04/08/2011

Mais de 70 empresas foram alvos de um grande ciberataque mundial

Um ciberataque massivo que pode ter durado até cinco anos infiltrou computadores e roubou dados de diversas multinacionais e até da Organização das Nações Unidas, afetando um total de 72 organizações, alegou relatório divulgado nesta quarta-feira, 3, pela McAffee. 


Apesar de não citar os nomes das vítimas, o levantamento trevela que os ataques aconteceram em 14 países, sendo a maioria nos Estados Unidos e no Canadá (4). Entre as 72 empresas atingidas, estão três companhias da indústria eletrônica, duas do setor de segurança computacional, duas de TI e uma de serviço de informação. O documento expõe dados que levam à especulação de quais seriam tais companhias. A McAfee fala em uma “empresa taiwanesa de eletrônicos”, que teve seu sistema afetado por oito meses em setembro de 2007. Outra empresa, do “setor de eletrônicos nos Estados Unidos”, teve dados roubados por mais de um ano a partir de fevereiro dde 208. A McAfee cita ainda que uma companhia “canadense do setor de TI” foi violada por quatro meses a partir de julho de 2008 e em maio de 2010, outra “empresa norte-americana de TI” teve seus dados roubados por sete meses. O vice-presidente da McAfee, Dmitri Alperovitch, assina o relatório de análise dos dados que ressalta a “diversidade das vítimas que foram surpreendidas pela audácia dos invasores”. As primeiras violações nos sistemas datam da metade de 2006, mas a McAfee não descarta invasões anteriores não detectadas. A empresa não divulgou de quais países os ataques vieram, mas informou que notificou todos os atingidos e órgãos de justiça, que estão investigando os casos.


fonte:http://www.tiinside.com.br/03/08/2011/mais-de-70-empresas-foram-alvos-de-um-grande-ciberataque-mundial/ti/234237/news.aspx
foto:tecnocafe.com.br

Juiz equatoriano é acusado de plágio



O juiz equatoriano Juan Paredes, que condenou o jornal El Universo e seus donos por um artigo criticando o presidente Rafael Correa, pode ter copiado sua argumentação da internet. O jurista Joffre Campaña, também equatoriano, alega que vários trechos da sentença podem ser encontrados nos sites blogmejillones.cl, do Chile, e todoiure.com.ar, de uma editora argentina de livros jurídicos, segundo noticia o jornal O Globo.
Paredes condenou Carlos, César e Nicolás Perez, editores do El Universo, e Emilio Palacios, autor do artigo, a pagar US$ 40 milhões de indenização ao presidente Correa. O texto causador do processo acusa o governo equatoriano de corrupto e chama Correa de ditador.
O jurista Campaña conta que desconfiou da sentença do juiz pela rapidez com que foi proferida. Paredes demorou 33 horas entre assumir o caso, fazer a audiência, ler um expediente de 5 mil páginas e escrever uma sentença de 156 laudas. Para descobrir o suposto plágio, o jurista simplesmente colou frases da sentença no Google, e chegou às fontes.
Ao Globo, Campaña leu trechos do juiz que são idênticos aos retirados da internet. A sentença, segundo ele, apresentava várias “inconsistências” que “prejudicam seu valor científico”.
O advogado do presidente equatoriano, Alembert Vera, justificou que "Paredes escaneou todo o texto da acusação apresentada por Correa, que tem 150 páginas, e que o texto redigido pelo juiz foi muito curtinho"
Palacios também desconfiou da eficiência do juiz Paredes. “Sempre consideramos que tudo foi feito muito rápido e denunciamos as irregularidades deste processo”, disse. Ao mesmo tempo, lamenta: “São tantas as barbaridades que este e os outros cinco juízes que passaram pelo caso cometeram, que, sinceramente, esta não é das mais graves”. O jornalista agora aguarda a decisão da segunda instância de seu caso. No Equador, a Justiça tem quatro instâncias.


fonte:http://www.conjur.com.br/2011-ago-02/juiz-condenou-el-universo-acusado-plagiar-argumentos
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03/08/2011

Investimentos diretos brasileiros na Argentina disparam

Os investimentos diretos do Brasil na Argentina dispararam e se diversificaram nos últimos seis anos e a perspectiva é de que eles continuem crescendo em diversos setores industriais, segundo dados reunidos pelo setor comercial da embaixada do Brasil em Buenos Aires.


O crescimento econômico argentino (9% anual), a desvalorização do peso frente ao real (R$ 1 igual a $ 2,6), a possibilidade de escapar das barreiras comerciais, a chance de atender a demanda local e exportar para o Brasil e outros mercados são os motivos que levam empresas brasileiras de diferentes setores a se instalarem na Argentina, segundo economistas, autoridades de governo e empresários do país vizinho ouvidos pela BBC Brasil.
A estimativa de estoque de investimentos globais brasileiros no país vizinho, entre 1997 e o primeiro semestre de 2011, é de US$ 11.189,75 bilhões. Deste total, segundo dados da embaixada, quase US$ 8 bilhões (US$ 7,7 bilhões) foram investidos entre 2005 e 2011. Sendo, por exemplo, 25% correspondentes ao setor industrial, 18,5% ao petróleo e gás e 10,9% a mineração.
A projeção de investimentos, não incluídos neste estoque, conta, por exemplo, com a instalação de uma fábrica do Grupo Moura, de baterias, com US$ 30 milhões até 2015, conforme anúncio realizado pela companhia no ano passado.
A empresa Randon, do setor de veículos, também informou em maio deste ano que investirá US$ 8 milhões na ampliação da sua fábrica no país até 2012.
E a Vale prevê investimentos de acima de US$ 4 bilhões no projeto de extração de potássio na província de Mendoza, que envolverá obras também nas províncias de Buenos Aires, Neuquén e de Rio Negro, com a construção de um porto e de uma ferrovia.
As operações da Vale em Mendoza tinham sido suspensas, mas foram retomadas em julho, segundo a assessoria de imprensa do governo de Mendoza. Este promete ser o maior investimento brasileiro já feito na Argentina, superando a compra realizada pela Petrobras da Perez Companc (Pecom) em 2002, com cerca de US$ 2 bilhões.
A Vale pretende vender o produto no mercado interno e no mercado brasileiro, segundo assessores do governo de Mendoza.
Na semana passada, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou que a Camargo Correa investirá US$ 75 milhões para ampliar sua fábrica de cimento no país.
"A Camargo Correa bate recorde de produção no país. A Argentina cresceu 10,9% nos primeiros cinco meses deste ano, superando o recorde de 2010 e o cimento tem papel fundamental, ligado ao crescimento e a construção", disse a presidente ao lado de representantes da companhia.
Segundo ela, as empresas "não têm por que temer a Argentina".
Na opinião do economista Bernardo Kosacoff, ex-diretor da Cepal (Comissão Econômica para América Latina), a Argentina é um "destino natural" das empresas brasileiras que podem então exportar para outros mercados e adquirir "know-how" de companhia internacional.
Para ele, outro "fator natural" é a "complementação" desta cadeia industrial.
No caso dos automóveis fabricados na Argentina, por exemplo, eles contam com peças do Brasil e são exportados, quando prontos, para o mercado brasileiro, principalmente.
O economista Diego Giacomini, da consultoria Economia e Regiões, de Buenos Aires, observou que os custos ainda compensam para o investidor que desembarca do Brasil na Argentina.
"Os custos de energia elétrica e de gás no Brasil são seis ou sete vezes maiores do que na Argentina", disse.
Os serviços públicos privatizados passaram a receber subsídios do governo argentino pouco depois que o ex-presidente Nestor Kirchner tomou posse em 2003, reduzindo os custos das empresas e as tarifas para os consumidores.
Giacomini acha, porém, que o Brasil é "mais seguro e confiável" hoje para um investidor, já que "as regras não mudam como na Argentina".
O empresário argentino do setor de calçados, Carlos Alberto López, que tem uma fábrica com sócios brasileiros em Buenos Aires, disse que a sociedade foi feita há dois anos, quando outras empresas brasileiras do ramo desembarcaram na Argentina. Mas hoje ele acha que apesar da desvalorização do peso, os custos já não são tão baixos devido ao aumento da inflação no país.
"Assim como meus sócios, outras fábricas de calçados vieram para vender no mercado local e daqui também exportar para o Brasil e outros mercados. Uma forma de escapar das barreiras comerciais argentinas. Mas agora a inflação está tão alta que não compensa tanto como antes", disse.
Outros setores têm aumentado a presença na Argentina, como o têxtil, em áreas de produção de algodão, como observou o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Enio Cordeiro, durante entrevista com jornalistas brasileiros.
Neste caso, elas têm procurado principalmente a região norte do país vizinho. Para o embaixador, o comércio bilateral deverá bater este ano o recorde de cerca de US$ 40 bilhões, mesmo quando setores reclamam das barreiras comerciais argentinas e quando exportadores argentinos do setor automotivo se queixam de veículos parados na fronteira brasileira.


fonte:http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/08/02/investimentos-diretos-brasileiros-na-argentina-disparam.jhtm
foto:informativodosportos.com.br

Moradores da Espanha oferecem seus órgãos na web para transplantes no exterior



O "negócio" é proibido pelo Código Penal, mas isto não impede o comércio de órgãos na Espanha. Para quem pensava que isso só acontecia nos países do Terceiro Mundo...




"Vendo meu rim, faço isso pelo bem-estar de minha filha." Essa é a oferta que Luis (nome fictício) publicou no site Campusanuncios. O colombiano de 23 anos conta por telefone que chegou ao País Basco há cinco em busca de uma oportunidade na construção, mas a bolha imobiliária estourou e, ao perder seu emprego, também ficou sem visto de residência.
"Estou pagando minhas dívidas, mas com atraso", lamenta. "Não tenho para a passagem de volta, nem posso me manter na Espanha. Preciso de dinheiro", explica como uma litania que repetiu mil vezes. Seu rim está à venda há três meses, durante os quais recebeu ofertas de vários interessados. Nenhum lhe enviou os 8 mil euros que pede para arrematar essa venda completamente ilegal na Espanha. Ele prefere chamá-la de "uma doação que exige gratificação".
Não é o único que põe um preço em seus órgãos. Um compatriota dele, Pablo Andrés, conta uma situação limite: "Preciso de US$ 100 mil [65 mil euros] para a operação de minha mãe. Esse é o preço que cobro". Ele se define como um homem saudável e envia por e-mail exames de sangue para confirmar. Oferece um encontro ao suposto comprador para tratar do assunto pessoalmente em sua casa em Vinaroz (Valência), mas surgem dúvidas: "Minha mulher não está de acordo. Diz que posso adoecer". Ela tem razão. A operação apresenta os riscos de qualquer cirurgia com anestesia: problemas respiratórios, hemorragias e infecções.
A Espanha já tem 32 doadores renais por milhão de habitantes, segundo o Registro Mundial de Transplantes. É o líder mundial, mas a cifra fica pequena quando se leva em conta que a lista de espera é de 5 mil pessoas. Nenhum país tem doadores suficientes. Há mais de 1,6 milhão de pessoas no mundo que se submetem a diálise, mas só se realizam 67 mil transplantes por ano. Isto gerou uma demanda crescente de pacientes com recursos, dispostos a conseguir um órgão. O preço médio de um rim no mercado negro é de 120 mil euros, segundo o relatório Tráfico de Órgãos da ONU.
A Declaração de Istambul tenta frear essa variante do tráfico de seres humanos, pedindo aos governos que legislem a respeito. Mais de 78 países o fizeram, entre eles a Espanha. Tanto o Código Penal quanto a diretriz do Parlamento Europeu sobre transplantes estabelecem que as doações se fundamentam nos princípios de voluntariedade, gratuidade, finalidade terapêutica e anonimato. De fato, a reforma do Código Penal esclarece e identifica pela primeira vez a comercialização de órgãos como crime.
Isto não impediu a associação de consumidores Facua de denunciar em 2009 anúncios de espanhóis que ofereciam rins em troca de dinheiro [entre 15 mil e 100 mil euros] em Madri, Castellón, Málaga e Sevilha. "É fácil encontrar ofertas desse tipo na rede, e a crise só fez aumentar o problema, mas as autoridades continuam sem solucioná-los", queixa-se o porta-voz, Rubén Sánchez.
Um capitão da polícia judiciária da Guarda Civil explica que a lei "proíbe fazer publicidade sobre a necessidade de um órgão ou sobre sua disponibilidade, oferecendo ou buscando algum tipo de gratificação ou remuneração em troca". Os infratores enfrentam penas de até 12 anos de prisão, embora na prática, admite o capitão, seja muito difícil processá-los. "O Código Penal salienta que só é crime negociar órgãos alheios. Se alguém põe à venda seu próprio rim, comete apenas uma infração administrativa. Também não é simples averiguar se o intercâmbio ocorreu na Espanha e depende de nossa jurisprudência, já que a maioria dos anúncios foi colocada por estrangeiros em sites radicados em outros países", argumenta. Os administradores dos portais alegam que é impossível controlar o fluxo de mensagens.
Apesar do argumento do capitão da Guarda Civil, também há espanhóis que optaram por esse comércio ilegal. Como Manuel (nome suposto), que vive em Navarra e pede uma compensação econômica por seu rim no portal Casi Nuevo, onde também são publicados anúncios de "barrigas de aluguel". "Não quero enganos, sei o que estou arriscando", diz por telefone.
A Organização Nacional de Transplantes (ONT) não possui uma unidade para processar esses crimes. No entanto, seu diretor, Rafael Matesanz, está convencido de que o negócio é inviável na Espanha. "Nenhum facultativo deste país vai extrair um órgão comprado", afirma.
Talvez por isso, os vendedores de órgãos oferecem vias alternativas: "Tirei tempo para me instruir nos aspectos legais, e o melhor é fazê-lo na Venezuela", propõe por correio eletrônico Ricardo Antor, 48 anos. Ele explica ao suposto comprador que em seu país há "formas de convencer os médicos". "Se quisermos que autorizem o procedimento, temos de nos conhecer a fundo para passar na entrevista. Aqui se exige um laço familiar ou uma amizade de mais de 20 anos." Antor planeja a entrevista médica como a de um casamento fraudulento: "A imagem que passarmos é importante. Você está tratando com uma pessoa madura, um universitário de classe média".
O pagamento também é estipulado. O comprador deve se encarregar dos testes de compatibilidade sanguínea e pré-operatórios, o custo da intervenção cirúrgica, a hospitalização e os deslocamentos. "Você fará o depósito quando eu me hospitalizar, mas com tempo suficiente para que possa verificava antes que me operem", exige o venezuelano. Em troca oferece supostas garantias a seu interlocutor: "Você pode enviar alguém de confiança para ficar comigo e controlar que tudo siga conforme o combinado". Também pede um documento assinado que certifique um acordo, um assunto ilegal e portanto não reclamável.
Matesanz crê que a materialização dessa negociação é "ficção-científica" na Espanha, já que receptor e doador não podem se conhecer para que seja autorizado o transplante de um órgão de um bom samaritano - doador altruísta, sem parentesco com o paciente. Os juízes entrevistam os candidatos e recusam aqueles cujas condições econômicas possam ser suspeitas de fraude. "Nosso sistema é o melhor recurso imunológico contra o vírus do desespero, que pode levar alguém a tentar pagar por uma esperança de vida", conclui.
Mercado legal contra o tráfico
Alguns teóricos, como o economista Alex Tabarrok, assessor da LifeSharers.com, defendem a adoção de incentivos para aumentar a oferta de órgãos. "Se as vendas são voluntárias, há pouco que objetar moralmente, porque tanto o comprador quanto o vendedor se beneficiam. Em um mercado negro, a transparência é pequena, os doadores estão menos protegidos diante da desinformação e a fraude, e é possível que não recebam os cuidados adequados depois da operação", diz Tabarrok em "The Meat Market" [O açougue], artigo publicado em "The Wall Street Journal".
John Harris, diretor do Instituto para a Ciência, Ética e Inovação da Universidade de Manchester (Inglaterra), reabriu a discussão este ano com declarações para o jornal "The Independent" onde expôs várias propostas para a criação de um mercado de órgãos regulamentado. Harris opina que a sociedade acabaria aceitando a venda por pragmatismo: "Está na hora de considerá-lo, porque o Reino Unido, para sua vergonha, permitiu uma escassez desnecessária de órgãos durante 30 anos, enquanto milhares de pessoas morriam esperando um transplante".
Rafael Matesanz, diretor da Organização Nacional de Transplantes, está em total desacordo e considera que esse plano colocaria os seres humanos à altura dos animais, no balcão de carne. "Não existe um debate generalizado sobre essa questão, só o mantêm vivo indivíduos interessados em gerar um mercado neoliberal regulamentado. Permiti-lo seria como consentir na escravidão, porque se trata de tráfico humano. Os pacientes ricos do Primeiro Mundo procurariam os rins dos pobres do Terceiro Mundo, e isso se transformaria em um açougue. É inconcebível que os governos autorizem algo semelhante em um mundo civilizado", conclui.


Reportagem de Aurora Muñoz para o jornal espanhol El País
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2011/08/02/moradores-da-espanha-oferecem-seus-orgaos-na-web-para-transplantes-no-exterior.jhtm
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
foto:blogdogipo.blogspot.com

Mais dois meses e o mundo terá 7 bilhões de habitantes, diz ONU



Uma projeção feita pela ONU (Organização das Nações Unidas) aponta que no mês de outubro, provavelmente no dia 31, o mundo passará a ter sete bilhões de habitantes, o que promete aprofundar os desafios sociais e ambientais do planeta.


A pesquisa da ONU foi publicada no jornal Science, em um estudo que mostra que avanços médicos e uma saúde melhor permitiram que a expectativa de vida da população mundial aumentasse. Além disso, alguns países, como a Índia, têm uma taxa de natalidade elevada.
A ONU acredita que, diante das taxas de natalidade dos países em desenvolvimento, são eles os responsáveis por ter promovido a elevação da população mundial em um bilhão de pessoas em apenas doze anos, já que em 1999, o mundo somava seus seis bilhões de habitantes.
Segundo o estudo, a primeira vez que o planeta registrou um bilhão de pessoas foi em torno de 1800. Para chegar a dois bilhões de pessoas, o mundo precisou de mais 125 anos. Mas, apenas nos últimos 50 anos, a população mundial passou de três para sete bilhões.
A expansão continuará e ocorrerá nos países mais pobres. Até 2050, estima-se que o mundo terá 9,3 bilhões de pessoas, das quais 97% do crescimento ocorrerá nas regiões mais pobres.
O líder do estudo, o economista David Bloom, afirma que o maior crescimento foi na década de 60 e 70 e que agora as áreas mais frágeis do planeta estão crescendo. Para ele, a questão da pobreza e desigualdade que virão com o aumento da população nessas áreas promete desestabilizar regiões inteiras.
Com esse crescimento, alguns desafios atingem a população. Um deles é a diminuição de gás carbônico e a poluição cada vez maior. Na avaliação do diretor do Programa Mundial da ONU para o Meio Ambiente, Achim Steiner, não há outra solução senão a mudança de padrão de consumo e da base tecnológica, criando um mundo verde.
Outro desafio é o dos alimentos. Com a expansão demográfica e maior renda, a população mundial exigirá uma produção de alimentos 75% superior até 2050, o que exigirá investimentos importantes e a constatação por parte de governos de que os preços de alimentos continuarão elevados. 


Reportagem de Aline Saraiva
http://www.midiamax.com/noticias/763364-populacao+mundial+deve+chegar+7+bilhoes+outubro.html
foto:arquiteteseusonho.blogspot.com

Ministério Público pede ao SUS remédio para derrame

O procurador tomou como base dados da Organização Mundial de Saúde. Segundo a OMS, 100 mil brasileiros morrem todo ano por conta de AVCs, sendo que 43 mil deles estão na Região Sudeste. Só em São Paulo são 21 mil mortes anuais. De acordo com a Ong Associação Rede Brasil AVC, o problema é a maior causa de incapacidade do mundo, e 70% das pessoas que o tem não conseguem voltar ao trabalho. 
Mais da metade delas fica com sequelas graves.



A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão de São Paulo entrou com Ação Civil Pública para que o SUS distribua gratuitamente remédios para acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. O tipo corresponde a 80% dos casos no Brasil, e a única droga aprovada no país não está disponível na rede pública. A ação foi distribuída à 16ª Vara Federal de São Paulo.
Na ação, o órgão do Ministério Público Federal pede que o Alteplase seja distribuído de forma gratuita e irrestrita pelo SUS. A droga é a mais indicada para combater o AVC isquêmico, que ocorre com a obstrução de um vaso sanguíneo cerebral, normalmente por causa de um coágulo. O remédio desobstrui os vasos e restabelece o fluxo de sangue. Diante da gravidade do caso, a Procuradoria pede que a distribuição comece em, no máximo, 30 dias e em todo o território nacional.
O MPF também pede que haja treinamento e acompanhamento nos hospitais da rede pública para o tratamento do AVC, pois ele dura, em média, 4,5 horas após o início dos sintomas.
Segundo o autor da ação, procurador Jefferson Aparecido Dias, o MPF acompanha a interrupção da distribuição dos remédios desde setembro de 2009. A última informação disponível sobre o caso foi a Nota Técnica 962/2011, do Ministério da Saúde. Ela estabelece que o fornecimento do Alteplase deveria ocorrer a partir de maio deste ano, mas isso nunca aconteceu.



fonte:http://www.conjur.com.br/2011-ago-02/ministerio-publico-distribuicao-gratuita-remedio-derrame
foto:teclasap.com.br

02/08/2011

Ceará emprega mão de obra carcerária nas obras da Copa 2014


A iniciativa certamente merece todo nosso apoio. No entanto, continuo insistindo que para a reintegração plena e total do detento que este processo passe por três caminhos, entre outros, que considero fundamentais para que seja efetiva: o resgate da sua auto-estima, formação profissional e aproveitamento desta mão-de-obra como forma de estímulo para o retorno ao convívio na sociedade e a reaproximação com os membros da família e amigos. O que significa que a reintegração do ex-detento exige um esforço e boa-vontade de vários segmentos da sociedade civil e dos governos em uma ação conjunta visando o mesmo objetivo.
Assim, primeiramente não é possível falar de reintegração do preso sem que haja um entendimento desta necessidade por parte de todos. Mesmo sendo até certo ponto compreensível a resistência existente é imprescindível um exercício de compaixão que vença as barreiras levantadas pelos sentimentos de vingança.
Desta forma, confesso muita preocupação diante de determinadas ações imediatistas que visam unicamente o presente, o factual e que aparentemente atendem apenas um objeto emergencial e não representam uma postura séria e consciente diante do problema ou boa vontade real de tentar resolvê-lo.
A Copa do Mundo de 2014 que será realizada no Brasil é um evento mundial não apenas esportivo, mas principalmente econômico, político e social. Que sirva não apenas como vitrine para demonstrações de poder, mas para ajudar a sociedade brasileira a avançar em certas questões tão delicadas quanto a reintegração do preso na sociedade.Afinal, como disse o maior pacifista de todos os tempos:


A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência.(Gandhi)




A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus), a Secretaria Especial da Copa 2014 (Secopa) e o Consórcio Construtor, formado  pelas empresas Galvão Engenharia e Andrade Mendonça, assinam hoje (2), às 9h, no estádio Castelão, um termo de cooperação para empregar presos do regime semi-aberto nas obras de ampliação e modernização da arena para a Copa do Mundo da FIFA. 
Nesta primeira etapa da obra, doze (12) apenados vão atuar como pedreiro e assistente de pedreiro, mas o objetivo do Governo do Estado é ampliar este efetivo com o crescimento da obra, garantindo a inclusão social como um dos pré-requisitos na preparação de Fortaleza para o Mundial.
O termo de cooperação entre Estado e empresas licitadas para as obras da Copa pretende contribuir para a ressocialização dos detentos e reduzir a reincidência criminal por meio de oportunidades de emprego e de cursos profissionalizantes. Os doze primeiros funcionários oriundos do sistema penal passaram por uma triagem psicológica e social e serão capacitados e contratados a partir do 01 de agosto de 2011.
A mão de obra carcerária será acompanhada pelo Núcleo de Assistência ao Presidiário e a Apoio ao Egresso (Napae), vinculado à Sejus. A missão do Napae é a sensibilização de órgãos públicos e da sociedade civil para garantir postos de trabalho e a geração de cursos de capacitação profissional para presos e egressos do sistema penal.



fonte:http://blogs.tvdiario.tv.br/robertomoreira/ceara-emprega-mao-de-obra-carceraria-nas-obras-da-copa-2014/
foto:planetasustentavel.abril.com.br

Pelo menos 20 partidos em formação tentam registro para eleições de 2012


Lembre-se: quantidade não é sinônimo de qualidade e principalmente"a pressa é inimiga da perfeição". Ou seja, cuidado redobrado para escolher seus candidatos em 2012, a "corrida" já começou.



Pelo menos 20 novos partidos buscam registro na Justiça Eleitoral brasileira, segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em parceria com tribunais regionais Eleitorais (TREs). Para concorrer nas eleições municipais de 2012, a legislação exige que, pelo menos um ano antes, os partidos obtenham o registro nacional, período que se encerra em 70 dias, já que o primeiro turno será no dia 7 de outubro.
Quem pretende se candidatar a algum cargo político também precisa estar filiado a um partido nesse mesmo período. Segundo o TSE, para a criação de uma nova legenda, é preciso o apoio, comprovado por meio de assinaturas acompanhadas do número do título de eleitor, de pelo menos 0,5% dos eleitores que votaram para deputado federal na última eleição, desconsiderados os votos brancos e nulos.
Os eleitores que assinarem o documento de apoio devem ainda estar distribuídos por, no mínimo, nove estados e, em cada um deles, representar pelo menos 0,1% dos que votaram. Considerando as eleições de 2010 para a Câmara dos Deputados, cada novo partido precisa de aproximadamente 490 mil assinaturas no total, de acordo com o TSE.
O Partido Social Democrático (PSD), criado pelo atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi o que comunicou a busca de assinaturas em mais unidades da federação, de acordo com levantamento realizado com informações repassadas por 18 TREs. Foram 15 no total: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
O Partido da Pátria Livre (PPL) e o Partido Novo (PN) informaram o recolhimento de assinaturas em 12 estados. O Partido Ecológico Nacional (PEN) está buscando apoio em 11 unidades da federação. Os demais partidos em formação ainda não chegaram a comunicar o mínimo de nove estados com assinaturas.
Segundo o TSE, existem no Brasil atualmente 27 partidos devidamente registrados. Desses, três foram criados na última década: o Partido Republicano Brasileiro (PRB), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Partido da República (PR).


fonte:http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/07/30/pelo-menos-20-partidos-em-formacao-tentam-registro-para-eleicoes-de-2012/
foto:marcelinovieira.rn.gov.br