29/03/2015

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Plantar maconha para consumo próprio não configura tráfico de drogas

A 6ª Vara Criminal de Santos inocentou da acusação de tráfico de drogas um médico ginecologista e obstetra que plantava maconha em seu apartamento, em Santos (SP). Para a juíza Silvana Amneris Rôlo Pereira Borges, ficou comprovado no processo que o médico, de 27 anos, plantou a erva para o próprio consumo e desclassificou o delito para porte de drogas.
Caso ele fosse condenado por tráfico, poderia cumprir uma pena variável de 5 a 15 anos de reclusão. Entretanto, o crime mais brando, aplicável aos usuários, não prevê pena privativa de liberdade e a juíza impôs ao médico a prestação de serviços comunitários pelo período de um mês em escolas, hospitais ou entidades assistenciais, públicos ou privados, sem fins lucrativos.
A decisão é definitiva, porque as partes não vão recorrer. A tese desclassificatória foi sustentada pelo advogado Marcelo Cruz e o próprio Ministério Público, em suas alegações finais, a considerou adequada para o caso.
Flagrante e denúncia
Tudo começou quando policiais civis, com mandado de busca e apreensão, foram ao apartamento do médico em novembro de 2012 e acharam cinco vasos com maconha e uma porção da erva, além de estufa, termômetro e outros materiais destinados à agricultura caseira.

As sementes de maconha foram compradas em um site estrangeiro e foram remetidas da Europa para o Brasil pelos Correios. No mesmo endereço da internet, o acusado recebeu orientações sobre como fazer o cultivo da planta proibida no País.
Autuado em flagrante por tráfico de drogas, o médico ficou apenas três dias preso. Para a Justiça, o caso não tinha os requisitos da preventiva e de indícios de “vínculo com a criminalidade violenta”, concedendo-lhe a liberdade provisória.
Mesmo assim, o MP denunciou o ginecologista por tráfico de drogas — crime equiparado a hediondo. O acusado também respondeu a procedimento administrativo do Conselho Regional de Medicina, sendo absolvido. 
Segundo o advogado Marcelo Cruz, “desde o início, não houve uma prova sequer do comércio de drogas. A maconha cultivada se destinava exclusivamente para consumo próprio."
Produção de maconha
Sobre a quantidade de mudas apreendidas no apartamento, o ginecologista ressalvou que nem todas eram aptas à produção de maconha, porque isso depende do sexo das sementes, cuja identificação só é possível depois da germinação.

“Somente a fêmea dá flor, que é a parte consumível da planta e que detém o princípio ativo do entorpecente. A folha não é consumível, não tem efeito psicoativo. Várias plantas que vingavam eram machos”, finalizou o jovem.

Reportagem de Eduardo Velozo Fuccia
fonte:http://www.conjur.com.br/2015-mar-29/plantar-maconha-consumo-proprio-nao-configura-trafico-drogas
foto:http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,ERT107882-16353,00.html

Em 30 anos, partido de ultradireita se espalhou por toda a França, analisa cientista política

Marine Le Pen, líder da Frente Nacional

Dentro do governo, o alivio era perceptível. Apontado pelas pesquisas como o provável grande derrotado nas eleições departamentais na França, o PS (Partido Socialista) do presidente François Hollande limitou suas perdas, com 21,85% dos votos obtidos no primeiro turno no último domingo (22/03). No entanto, desempenho muito aquém do alcançado pelo partido de direita UMP (União por um Movimento Popular), do ex-presidente Nicolas Sarkozy (29,4%), e inclusive da FN (Frente Nacional): o partido de extrema-direita conseguiu atrair 25,7% dos eleitores.
"A Frente Nacional não é o principal partido político da França", comemorou o primeiro-ministro francês, o socialista Manuel Valls. Nas semanas que antecederam o pleito, as pesquisas de opinião indicavam a extrema-direita como a grande favorita.
No entanto, Marine Le Pen, que dirige a Frente Nacional, não manifestou a menor insatisfação. Um ano depois de seu avanço nas eleições municipais e europeias de 2014, o partido conseguiu o melhor resultado da sua história numa eleição departamental. Com 5,1 milhões de eleitores, ela ainda obteve 427 mil votos em comparação com as eleições européias e espera eleger mais de 100 cargos no segundo turno deste domingo (29/03). Ficou claro que o partido conseguiu impor seu discurso antieuropeu, antissistema e anti-imigração, sem esconder ambições maiores em relação à eleição presidencial de 2017.
Este é o resultado de 30 anos de crescimento da Frente Nacional, partido que foi capaz de, nas últimas décadas, fincar raízes em todo o país e em todas as classes sociais, segundo a análise de Nonna Mayer, presidente da Associação Francesa de Ciência Política e especialista em estudos sobre a extrema-direita. Pesquisadora do centro de estudos europeus da prestigiosa universidade Sciences Po, em Paris, ela explica como a nova estratégia de normalização estabelecida por Marine Le Pen conseguiu atrair um novo público, entre mulheres, classe operária e trabalhadores precários em geral.
Autora, com Cecile Braconnier, do livro "Les inaudibles - Sociologie politique des précaires"("Os inaudíveis - Sociologia política dos precários", sem edição brasileira), ela explica que a muito heterogênea população francesa está cada vez mais seduzida pelo discurso "franco" da líder de extrema-direita, que contrasta com as promessas da "turma do paletó e gravata".
Abaixo, leia os principais trechos da entrevista de Nonna Mayer:

Opera Mundi: Transcorridos mais de 30 anos desde a estreia da Frente Nacional no cenário político francês, em 1984, como evolui a sociologia de seus eleitores nestas três décadas?
Nonna Mayer: Muitas coisas mudaram, mas acho que podemos identificar uma constante, que é o baixo nível de educação. Isso não quer dizer que alguém que fez uma pós-graduação jamais votaria por um candidato da FN, mas este ainda é o melhor indicador de voto. Ou seja, a probabilidade de votar na FN aumenta quanto menor for o nível de escolaridade do eleitor. Durante muitos anos, existia uma outra constante: a maioria dos eleitores eram homens. As mulheres eram mais relutantes. Jean-Marie Le Pen [pai de Marine], que chefiava o partido desde sua criação, tinha um traço de machismo e de violência que afastava as mulheres. Mas os números mostram que isso já não é mais verdade desde a eleição presidencial de 2012. A chegada de Marine Le Pen, a filha do velho cacique, acabou atraindo um novo público: mulheres jovens, de baixa renda e baixa qualificação, que fazem parte de um proletariado dos serviços e do comércio. Tipicamente, são as mulheres dos caixas nos supermercado, que nutrem um sentimento de revolta. Finalmente, existe um elemento recorrente desde 1988, que é a rejeição em relação aos imigrantes. Em 2012, por exemplo, 95% dos eleitores da FN diziam ser contra a imigração.

OM: O que representa a imigração no imaginário destes eleitores?
NM: Os imigrantes, tal qual apresentados pela Frente Nacinal, representam uma tripla ameaça. Primeiro, eles podem tomar nossos empregos, e se aproveitar dos programas sociais. Segundo, eles são uma fonte de insegurança pública. Por fim, eles ameaçam a identidade nacional. Aliás, acho que o reflexo identitário é muito mais forte do que o econômico. Até porque muitos eleitores da FN têm um pensamento progressista do ponto de vista econômico. Eles acreditam no papel do Estado, das ajudas sociais e dos sindicatos. Mas têm medo de ver um prefeito muçulmano ser eleito numa grande cidade.

OM: Marine Le Pen repete que a FN virou o primeiro partido da classe operária. Ė verdade?
NM: Ė uma afirmação com a qual é preciso tomar com cuidado. Devemos lembrar que os operários são os que têm os salários mais baixos e a maior probabilidade de ficar desempregados. Estas pessoas que vivem numa situação de grande insegurança econômica, são as que menos se inscrevem nas listas eleitorais, e mesmo entre os inscritos, são os que mais se abstêm de votar. Depois, depende muito da idade. A geração do "baby-boom" continua em parte fiel à esquerda, ou decidiu parar de votar. Mas para os jovens, que já não esperavam nada do Partido Socialista, votar na FN pode ser bem mais natural.

OM: Esta tentação é mais forte para os trabalhadores mais pobres?
NM: Não é bem assim. Quem vota mesmo na FN é o trabalhador que tem pouco, mas ainda assim tem algo que pode perder. Ele odeia os ricos, porque tem a sensação que eles têm direito a tudo na França. Mas ele também não gosta dos mais pobres, porque acredita que eles se aproveitam das ajudas sociais do Estado sem fazer nada, enquanto ele se mata de trabalho. Eu diria que há um tipo de estrabismo social, tanto para cima quanto para baixo. É nesta camada onde encontramos a maior tentação de voto para a FN.

OM: O mapa dos eleitores da Frente Nacional parece ser mais ou menos o mapa da desigualdade social. Quem são estes precários que viram cada vez mais para a extrema-direita?
NM: A população precária é muito heterogênea: encontramos mães solteiras que criam sozinhas dois ou três filhos, aposentados que não conseguem mais pagar as contas com pensões baixas e sem ajuda da família, ou desempregados que já não têm mais direito ao seguro-desemprego. São todas pessoas que dependem muito da ajuda do Estado, e que por isso sempre foram mais atraídos pela esquerda. Em 2012, era clara a rejeição deles em relação ao ex-presidente Nicolas Sarkozy, visto como o presidente dos ricos. Hoje, eles são cada vez atraídos por um discurso xenófobo contra os estrangeiros, inclusive por parte de imigrantes que chegaram na França 40 anos atrás e acham que os "novos estrangeiros" já não respeitam nada. O desespero e a concorrência em relação às ajudas sociais explicam esta tentação.

OM: Durante anos, o voto para a FN foi chamada de "voto de protesto", mas a maioria dos eleitores escondiam esta preferência. Ainda funciona assim?
NM: É cada vez menos um voto de protesto. Hoje, é também uma vontade de tentar outra coisa: já que os governos de esquerda e de direita não deram certo, quem sabe a FN faça melhor. Também, a vergonha que existia em relação a este voto está desaparecendo. Antes, existia uma grande diferença entre o número de pessoas que declaravam votar na FN e as que o faziam, mas já não é mais o caso. Este é o resultado de uma estratégia de normalização do partido por parte de Marine Le Pen. Ainda não é um partido como os outros, já que, segundo as pesquisas, 54% dos franceses o percebem como um perigo para a democracia, mas ela ganhou em visibilidade e em respeitabilidade. Numa cidade como Frejus, no sudeste do país, que tem um prefeito da FN, é bastante natural e até reivindicado se dizer eleitor de extrema-direita.

OM: Qual é a margem de progressão da FN hoje?
NM: Todos os fatores são favoráveis para a FN. Estamos em um contexto internacional de ansiedade, com a ascensão do Estado Islâmico e do terrorismo. Há a divisão de seus adversários, os escândalos de corrupção, e o fato de que a FN nunca esteve no poder. E finalmente, temos que ressaltar as próprias qualidades de Marine Le Pen. Todas as pesquisas mostram que ela é vista como menos racista e violenta do que o pai dela, e que ela tem um discurso entendido por todos, ao contrário do que falam os políticos tradicionais, vistos como a "turma do paletó e gravata". Ela se sai bem na mídia, apresentando mensagens claras — ao contrário da direita e da esquerda. Os eleitores acham que ela é "franca".

Reportagem de Lamia Oualalou
fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/entrevistas/39953/em+30+anos+partido+de+ultradireita+se+espalhou+por+toda+a+franca+analisa+cientista+politica.shtml
foto:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Extrema-direita-pode-se-tornar-primeiro-partido-da-Franca/6/29193

A Argentina para de contar seus pobres


O ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, se meteu em uma confusão durante uma entrevista a uma emissora de rádio, na última quinta-feira, quando perguntado por que o Governo de Cristina Kirchner deixou de medir a porcentagem de pobres na população em 2014. Entre 2007 e 2013, os números oficiais foram criticados por subestimar o fenômeno. Kicillof, que se define como um economista da escola keynesiana e foi professor de marxismo na Universidade de Buenos Aires, respondeu: “A quantidade de pobres existente é uma pergunta muito complicada. Não tenho o número de pobres, me parece uma estatística que provoca muito estigma”. Não demorou para eclodir a polêmica com a oposição.
Na sexta-feira, o chefe do Gabinete de Ministros, Aníbal Fernández, defendeu o colega em sua conversa habitual com a imprensa na entrada de seu escritório: “Definir se um número a mais ou a menos nos diz qual é a quantidade de pobres... Não é tarefa do Governo a quantidade. A tarefa do Governo é cuidar do homem e da mulher de carne e osso, e de seus filhos, é cuidar de um país que tem que encontrar respostas para seu povo”. Ao mesmo tempo, Kicillof concedia uma entrevista a outra rádio para esclarecer: “Pegaram uma declaração isolada e armaram uma campanha contra mim e contra o Governo”.
Kicillof mencionou as discussões que existem hoje no meio acadêmico sobre qual é a melhor maneira de medir a pobreza. “Há muitos indicadores de pobreza porque o fenômeno é complexo. Em nenhum lugar do mundo ela é medida apenas com um único número. Por exemplo, a pobreza estrutural está relacionada com as necessidades básicas insatisfeitas, a qual, obviamente, medimos em cada censo [populacional, realizado a cada dez anos]. Ou a mortalidade infantil”, argumentou o ministro.
A Argentina é o único país da América Latina que deixou de medir a porcentagem de pessoas com renda abaixo do nível necessário para evitar a pobreza. Na sexta-feira, em vez de se referir a estigmas, Kicillof explicou que o país parou de contabilizar a questão porque é “complexo” convergir o índice de preços ao consumidor (IPC) de Buenos Aires, que era o que se media até 2013 e que subestimava a inflação em pelo menos 50%, e o novo IPC nacional, que começou a valer em 2014 e que, segundo a oposição, lança números ainda 33% menores que os reais.
“Não há dúvidas que houve uma enorme redução da pobreza nestes últimos 12 anos”, afirmou Kicillof, referindo-se aos Governos de Néstor Kirchner (2003-2007) e de sua sucessora e viúva (desde 2007). O ministro tem razão nesse sentido: a pobreza já não atinge 49,7% da população, como em 2003, mas sim cerca de 25% dela. A dúvida é o que ocorreu no segundo Governo de Cristina Kirchner, desde 2011.
O Centro de Pesquisa e Formação do braço kirchnerista da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA), onde trabalharam atuais membros da equipe de Kicillof, questionou a veracidade das estatísticas oficiais desde 2007, mas admite uma queda de 20,1% em 2011 a 17,8% em 2013, bem acima dos 4,7% estimados pelo Governo. Os trabalhadores que se opuseram à intervenção governamental no Instituto Nacional de Estatística estimam que a quantidade de pobres aumentou de 18,2% em 2011 a 25,5% em 2014, ano da desvalorização do peso. A Universidade Católica Argentina (UCA) também adverte sobre uma alta de 22,9% a 25,6% em 2013. Agustín Salvia, pesquisador da UCA, atribui o suposto aumento ao impacto da inflação sobre as pessoas que atuam no mercado informal de empregos e sobre aqueles que trabalham por conta própria na economia afundada.

Reportagem de Alejandro Rebossio
fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2015/03/27/internacional/1427490866_101379.html
foto:http://www.lavoz.com.ar/politica/hay-mas-de-10-millones-de-argentinos-que-viven-en-situacion-de-pobreza

Caso Germanwings: quando um avião é velho demais para voar?

Após o desastre de avião da Germanwings, que caiu nos Alpes franceses matando as 150 pessoas a bordo, foi divulgado que a aeronave envolvida, um Airbus A320, estava voando havia 24 anos.
Embora se conheça o papel do copiloto Andreas Lubitz, suspeito de derrubar o avião, uma a questão que veio à tona é se há um limite para o tempo de vida de um avião.
Talvez 10 anos? 20? 30 seria demais?
É difícil determinar exatamente quantos anos se pode pilotar uma aeronave sem o tempo que esteve em serviço seja um risco para os passageiros e tripulantes.
"Na indústria da aviação não existe um número específico de anos que determina que é seguro usar ou não uma aeronave, seja qual for o modelo", disse Paul Hayes, diretor de segurança da aviação Ascend, uma consultoria em aspectos internacionais relacionadas com a aviação.
"Não existe um calendário, um determinado número de voos ou quilometragem, afirmando que, depois de um momento, a aeronave deve parar de funcionar", disse o especialista à BBC News.

Velhos?

Existem aviões que foram construídos na década de 50 que ainda são utilizados.
É o caso de bombardeiro militar B-52, um modelo que mantém a Força Aérea dos EUA em serviço, embora seu primeiro vôo tenha ocorrido em 1952.
Seus pilotos são geralmente muito mais jovem do que a aeronave em si.
Hayes dá um outro exemplo: "Os Douglas C-47 (avião de transporte militar que data da Segunda Guerra Mundial) foram desenvolvidos nos anos 40. Dos cerca de 12 mil construídos nessa época, metade ainda está operando."
Mas como garantir que uma aeronave que tenha sido usado por décadas não são perigosas?
A chave, de acordo com os especialistas em aviação, é a manutenção adequada do avião. E a frequência, rigor e cuidados são essenciais.

Revisões

"As revisões que requerem uma determinada aeronave depende do tipo de aeronave", disse à BBC um porta-voz da Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido.
"E é a empresa que produz o avião que determina a frequência e características das inspeções que são necessárias. É por essa razão que não se pode falar de um cronograma de manutenção único," acrescenta.
Em termos muito gerais, inspeções diárias após cada pouso e depois no final do dia são realizadas.
Além disso, há muito inúmeras outras revisões específicas que ocorrem em intervalos anuais.

Dinheiro

O ponto fundamental que, na maioria dos casos, determina para valer a vida útil de um avião é a questão econômica.
A frequência das sessões de manutenção exigidos pelo dispositivo, a disponibilidade de peças de reposição, o custo e quantidade de combustível que necessita da aeronave são alguns dos fatores que são levados em conta para definir quanto tempo um avião vai voar.
E muitas vezes a manutenção vai custando cada vez mais com o passar dos anos.
"Em muitos casos, os aviões de passageiros chegam ao final de sua 'vida econômica' aos 24 anos, desde que sejam mantidos adequadamente", diz Hayes à BBC.
"Após esse tempo, eles são geralmente passam a ser utilizados como aviões de carga."
No entanto, a identificação de elementos específicos para quantificar a "vida econômica" de um avião é extremamente difícil, como demonstra uma análise feita pela companhia aérea americana Boeing.
"O conceito de vida útil a partir de uma perspectiva econômica é determinado por parâmetros conceituais como o modelo de negócio da companhia aérea, o planejamento que existe em relação à frota, fatores econômicos presentes no momento da compra do equipamento e o estudo da operação geográfica, entre outros ", diz o relatório da Boeing.

fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150327_vida_util_aviao#orb-banner
foto:http://blog.isocial.com.br/anac-propoe-mudanca-no-tratamento-a-passageiros-com-necessidade-de-assistencia-especial-em-avioes/

28/03/2015

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Coca-Cola perde na Justiça e venda de 'junk food' passa a ser proibida em escolas do México

Apesar de estar em vigor desde 2014, determinação é desconhecida por escolas e familiares; 70% dos mexicanos estão acima do peso segundo a ONU.

Doença gera custos bilionários ao México

Um juiz mexicano negou, na última quinta-feira (26/03), uma representação da Coca-Cola que questionava a constitucionalidade da proibição da venda de refrigerantes e “junk food” (comidas não saudáveis) em escolas primárias e secundárias.
De acordo com a ONU, o México é o país com o maior número de obesos do mundo e tem 70% da população com sobrepeso.
Em 16 de maio de 2014, o Diário Oficial da Federação emitiu ordens da Secretaria de Saúde proibindo que escolas vendam alimentos com alto conteúdo de açúcares simples, farinhas refinadas, óleo ou sódio que não cumpram com os critérios nutricionais da disposição. A decisão é parte da Reforma Educacional que, em setembro de 2013, fixou os delineamentos e as restrições sobre a venda de alimentos em cantinas.
Diante da medida, a engarrafadora da Coca-Cola no país promoveu uma ação que questionava sua constitucionalidade. Mas, no entendimento do juiz Carlos Alfredo Soto Morales, a empresa não tem competência legítima para defender os consumidores, já que não existe vínculo entre ela e o direito dos estudantes.
Por outro lado, Morales determinou inconstitucional a proibição de tais alimentos e bebidas em universidades, já que a maior parte dos alunos é maior de idade e não tem tutela especial do Estado mexicano.
Cabe recurso da decisão.
Apesar de estar em vigor desde agosto de 2014, a legislação chegou a ser considerada “letra morta”, já que as escolas e muitos professores e familiares sequer chegaram a tomar conhecimento da medida, de acordo com informação da ASA (Aliança pela Saúde Alimentícia).
De acordo com a determinação, escolas e cooperativas escolares só podem oferecer frutas, verduras e cereais integrais aos alunos de segunda a quinta-feira e são obrigadas a dar acesso a água potável aos estudantes. A multa para o descumprimento da medida é de até 336 mil pesos (R$ 77 mil).

fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/39939/coca-cola+perde+na+justica+e+venda+de+junk+food+passa+a+ser+proibida+em+escolas+do+mexico.shtml

Islândia mapeia DNA de toda sua população

Cientistas na Islândia dizem ter mapeado com sucesso o código genético do "país inteiro".
A façanha teria sido realizada por meio da combinação de dados de DNA com árvores genealógicas.
Representantes da equipe científica deCODE, responsável pelo mapeamento, disseram que agora podem encontrar todas as mulheres que correm risco de desenvolver câncer de mama "com o apertar de um botão" – e que seria um crime não usar essa informação.
A pesquisa científica, publicada no jornal científico Nature Genetics, usou os dados para fazer uma série de descobertas, incluindo a idade do último ancestral em comum de todos os homens.
O DNA é passado de geração para geração, assim, ao decodificar o código genético de uma criança, é possível mapear o DNA de seus país e avós.
A equipe pesquisou as sequências de DNA de dez mil pessoas e combinou os dados com árvores genealógicas.
"Usando essas técnicas podemos prever, com substancial exatidão, o genoma de toda a nação", disse o chefe executivo do deCODE, Kari Stefansson.

Medicina

Mutações nos genes chamados BRCA ocasionam um elevado risco de desenvolvimento do câncer. Foi isso que motivou a atriz Angelina Jolie a ter seus seios e ovários removidos.
"Nós podemos, na Islândia, descobrir todas as mulheres que carregam mutações no gene BRCA2", disse Stefansson.
"O risco poderia ser anulado com mastectomias e ovariotomias preventivas. Seria criminoso não tirar vantagem disso e estou convencido que meus compatriotas começaram a usar isso logo".
Os dados por enquanto são anônimos. Usar esse tipo de informações em medicina poderia levantar questões éticas – como identificar genes mortíferos em pessoas que nunca se voluntariaram para estudos de DNA.
Stefansson disse que muito debate está por vir. "Mas eu, como médico mais antigo, tenho o instinto de simplesmente entrar em contato com essas pessoas e alertá-las".
Ele já está discutindo o assunto com autoridades da saúde pública islandesa.

Estudos elegantes

O projeto britânico que pretende decodificar o genoma de 100 mil pessoas (Genomics England) e a Iniciativa de Medicina de Prevenção, do governo Barack Obama npos Estados Unidos, também visam usar informações genéticas para revolucionar a medicina.
Mark Caulfield, cientista chefe do Genomic England, disse que os estudos da Islândia são "muito interessantes" e "muito elegantes".
"A equipe da Islândia deve ser elogiada por ter continuado, ao longo de muitos anos, a contribuir para o entendimento das informações genéticas da doença estudando toda uma população".
"Estamos no limite da aplicação da medicina genômica em escala transformadora".
Ele disse porém que há muitos tipos de mutações no gene BRCA2 e é preciso ter certeza do risco antes de avisar mulheres supostamente em risco.

Pai em comum

O projeto fez uma série de descobertas, incluindo um novo gene ligado à doença de Alzheimer.
A equipe também produziu uma estimativa da idade do mais antigo ancestral do homem ao analisar a taxa de mutações no cromossomo Y.
Os pesquisadores disseram acreditar que o último ancestral em comum do homem viveu há 239 mil anos. A estimativa anterior era 308 mil anos.
Eles também identificaram a falta de cópias de um gene específico em 8% da população, mas não sabem se isso pode ser prejudicial, beneficiar ou não ter impacto sobre esses indivíduos. Mais estudos estão sendo realizados.
Susan Wallace, que trabalhou na organização não governamental Conselho de Bioética Nuffield, afirmou: "Esse parece ser um estudo promissor que pode trazer benefícios para as pessoas".
Ela afirmou, porém, que há preocupações de que esses dados sejam tornados públicos e acabem sendo usados comercialmente.

fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150326_islandia_dna_lk#orb-banner
foto:http://professormarcianodantas.blogspot.com.br/2015/03/islandia-terra-do-gelo.html