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13/04/2017

Guia de etiqueta para que não te odeiem em aviões, trens e ônibus


Diz a lenda que no século XX viajar em avião podia chegar a ser uma experiência prazerosa: os controles de segurança não te obrigavam a ficar de meias com um cinto na mão, você tinha espaço para as pernas e, às vezes, até te ofereciam café (ou chá) grátis.
A chegada das companhias de baixo custo tornou os voos mais acessíveis e isso é fantástico, mas também fez com que as viagens se tornassem muito menos confortáveis. E com o incômodo surgem os atritos, os mal-entendidos e até as discussões com outros viajantes.
Para contribuir para que as viagens sejam mais suportáveis a todos, propomos algumas normas básicas de etiqueta. Não só para os aviões: de passagem falamos também de viagens longas em trens, ônibus e carros compartilhados. Afinal de contas, só se trata de lembra que não viajamos sozinhos.

Recomendações gerais

- Faça o menor ruído possível: deixe o seu celular no silencioso, fale baixinho, use fones de ouvido, não pegue o violão...
- Melhor não iniciar conversa com desconhecidos. Descarte totalmente a ideia se essa pessoa estiver lendo ou colocou os fones de ouvido. Se ainda assim você se puser a falar, leve em conta que os monossílabos como resposta costumam significar que não querem conversar com você e não sabem como te dizer isso.
- Se é você que não tem vontade de falar e a pessoa do lado começa a conversar, não seja mal-educado, mas deixe claro que está fazendo outras coisas.
- Não abra demais as pernas.
- Quando se levantar, não se apoie no assento da frente, a não ser que você tenha 185 anos. Você vai movimentá-lo e isso incomoda.
- Não há nenhum problema em levar bolachas ou chocolate para comer, desde que depois você limpe as migalhas. Se você carregar comida, leve em consideração que há opções melhores que os hambúrgueres, por exemplo, que só cheiram bem quando é você quem os come. Lembre-se que nos ônibus muita gente se enjoa. Que não seja por sua culpa.
- As crianças quase nunca dão problemas. Os pais, às vezes, sim. Se a criança estiver entretida e lhe dão um mínimo de atenção, não incomoda ninguém.
- Se você viaja sozinho e alguém lhe pede que troque de lugar para poder ir com um amigo ou com sua família, não seja chato e diga que sim. A não ser que você tenha um problema de mobilidade, claro.
- É fundamental viajar depois de tomar banho e passar desodorante.
- Não fique cortando as unhas.
- Também não fique descalço (exceto nos voos muito longos).

Aviões

O controle de segurança é uma chateação. Tente antecipar todo o trabalho que você possa ter para ir mais rápido. Por exemplo: antes de chegar ao controle você pode pôr nos bolsos do casaco ou na mochila tudo o que carrega. E vão te obrigar a tirar o cinto, por isso, se puder, coloque-o na bagagem. Quando acabar, não fique atrapalhando a passagem dos outros.
- Outro momento especialmente tedioso ao voar é o embarque. Não corra na frente. Se já despachou as malas e não precisa de espaço para a bagagem de mão, recomendamos que espere até o final, sem precisar ficar na fila.
- Tente não monopolizar o espaço para a bagagem. Se você leva uma mochila ou uma bolsa pequena, coloque-a debaixo do assento dianteiro.
- A pessoa que está no assento do meio tem direito aos DOIS apoios para braços. É justo: está no pior lugar, não tem janela e não pode esticar as pernas no corredor. Trata-se de uma pequena compensação para que seu voo seja um pouco menos horrível.
- Você pode tirar os sapatos se estiver num voo longo (de seis horas para cima) e estiver de meias. Se vai de Barcelona a Mallorca, na Espanha, por exemplo, não faça isso, por favor. Em alguns voos, tomar cerveja ou vinho é quase necessário. Mas não vá se embriagar.
- Você pode reclinar o assento. Mas se o voo é curto e há pouco espaço, pondere antes se isso realmente é necessário. Em todo caso, faça isso com cuidado e dê uma olhada para trás, pois pode haver alguém com um bebê no colo, por exemplo. Tenha o cuidado de verificar se a fila de trás pode reclinar seu assento. Se estiver “trabalhando” (sim, claro) com o laptop, você pode pedir à pessoa que está na frente que avise antes de inclinar o assento, mas você não pode proibi-la de ficar mais confortável.
- Muitas companhias aéreas proíbem o uso de Knee Defender, um apetrecho para evitar que o assento dianteiro s recline. Não o utilize, embora não seja proibido. É um truque grosseiro e que se usa às escondidas e sem avisar, um plano covarde. Isso é feio demais.
- Se você usa cabelo comprido, não o coloque sobre o encosto do assento.
- Se estiver na janela, seu colega de corredor está ciente de que terá de se levantar se você precisar ir ao banheiro, por isso, fique à vontade. Mas tente aproveitar para sair quando estiver acordado e na hora do embarque pegue tudo o que acha que vai precisar durante o voo.
- Quando for a hora do desembarque, não saia dando cotoveladas. Você não é o único com pressa. E você realmente precisa ficar de pé enquanto se apagam as luzes e te lembram que você tem de permanecer com o cinto de segurança?
- Seja educado com os comissários de bordo. Diga por favor e obrigado, como os seus pais ensinaram. E lembre-se de pôr o telefone e outros aparelhos no modo avião.
- Se você tem uma doença grave e desconhecida, não suba no avião, pois é assim que começam todos os filmes de pandemias e catástrofes zumbis.

Trens

- Deixe que os outros saiam antes de entrar.
- Você sabia que no Japão há cartazes nos trens que recomendam ter cuidado com o ruído que você faz ao teclar seu computador? Talvez chegue o dia em que essas mensagens não nos pareçam coisa de outro mundo. No momento, em viagens pela Europa, se estiver no vagão no silêncio do AVE, o trem de alta velocidade espanhol, é preciso guardar silêncio: não passe a viagem tagarelando. Se você tem de falar ao telefone, saia do vagão.
- No resto dos vagões ninguém espera que você fique calado, mas continua sendo de boa educação sair para falar no celular e mantê-lo sempre em silêncio. Sem dúvida, se você está ouvindo música ou assistindo vídeos, use os fones.
- Se estiver com vários amigos, é normal que façam barulho. Também é normal que usem a lanchonete para isso.
- Não se levante e fique conversando no corredor: a lanchonete serve para isso.
- Não é culpa minha que a lanchonete esteja cheia.
- Não apoie os pés no assento da frente ou no espaço entre os assentos da frente. Mesmo que não haja ninguém: vai haver.
- As malas vão em cima ou no colo, não no assento ao lado. Sobretudo se no trem não há assentos reservados.
- Nos trens não há assento central, então o descanso de braços pode ser uma zona de conflitos, exceto nos trens e vagões nos quais há dois, claro. O ideal é compartilhar: que um (talvez o mais alto) fique com a metade da frente e o outro com a metade posterior. Apoiando o cotovelo, já vale.
- Deixe seu lugar limpo quando descer, sobretudo (mas não só) se o trem seguir viagem e alguém puder ocupar seu assento.

Ônibus

- Informe-se das paradas previstas e aproveite-as, tanto para ir ao banheiro como para comer. Não vão parar por você.
- O celular pode ser um problema: nos aviões não se pode ligar e nos trens se pode (deve) ir ao espaço entre vagões para conversar. Se estiver no ônibus e realmente tiver de atender (se telefonarem do hospital e você estiver esperando um transplante, por exemplo), faça isso, mas fale baixinho e não alongue a conversa. Não ligue para os amigos porque está entediado: os outros não têm culpa de você não ter trazido uma revista.
- Se usar um app ou serviço para compartilhar um carro, faça com informações reais. Não use o perfil de um amigo ou de sua namorada. Se por algum motivo tiver de fazê-lo, avise quando fizer a reserva e não quando chegar. Entenda que é motivo suficiente para que não queiram te levar.
- Seja pontual. Na melhor das hipóteses seus amigos já estão acostumados a seus atrasos, mas essas pessoas não o conhecem. Se surgiu um imprevisto, avise o quanto antes.
- No Blablacar, os motoristas costumam dizer se falam muito ou se gostam de ouvir música, entre outras preferências. Tente adaptar-se ou, pelo menos, atente para as consequências. Apesar de ser uma viagem para fumantes, tente aproveitar as paradas para isso.
- Se tiver perguntas, faça antes de reservar, mas não espere que os demais ajustem seus horários e itinerários às suas necessidades.
- Ofereça toda informação possível, tanto de horários como de paradas. Avise-os de quando vai buscá-los.
- De novo, cuidado com o celular.

Elevadores

- Não olhe fixamente nos olhos de quem estiver com você.

Reportagem de Jaime Rubio Hancock
fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2017/04/05/estilo/1491384680_387034.html
foto:http://indiatoday.intoday.in/story/practical-safety-tips-solo-female-travellers-can-follow/1/442424.html

07/03/2017

Como funcionam as gorjetas no mundo


Poucas semanas atrás, em Las Vegas, ao fim de uma viagem de táxi, perguntei ao motorista se seria suficiente que eu lhe desse os US$ 56 que tinha na carteira em dinheiro vivo para pagar uma corrida cujo valor no taxímetro havia sido de US$ 49,60 – a diferença de US$ 6,40 a mais equivaleria a uma gorjeta de cerca de 13%. “Não, a gorjeta mínima que aceito é de 20%, pague com cartão de crédito”, o motorista respondeu, secamente. 
Não foi a primeira vez que recebi uma reação atravessada de trabalhadores dos Estados Unidos por causa da gratificação que, no país, é praticamente inescapável. Em outra ocasião, num jantar em Nova York, por pura distração e erro de cálculo, nossa mesa de quatro pessoas deixou US$ 2 a menos do que o montante que equivaleria aos 20% de gorjeta. Na saída, fomos perseguidos na calçada pelo garçom, aos gritos de “pessoal, falta dinheiro aqui”. 
É certo que a reação dos atendentes dos Estados Unidos, onde alguns estabelecimentos têm até um dispositivo que cobra a gorjeta no cartão de crédito, representa um caso extremo. Mas nós, brasileiros, erramos bastante nesse tema, na maioria das vezes por pura falta de hábito, e não por má-fé – estamos tão acostumados aos 10% incluídos na conta dos restaurantes brasileiros que nem nos ocorre o fato de que, no exterior, muitas vezes a gorjeta compõe a principal fatia da remuneração de garçons, funcionários de hotéis e outros. 
Anote as dicas para não errar nas próximas férias. E planeje-se: as gratificações podem encarecer significativamente a viagem.
ESTADOS UNIDOS
Garçons nos Estados Unidos têm salário fixo de US$ 5,15 a US$ 10 por hora, dependendo do Estado. Para complementar a renda, correm atrás (literalmente) das gratificações e chegam a ficar agressivos quando não recebem o esperado: um mínimo de 15%, valor que, ainda assim, vai fazer o atendente reagir com irritação. Em geral, garçons e taxistas esperam ao menos 18% a 20% de gorjeta, especialmente nos lugares turísticos. Os valores são os mesmos no Canadá; já a reação a uma gorjeta “errada” ou de menor valor costuma ser menos agressiva. Dê aos bartenders US$ 1 a mais por bebida.
Nos hotéis, considere US$ 1 ou US$ 2 para o carregador de malas, US$ 2 a US$ 5 por dia para a camareira (dependendo da categoria do hotel) e, se fizer questão, US$ 1 a US$ 2 para o porteiro que chamou um táxi – essa não é obrigatória. O concierge pode ficar fora da lista de gorjetas; se ele fizer um ótimo trabalho, como conseguir um ingresso difícil, dê ao menos US$ 20. No spa, um atendimento ótimo vale 10% a mais. 
Coloque de US$ 2 a US$ 5 na caixinha do motorista de excursão, e dê US$ 5 a US$ 10 para guias de passeios – quanto maior o grupo, menor a gorjeta.
Para saber mais sobre as gorjetas nos Estados Unidos, clique aqui.
ÁSIA
Só estrangeiros dão gorjetas em restaurantes na China (quase nunca no táxi ou em passeios), sem parâmetro de valor. No Japão, dar dinheiro extra pode ser considerado rude e ofensivo, já que a alta qualidade nos serviços é um dos orgulhos no país. 
Nos países do Sudeste Asiático, como Vietnã, Tailândia e Camboja, dar gorjeta não é cultural, mas é bem aceito, já que atendentes são mal remunerados. Deixe o troco ou algo em torno de US$ 2 nos restaurantes e bares; o mesmo valor para camareiros, carregadores e motoristas; e até US$ 5 para guias. Para terapeutas em spas, US$ 5 a US$ 10 são bem vindos. 
CARIBE
Cuba é, definitivamente, um lugar onde se espera que você dê gorjeta. Em média, adicione 10% a todo pagamento, seja restaurante, táxi, ingresso ou excursão. Na prática, tenha trocado e sempre arredonde tudo para cima; se pedir troco, espere ouvir que o atendente não tem. 
Camareiros e funcionários de hotel em geral esperam gratificações na República Dominicana – pelo menos 100 pesos dominicanos (US$ 2) por dia. Em Aruba, onde as taxas de serviço são de 15%, é opcional dar gorjeta. Restaurantes e hotéis em Curaçau e Barbados adicionam taxas de 10% a 15%; gorjetas são facultativas. 
EUROPA
Como hábito mesmo praticado no cotidiano pela população, a gorjeta só existe na Alemanha, onde se dá 10% em restaurantes, e algo entre 0,50 e 2 euros a taxistas. Bares cobram uma caução de até 2 euros pela garrafa da bebida pedida; ao devolver o recipiente, você recebe o valor de volta e pode deixá-lo como gratificação ao bartender, o que é comum.
Bartenders na Inglaterra esperam 1 libra por bebida. Na Itália, turistas dão 10% de gorjeta aos garçons (moradores, nem sempre). França, Portugal, Finlândia e Suíça incluem a gorjeta na conta do restaurante; extras são opcionais e não tão comuns. Para camareiros, é de bom tom dar 2 euros por dia. Na Bélgica, Dinamarca e Suécia, gratificações não são nem esperadas. Se quiser agradar aos garçons, camareiros e carregadores, pense em 2 a 5 euros por dia.
MÉXICO E AMÉRICA DO SUL
Destinos no México que recebem muitos americanos, como a Riviera Maya e Cancún, têm uma forte cultura de gorjetas, em boa medida pela má remuneração os trabalhadores. Use os mesmos parâmetros dos Estados Unidos no hotel e para guias e motoristas de excursões. Apenas nos restaurantes que incluem 10% de taxa de serviço na conta (confira), não é preciso gratificar.
Na Argentina, evite pedir troco ao taxista, por causa do problema das notas falsas. Tenha dinheiro trocado, arredonde o valor e está dada a gorjeta. Dê 10% em restaurantes se a conta vier com o aviso de que a taxa de serviço não está incluída; faça o mesmo no Chile. No Peru, quase não há cultura de gorjetas; pode dar 10% apenas aos serviços excepcionais e os pequenos restaurantes familiares. 

Reportagem de Mônica Nobrega
fonte:http://viagem.estadao.com.br/noticias/geral,como-funcionam-as-gorjetas-no-mundo,10000079927
foto:http://www.e-konomista.com.br/d/manual-da-gorjeta/

11/11/2016

Saiba como economizar muito viajando na baixa temporada



Viajar é sempre uma experiência incrível, que permite conhecer lugares diferentes, entrar em contato com novas culturas, aprender coisas novas, treinar outros idiomas, expandir a visão de mundo, viver situações únicas e incríveis, fortalecer a personalidade, renovar as energias, sair da rotina e ainda voltar para casa com recordações maravilhosas e muitas histórias para contar.

Mas, nos últimos anos, com a desvalorização da moeda nacional, tem ficado cada vez mais difícil programar algum passeio que caiba no orçamento familiar, principalmente no período de férias escolares, em que todo mundo quer viajar ao mesmo tempo e para os mesmos lugares.

Como resolver essa situação?
Uma boa solução é se programar para sair em baixa temporada. Segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Cultura, em 2015, 30% dos brasileiros já adotaram essa estratégia, que inclusive se tornou um nicho no mercado de agências de turismo. A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) declara que é possível economizar de 20% a 70% do valor cobrado em alta temporada, dependendo do lugar a que se pretende ir. As empresas já disponibilizam pacotes promocionais de 9 dias com dois finais de semana, para que sejam gastos apenas 5 dias de férias, e também opções mais curtas, com roteiros de três a quatro noites de permanência nos destinos, as famosas “escapadas” de fim de semana. Quem se planeja direito consegue viajar até seis vezes no ano, aproveitando até 64 dias, isso contando apenas os 30 dias de férias permitidos pela grande maioria das empresas e do funcionalismo público. Ao valer-se de feriados, esse número ainda aumenta. 

A lei de oferta e procura é bem nítida no ramo do turismo e como a demanda para as indústrias aérea e hoteleira reduz consideravelmente na baixa temporada, os preços e tarifas tendem a seguir a mesma lógica. O mesmo ocorre com restaurantes, comércio local e pontos turísticos, ou seja, você além de pagar passagens e hotéis mais baratos, economiza na alimentação e em passeios e ainda consegue comprar aquela blusinha por um preço bem mais em conta. Além de todas as vantagens financeiras, ainda há a questão do conforto: locais mais vazios significam menos trânsito, menos filas e mais segurança, pois grandes tumultos são bem mais propícios a furtos e os assaltantes estão mais ativos em alta temporada também. Ademais, existem outras pequenas vantagens, que podem ser consideradas um bônus extra para quem se aventura fora dos períodos mais comuns:

Apreciar museus e paisagens no seu próprio ritmo, sem ter que esticar o pescoço ou se sentir pressionado para sair logo da frente dando espaço para outras pessoas, torna sua viagem bem menos estressante e também mais flexível. Não há a necessidade de marcar passeios com antecedência.


Os funcionários terão menos clientes para dividir a atenção, o que acaba aumentando a qualidade do serviço local.


Como normalmente é outono ou primavera, as temperaturas não são nem muito frias e nem muito quentes, tornando tudo mais agradável. Claro que não adianta ir para o Valle Nevado, por exemplo, quando não tem neve, só por ser mais barato. Nessas situações, prefira ir na “média” temporada, 15 dias antes ou depois do período em que a grande maioria das pessoas viaja para o local.


Aeroportos ficam bem mais tranquilos e as chances de não ter ninguém do seu lado durante o voo são altíssimas, então é muito provável que você possa deitar nas poltronas e dormir bem mais confortável.


Por fim, e não menos importante, as fotos da viagem saem bem mais bonitas sem um aglomerado de gente ocupando a paisagem, e você tem mais espaço para decidir qual é o melhor ângulo (ou tirar foto de todos os ângulos mesmo, porque sim!)

Tem como economizar mais

A melhor data para comprar passagens com destino nacional é com a antecedência de 25 a 40 dias para a baixa temporada. Entre 30 e 90 dias antes, não costuma haver nenhum tipo de promoção e o preço se mantém estável. Já com mais de 180 dias, é possível que o preço seja mais caro. Acima de 60 dias você praticamente zera as chances de pegar alguma promoção. Voos internacionais podem ser comprados com o dobro de antecedência, de 30 a 60 dias em baixa temporada, porém há outros fatores que influenciam, por exemplo: os meses de dezembro e janeiro podem reservar bons preços para a Europa, uma vez que a demanda reduz com a chegada do inverno. Em alta temporada, dobre novamente os períodos para conseguir bons preços, porém, eventos como ano novo no Rio e carnaval em Salvador, são casos em que não há regras, dificilmente se encontra bons preços.
Viagens de ônibus costumam ser mais baratas, então se você tem o pique de passar várias horas na estrada, uma boa plataforma de pesquisa de preços para esse meio de transporte é o Busca Ônibus. A lógica para a compra de hospedagem funciona da mesma forma, é preciso se preparar um mês antes e há várias formas de economizar.

Meus filhos têm aula, e agora?

É possível viajar em baixa temporada mesmo tendo filhos, basta ter uma conversa franca com eles e fazer alguns acordos. É preciso administrar minimamente todas as faltas e analisar detalhadamente o calendário de provas. As crianças precisam se comprometer a ir nas aulas regularmente e a se dedicar mais aos estudos nos períodos em que não forem viajar, para garantir as boas notas e a aprovação ao final do ano. O ideal é marcar férias na semana em que os professores costumam entregar as notas e fazer correções das avaliações, antes de iniciar conteúdo novo, para não prejudicar o desempenho. Viagens que começam e terminam no final de semana são ótimas, pois garantem nove dias de férias com apenas cinco faltas.

Quando viajar para o exterior?

Estados Unidos: maio, junho, setembro, outubro e novembro costumam ser considerados meses de alta temporada. Em novembro, ocorre a Black Friday e julho é um mês em que as férias americanas e brasileiras coincidem, então todo mundo corre para a Disney. Carnaval também é um período em que o país é bastante procurado pelos brasileiros. Nessas datas os preços são mais elevados, porém fique ligado em promoções relâmpago, que ocorrem com muita frequência.

Europa: a alta temporada acontece de junho a setembro, no verão, especialmente para o Mediterrâneo e destinos que são característicos da estação, como Ibiza, na Espanha. Os melhores preços são de novembro a fevereiro, excluindo as semanas de Natal e Ano Novo. Nessas datas é muito frio e o tempo está sempre fechado. Já na parte norte do continente, onde os atrativos são a Aurora Boreal, estações de esqui e lagos congelados, a alta temporada é de outubro a março. A melhor escolha a se fazer ao ir para a Europa é a média temporada. Não vale a pena pagar mais barato para perder as melhores atrações.


Ásia: é interessante evitar tanto a alta temporada, de janeiro a abril, como o período de monções, que ocorre de maio a outubro, sendo novembro e dezembro as melhores datas para marcar uma aventura. Abril e maio, no entanto, costumam ter muitas ofertas. Existe a possibilidade de você pegar tempestades, apesar de não serem muito comuns, então dá para economizar uma boa grana, se quiser correr o risco.


México, Caribe e Sul da Flórida: o Spring Break ocorre no mês de março, é a época mais animada e com mais atrativos. Entre agosto e novembro costumam ocorrer furacões. Melhor evitar.


Baixas temporadas no Brasil

Litoral nordestino: de agosto a novembro os pacotes ficam de 30% a 50% mais baratos e o clima é quente o ano todo. Os destinos mais procurados do mercado são Fortaleza (CE), Porto Seguro (BA), Maceió (AL), Natal (RN) e Porto de Galinhas (PE).
Litoral catarinense: de março a junho, no outono brasileiro, os dias são mais claros e ensolarados, a temperatura é mais amena, tem menos chuvas e as praias são mais vazias. Florianópolis, Balneário Camboriú, São Francisco do Sul, Laguna e Ibituba são as mais procuradas.


Cidades históricas de Minas Gerais: de abril a setembro as chuvas diminuem, assim como os preços para visitar as cidades do período colonial, como Tiradentes, São João del Rei, Ouro Preto e Mariana.


Lençóis Maranhenses: de maio a setembro, quando acaba a estação chuvosa, as lagoas entre as dunas ficam cheias e bem mais bonitas. Os municípios de Barreirinhas, Santo Amaro e Primeira Cruz são destinos procurados pelos amantes de turismo de aventura em contato com a natureza. Para bons descontos, compre com 60 dias de antecedência.


Fernando de Noronha: de abril a junho a ilha realiza a campanha “Temporada mais Noronha”, que oferece descontos de até 30% nos pacotes turísticos. Apesar de ser temporada de chuvas, é possível aproveitar os atrativos da ilha, fazer várias trilhas, mergulhos e passeios de barco.


Foz do Iguaçu: entre março e junho, os preços caem até 40%, além de os passeios serem menos concorridos nas Cataratas, na Trilha do Poço Preto e na Ilha dos Papagaios. Mas evite feriados prolongados, pois a cidade fica lotada.


Serra Gaúcha: de fevereiro a maio e a partir da segunda quinzena de agosto até outubro, a economia também chega a 40%, além dos parques oferecerem vários descontos nos ingressos. O local também possui diversos eventos de baixa temporada, tais como a Festa da Colônia em Gramado (agosto), a Festa da Uva em Caxias do Sul (fevereiro e março), a Festa da Vindima em Bento Gonçalves e Garibaldi (janeiro a março), a Semana do Bebe de Canela (maio) e a Festa Nacional da Música de Gramado (outubro).


Um mês de férias pode ser muito pouco para conseguir relaxar e renovar as energias perdidas ao longo do ano. Mas, com um bom planejamento e as datas certas, esse período pode ser aproveitado em dobro e usufruído ao longo dos doze meses, com muito mais experiências incríveis e gastando bem menos em cada uma delas!



fonte:http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/parceiros/bancorbras/2016/11/07/interna-parceiros-clubedeturismobancorbras,556258/saiba-como-economizar-muito-viajando-na-baixa-temporada.shtml
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16/01/2016

Estados Unidos podem orientar grávidas a não viajarem ao Brasil por surto de microcefalia

Zika Vírus

O aumento dos casos de microcefalia no Brasil podem levar os Estados Unidos a recomendar que grávidas evitem viajar a cidades brasileiras e a outros destinos da América Latina e do Caribe onde há a presença do zika vírus. Segundo o jornal The New York Times, a avaliação de mudança na recomendação está sendo feita pelo Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) e seria a primeira vez que o organismo aconselharia que mulheres grávidas evitem uma determinada região durante uma epidemia. O anúncio oficial sobre o caso pode sair até amanhã.
Até o último dia 11 de janeiro, o Ministério da Saúde brasileiro notificou a existência de 3.530 casos de bebês e fetos suspeitos de terem desenvolvido a malformação cerebral no recente surto, creditado ao contágio pelo zika vírus. Além de Brasil, Colômbia, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Porto Rico, Paraguai, Suriname e Venezuela já registraram casos de zika. Nos EUA, uma mulher do Texas que havia viajado para El Salvador teve o diagnóstico positivo para a doença.
Pesquisadores do CDC estão no Brasil para ajudar na investigação dos casos de microcefalia. Na última quarta-feira, o órgão afirmou que as evidências de elo entre o contágio do zika e o desenvolvimento da malformação são “muito significantes”, informou a agência Associated Press. Segundo veículo, o órgão confirmou que o vírus foi localizado na placenta de duas mulheres que sofreram aborto e no cérebro de dois recém-nascidos com microcefalia que morreram. O Ministério da Saúde brasileiro já havia confirmado a correlação, após descobrir o vírus em análises feitas no sangue e nos tecidos de um natimorto com a condição no Ceará. Quando anunciou a existência do surto, no final de outubro, o próprio diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch, afirmou que as mulheres do Nordeste, onde os casos surgiram primeiro, deveriam avaliar "a conveniência de engravidar neste momento”. A orientação gerou mal estar no Governo, que voltou atrás, apesar de muitos especialistas compartilharem da opinião de que a gravidez deve ser evitada nas regiões mais afetadas até que se tenha uma melhor compreensão do que está acontecendo.
Até o momento, o CDC vinha orientando que as grávidas tomassem a mesma precaução que os demais viajantes ao chegar ao Brasil: evitar a picada de mosquitos e usar repelentes. A recomendação de evitar a viagem pode ter impacto no turismo do país, especialmente no ano em que o Brasil sediará os Jogos Olímpicos.  No final do ano passado, o Brasil aprovou a isenção de vistos para turistas dos EUA, Japão, Austrália, Canadá durante as Olimpíadas justamente para estimular o turismo. Em 2014, ano de Copa do Mundo, mais de 6,4 milhões de estrangeiros visitaram o país, segundo os últimos dados consolidados do Ministério do Turismo – 657.000 deles eram dos Estados Unidos. As recomendações do CDC, entretanto, costumam ser referência para viajantes do mundo inteiro.

Explosão de casos

Os casos suspeitos de microcefalia no Brasil não param de crescer. Em apenas 51 dias, o número de bebês e fetos que podem ter desenvolvido a condição devido ao zika cresceu 377%. Em 21 de novembro, o país relatava a suspeita de 739 casos. No último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, com dados consolidados até 11 de janeiro, o aumento foi de 2.791 casos. Esse aumento eleva a preocupação com a doença porque o Aedes aegypti -mosquito que transmite zika, dengue, febre amarela e chikungunya- se reproduz com mais força nos meses de maior chuva, já que ele depende de água limpa parada para se proliferar. No ano passado, o pico de dengue, por exemplo, foi entre março e abril, mostram dados do Ministério da Saúde - um novo boletim, divulgado nesta sexta-feira, mostra que os casos suspeitos de dengue chegaram a 1,6 milhão, um recorde no país. No momento, não há outra forma de combater a epidemia de zika que não seja o combate ao mosquito.
Para especialistas, no entanto, as medidas são apenas paliativas. “Agora, é urgente isolar esse vírus e tentar fazer uma vacina o mais rapidamente possível”, afirmou em entrevista ao EL PAÍS em dezembro Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arbovirose. O Governo brasileiro diz que uma vacina para o zika demorará, no mínimo, dois anos para chegar ao mercado. O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou nesta semana que é preciso “torcer” para que as mulheres contraiam o vírus antes de entrarem em seu período fértil e assim não precisarem da vacina.
Reportagem de T.B e E.B
fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2016/01/14/politica/1452803829_885900.html
foto:http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151201_alerta_oms_zika_rm

13/01/2016

Hora de curtir a vida? Conheça os melhores países para se viver após a aposentadoria

Transformar a aposentadoria em recomeço tem se tornado uma opção cada vez mais popular. Em vez de velhos hábitos e paisagens conhecidas, aventuras em novos lugares, prontos para serem explorados.
Atentos ao crescimento e potencial dessa tendência, vários países têm facilitado a concessão de vistos e benefícios para essa importante fatia da população mundial. Um ranking feito há mais de duas décadas, aliás, mostra quais são os melhores locais para quem pretende ter uma nova vida a partir deste ano.
Publicado há 25 anos pela revista americana International Living, o Índice Global de Aposentadoria elegeu os 23 melhores países para quem planeja viver no exterior após "pendurar as chuteiras".
A primeira posição ficou com o Panamá, que alcançou uma nota de 93.5 numa escala que vai de 0 a 100. Equador (92.4), México (89.3), Costa Rica (88.4), Malásia (87.8), Colômbia (87.7), Tailândia (84.8), Nicarágua (84.2), Espanha (83.6) e Portugal (82.9) completam o Top 10.
O ranking é montado por uma rede de correspondentes e colaboradores da revista espalhados pelo mundo, levando em consideração uma série de características que vão tornar a vida do aposentado mais agradável no novo país.
Para a elaboração da lista de 2016, foram considerados 10 critérios: Valor de imóveis para compra ou aluguel, benefícios fiscais e descontos para aposentados, vistos de residência, custo de vida, facilidade de adaptação, entretenimento para aposentados, sistema de saúde, estilo de vida saudável, infraestrutura e clima.
"Esse ranking é o melhor recurso para ajudar alguém a encontrar o seu paraíso ideal para curtir a aposentadoria", afirma Jennifer Stevens, diretora executiva da "International Living".

Vistos e impostos

Uma das estratégias mais populares para atrair aposentados é a criação de categorias especiais de vistos – com burocracia menor que a de um processo convencional – e a redução de impostos.
Primeiro colocado no ranking publicado na última semana, o Panamá oferece um visto permanente a aposentados, que ainda garante diversos tipos de descontos em bens e produtos.
Outros países latino-americanos, como Costa Rica e México, também fornecem vistos de longa duração com pouca burocracia, geralmente exigindo apenas a comprovação de que o estrangeiro recebe pensão em seu país de origem.
Segundo lugar geral e país sul-americano mais bem colocado na lista daInternational Living, o Equador se destaca pelos benefícios fiscais que concede aos aposentados.
"Como cidadão sênior você pode ser reembolsado em até US$ 204 (cerca de R$ 822) por mês só com impostos que estão incluídos em produtos, e ainda possui planos especiais em bancos e supermercados, por exemplo", explica Edd Staton, correspondente da revista.

Portugal atrai brasileiros

Na 10ª colocação, Portugal se tornou nos últimos anos um local atrativo para os aposentados brasileiros. A facilidade do idioma e as proximidades culturais estão entre os fatores que despertam interesse, mas os incentivos fiscais também não podem ser descartados.
Há cerca de três anos, o governo luso criou o programa de Residente Não Habitual (RNH), que garante aos aposentados estrangeiros a isenção de impostos por 10 anos no país europeu.
Para receber o benefício, é preciso alugar ou comprar um imóvel e residir por pelo menos 180 dias por ano em Portugal. Também é necessário que o solicitante não tenha residido em território português nos cinco anos anteriores ao pedido.
Portugal também tem um visto de residência especial para aposentados, que pode ser solicitado em seus consulados no Brasil.
Para que o pedido seja aprovado, é necessária uma renda mensal comprovada de ao menos um salário mínimo português, que em 2016 subiu para 530 euros (R$ 2,3 mil). Para casais, deve ser acrescido o valor de meio salário – 795 euros (R$ 3,4 mil).
Na lista elaborada pela International Living, Portugal se destacou nos critérios infraestrutura, clima, estilo de vida saudável e sistema de saúde.
Apesar de o país fazer parte da zona do euro, o custo de vida também foi bem avaliado, mas pode desencorajar os brasileiros por causa da atual baixa cotação atual do real em comparação com outras moedas.

Moeda fraca

A desvalorização do real em relação ao euro foi o que forçou o engenheiro mecânico brasileiro Paulo Lima, de 68 anos, a adiar o sonho de aproveitar a aposentadoria em Portugal, depois de anos planejando a mudança.
"A cotação atual do euro a R$ 4,3 e a previsão de que pode ultrapassar os R$ 5 ao final de 2016 inviabilizam minha mudança por agora, especialmente porque ainda teria de pagar imposto para transferir o dinheiro todos os meses para uma conta portuguesa", conta Lima à BBC Brasil.
Para o engenheiro aposentado, que vive em Vitória (ES) e pretende se mudar com a esposa e uma filha, a perspectiva de uma rotina mais segura e com mais atrações culturais justifica o desejo de atravessar o Atlântico.
"Imagino que ser aposentado na Europa permite uma melhor qualidade de vida, principalmente no aspecto segurança e cultural. Esses são os motivos que mais me incentivam a iniciar uma nova vida fora do Brasil", explica.
O Índice Global de Aposentadoria oferece uma solução alternativa aos aposentados brasileiros que não estão dispostos a encarar a disparidade atual com o euro, mas querem experimentar a experiência de morar em outro país.
Quatro países sul-americanos estão entre os 23 do ranking da International Living. Além de Equador e Colômbia, que figuram no Top 10, estão presentes Peru e Uruguai, 15º e 18º colocados, respectivamente.
Segundo a avaliação da revista americana, os países vizinhos do Brasil têm como principais atrativos custo, clima, infraestrutura e estilo de vida saudável.
Além de serem mais baratos e da proximidade geográfica, esses quatro países fazem parte do Acordo sobre Residência do Mercosul, que garante o direito de moradia e de trabalho aos cidadãos brasileiros sem a necessidade de passar por processos burocráticos e dispendiosos.

Reportagem de Mamede Filho
fonte:http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160104_aposentados_paises_mf#orb-banner
foto:http://www.mundotkm.com/us/ciencia/70813/un-estudio-afirma-que-la-felicididad-esta-en-viajar-y-no-en-comprar