honorários que entendia adequado. Daí a expressão “honorário”, que significa “em honra”. Hoje, querem saber quem pagou o advogado, quanto pagou, como pagou e por intermédio de quem o advogado foi pago. Enfraquecendo-se a defesa, se enfraquece o defendido, e alguns advogados se amedrontam e deixam de fazer o que é necessário.
Por tudo isso, digo que o Brasil está sob um sistema judiciário de investigação podre. Eu diria porco, que é a palavra mais adequada. O juiz que intercepta o segredo da advocacia está penetrando na mais profunda intimidade do ser humano. É mesma coisa que mandar auscultar o confessionário do padre velho - e eu sou um padre velho.
Os Poderes da República, no Brasil de hoje, se relacionam da forma devida? Não há ingerências impróprias?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — Eu sempre achei que o maior Poder da República é o Supremo Tribunal Federal. Essa afirmativa de que todos os Poderes são equalizados, cada qual na sua respectiva função, é balela.

E isso é correto?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — Na Constituição, não. Se você examinar constitucionalmente, todos os Poderes são iguais. Há uma harmonia entre os Poderes. Mas o Supremo é a maior força. Se o Supremo decide de determinada forma, normativamente, em Plenário, ele supera qualquer oposição. O Congresso não pode se opor a ele. E por quê? Se houver oposição, quebra-se o Estado de Direito, teríamos uma insurreição, ou uma revolução, ou um desequilíbrio terrível em que um ditador qualquer talvez dissolvesse o Congresso ou o próprio Supremo.

Será por isso que alguns juízes se sentem com poderes sobre-humanos?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — Quando você vê um juiz, ou um órgão colegiado, decidindo contra o que se chama “vontade do povo”, ou “vontade da mídia”, você parte para uma abjuração que leva à suspeita de menor dose de honestidade desse juiz ou desse órgão do Poder Judiciário.

O juiz, como ser humano, é uma criatura muito curiosa. Eu lhe dou um exemplo de juiz corajoso: Tourinho Neto, de Brasília (do Tribunal Regional Federal  da 1ª. Região, que concedeu Habeas Corpus a Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira). No caso Cachoeira, ele examinou o procedimento e verificou que o homem não podia ficar nove meses preso. Depois disso, começaram as insinuações de que ele seria um juiz pouco honesto. E ele é um homem honrado, um dos melhores juízes que a pátria tem, e que possui uma qualidade rara entre os juízes — a coragem.
Parece que os juízes corajosos são menos vaidosos, não?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — É que eles chegaram a um nirvana de conhecimento daquilo que eles podem fazer, e não têm muita conta mais a pagar. Estes têm a magistratura como algo sublime, e pagam um preço caro. Difícil um magistrado, um desembargador ou mesmo um ministro ter uma dose de coragem suficiente para fazer prevalecer a linguagem do Direito sobre a pressão externa. O maior defeito que um juiz tem hoje é o medo.

O julgamento do mensalão foi fruto do medo dos juízes?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — O julgamento do mensalão foi tragicômico. Pessoas saíram de lá com 20, 30, 40 anos de cadeia, o que é um absurdo. Você não pode, em função da satisfação da vontade popular ou da necessidade de reorganizar a honestidade no país, fazer ilações horrivelmente extravagantes. Alguém mata o outro com requintes de perversidade e é condenado a, no máximo, 30 anos de cadeia.

O crime de colarinho branco pode ser tão grave quanto o crime de sangue em alguma situação?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — O crime colarinho branco não é tão grave quanto um crime de sangue, não. A infração mais grave que existe é matar alguém. Ocorre que o Brasil é, no mundo todo, o país que mais escorcha o cidadão com a tributação, com os impostos. Nos idos de 1240, o senhor feudal vivia no castelo e tirava dinheiro do camponês lá embaixo, tomava suas galinhas. Hoje, não é diferente, pois o Estado lhe toma o que pode tomar. Aqui, tem-se a maior carga de impostos do mundo inteiro, e hoje é uma tributação cruzada. Isso começou a existir com um sujeito chamado Fernando Henrique Cardoso. Quando Fernando Henrique era rei do Brasil iniciou-se o processo de cruzamento do CPF com o RG. Isso é o aperfeiçoamento de uma iniciativa que visa a fiscalizar o bolso do contribuinte.

O Fernando Henrique é um homem que desperta curiosidade. Ele foi meu vizinho em Ibiúna. Eu o chamava de “Fernando Henrique I e Único, rei do Brasil”, um homem que conseguiu atravessar tanta coisa e sair incólume, inclusive dos anões do Orçamento. Hoje, posa de moralista. Não gosto dele. Não gosto de quem prega a moralidade absoluta mas tem pecados de origem. Eu, pelo menos, confesso os meus.
De qualquer forma, a carga tributária é terrível no Brasil, e o cinturamento é apavorante — você não tem como se defender do fisco. Os juízes fazendários trabalham, mas trabalham a favor do rei. O que o brasileiro odeia de fato é a desigualdade entre ele, que é escorchado, e aquele que entesoura os seus baús tomando do Estado aquilo que o burguês não consegue tomar. A grande justificativa para o delito é a comparação.
Vamos falar sobre alguns advogados que se tornaram ministros da Justiça. Em um artigo, o senhor escreveu que o ex-ministro Saulo Ramos mentiu em seu livro Código da Vida. Em que ponto ele teria mentido?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — Eu conheci Saulo Ramos em Santos. Ele é mais velho que eu. Eu era adolescente e ele já era secretário de redação do jornal Tribuna de Santos. Ele sempre escreveu muito bem, usa a pena com muita competência. Saulo teve uma carreira muito curiosa: advogou muito pouco, ligou-se a Jânio Quadros, então governador de São Paulo, de quem foi um belo escudeiro. Virou presidente da Companhia Brasileira de Alimentos, teve alguns problemas intrincados que todos temos quando nos metemos em política. Defendeu Sarney com sucesso certa ocasião, e deu a Sarney uma sala em seu escritório, a qual só foi usada para descanso. Em retribuição, quando presidente, Sarney deu-lhe os cargos de consultor-geral da República e, depois, de ministro da Justiça.

Como o senhor avalia a atuação do advogado Márcio Thomaz Bastos como ministro da Justiça do governo Lula?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — Um criminalista não pode perder certas qualificações, a primeira delas é o respeito pela defesa, o respeito pelo réu. Márcio implantou o primeiro RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) no país, em Catanduvas, no Paraná. Ele também permitiu a invasão de escritórios de advocacia.

Eu nunca achei Márcio Thomaz Bastos uma criatura absolutamente autêntica. Ele sempre teve uma personalidade meio cinzenta  o que pode não ser defeito. O fato de eu dizer que uma pessoa tem personalidade cinzenta no exercício de uma profissão não significa que ele seja defeituoso, às vezes pode ser uma qualidade. Há advogados criminais que são sinuosos e obtêm resultados bons para seus clientes.
Mas o fato de Márcio Thomaz Bastos ter sido presidente da OAB não o comprometeria mais com a classe do que outro advogado no cargo de ministro da Justiça?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — Ele não foi presidente da OAB por desejo meu. Eu não tive força para evitar que ele o fosse. Miguel Reale Júnior, que não é meu amigo, foi ministro da Justiça durante pouco tempo. José Carlos Dias foi ministro da Justiça também durante pouco tempo. Nenhum dos dois conseguiu proteger o nariz do cheiro daquilo e nenhum dos dois precisou dizer por que foi embora. Nesse sentido, o Márcio é um exemplo de sobrevivência, é um homem qualificado. No governo Lula, Márcio Thomaz Bastos foi Maquiavel. Ou Richelieu. Enfim, creio que Márcio é uma pessoa bem provida intelectual e culturalmente no sentido de comunhão social, de resultados bem pretendidos, e que tem o defeito de não brigar comigo.

E como o senhor avalia a atuação do advogado José Eduardo Martins Cardozo no ministério da Justiça da presidente Dilma Rousseff?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — Eu não vejo onde o José Eduardo, que é advogado na origem, tenha assumido uma posição favorável à preservação das prerrogativas da advocacia. Se você procurar entre os 730 mil advogados que o Brasil tem hoje, não há ninguém falando bem dele no sentido de auxiliar na resistência do cidadão contra o Estado. Ele está apenas ocupando um lugar. Só. Mesmo porque se ele se comportasse de forma diferente não estaria mais lá. Como ele se oporia à Polícia Federal em favor do direito de defesa?

Até onde vai a força da Polícia Federal?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — A Polícia Federal, hoje, é mandonista. Quem manda mais é aquele que conhece os segredos do outro. Richelieu era um grande mandonista. Maquiavel era um grande alcoviteiro. Aquele que detém a informação detém maior dose de poder, veja o exemplo do ex-diretor-geral do FBI, J. Edgar Hoover. Quem sabe mais manda mais, e a Polícia Federal é atualmente a grande detentora dos segredos da nação. Em qualquer setor da nossa convivência humana, há sempre o grupo dos illuminati (do latim, iluminados. Referência a termo consagrado na literatura sobre grupos de pessoas detentoras de informações privilegiadas, e por isso dotados de grande poder conspiratório).

Em termos de Ordem dos Advogados do Brasil, o senhor acha que a advocacia está em boas mãos?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — Eu briguei pelo grupo que está aí, à frente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo e da Caasp . Eu creio que de todos os presidentes que a Ordem teve desde que eu me conheço como advogado, Marcos da Costa é mais puro de todos. Se esse moço se conservar como é, será um grande presidente da corporação. Tive oportunidade de dizer para ele, ainda menino, há muito tempo: “Se você não mudar, você será presidente da OAB. Guardo até a fotografia desse momento".

Revista da Caasp — Que conselho o senhor daria ao advogado em começo de carreira?

Paulo Sérgio Leite Fernandes — Aprenda a dizer não. Os advogados de hoje estão sendo plasmados na obediência. As faculdades de Direito estão ensinando os meninos a serem dóceis. Com 730 mil advogados, se quisermos, paramos o Brasil. Ou o fazemos andar de verdade.


fonte:http://www.conjur.com.br/2013-mar-30/maior-defeito-juiz-hoje-medo-paulo-leite-fernandes
foto:http://gilsonsampaio.blogspot.com.br/2011/12/elites-controlam-o-sistema-judicial.html

Centro de Estudos das Sociedades de Advogados promove concurso nacional de monografia

A importância das novas tecnologias para a prática do Direito é o tema do VII Concurso Nacional de Monografia Orlando Di Giacomo Filho, feito pelo Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa). O prazo para inscrever a monografia vai de 12 de abril e a 12 de agosto, conforme as regras do regulamento disponível no site do Cesa.
O concurso é aberto a estudantes que estejam cursando a partir do segundo ano ou do terceiro semestre de graduação em Direito em faculdade brasileira reconhecida pelo Ministério da Educação e que ainda não tenham concluído o curso. Os estudantes deverão estar devidamente matriculados no respectivo curso de graduação na data da abertura do concurso, bem como por ocasião do depósito da monografia.
Para fazer a inscrição o estudante deverá apresentar a monografia, com cópia impressa em envelope lacrado, juntamente com cópia eletrônica em CD, na sede do Cesa, em São Paulo. Os trabalhos serão avaliados por uma Comissão Julgadora que elegerá os melhores.
A entrega dos prêmios será feita durante a primeira reunião geral do Cesa de 2014, em data ainda não definida. As três primeiras monografias classificadas receberão ganharão um iPad Mini. Os prêmios são oferecidos pelo Cesa e pelo Sindicato das Sociedades de Advogados dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro (Sinsa). 

fonte:http://www.conjur.com.br/2013-mar-31/cesa-promove-concurso-nacional-monografia-estudantes-direito