04/08/2014

Entra em vigor acordo de previdência social entre Brasil e Canadá

Artigo de Danielle Silva Smagasz,  advogada do Pinheiro Neto Advogados.

Os Acordos Internacionais de Previdência Social são tratados internacionais que tem como objetivo principal garantir aos segurados e dependentes dos países acordantes os direitos de seguridade social, pautados na existência de reciprocidade entre sistemas previdenciários, ou seja, os períodos de seguro e contribuição para a Previdência Social do Estado destino será computado para a concessão de benefício no Estado origem e vice-versa.
Cada país determina quem são os organismos de ligação, os quais têm como objetivo facilitar a aplicação do acordo e asseguram a eficiência e a simplificação administrativa. No Brasil, o organismo de ligação é o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o qual operacionaliza os acordos, após a instrução dos processos pelos setores de atendimento ao público.
Em 8 de agosto de 2011, o Brasil firmou com o Canadá o Acordo de Previdência Social. Logo após, em setembro de 2011 foram estipulados os Ajustes Administrativos para a implementação do referido acordo.
Nesta sexta-feira (1º/8), o Acordo de Previdência Social entre Brasil e Canadá (“Acordo Brasil-Canadá”) e o respectivo Ajuste entraram efetivamente em vigor, com a publicação do Decreto Presidencial 8.288/2014.
Benefícios Previdenciários
No campo material o Acordo Brasil-Canadá será aplicado à seguinte legislação para o Canadá a Lei de Proteção Social do Idoso e seus regulamentos e o Plano de Pensão do Canadá e seus regulamentos. Para o Brasil, o referido acordo será aplicado à legislação relativa ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS) e aos Regimes Próprios de Previdência Social dos Servidores Públicos, no que se refere aos benefícios de aposentadoria por invalidez, aposentadoria por idade e pensão por morte.

No campo pessoal o Acordo Brasil-Canadá aplica-se “a qualquer pessoa que esteja ou tenha estado sujeita à legislação do Canadá ou do Brasil, e a pessoas que adquiram direitos oriundos de tal pessoa de acordo com a legislação das Partes.
De acordo com o artigo 11 do Acordo Brasil-Canadá existe a possibilidade de totalização/cumulação do tempo de contribuição efetuado no Brasil e Canadá, quando não for possível a obtenção de eventual benefício apenas com as contribuições de determinada parte. Não sendo possível a obtenção de benefício, ainda com a totalização dos períodos de cobertura no Brasil e no Canadá, será possível a cumulação do período de cobertura obtida em um terceiro Estado, desde que ambos os signatários mantenham Acordo de Previdência Social.
Para determinar a elegibilidade a um benefício de acordo com (i) a Lei de Proteção Social do Idoso do Canadá, um período de cobertura de acordo com a legislação do Brasil será considerado um período de residência no Canadá; e (ii) o Plano de Pensão do Canadá, um ano calendário civil, incluindo pelo menos 3 meses de cobertura de acordo com a legislação do Brasil, será considerado um ano de cobertura de acordo com o Plano de Pensão do Canadá.
No Brasil, para fins de concessão do benefício de aposentadoria por idade (i) um ano calendário civil, que seja um período de cobertura de acordo com o Plano de Pensão do Canadá, será considerado como 12 meses de cobertura de acordo com a legislação brasileira; e (ii) um mês de período de cobertura, de acordo com a Lei de Proteção Social do Idoso do Canadá e que não se sobreponha a um período de cobertura de a acordo com o Plano de Pensão do Canadá, será considerado um mês de cobertura de acordo com a legislação do Brasil.
Por fim, para determinar a elegibilidade a um benefício por invalidez ou por morte de acordo com a legislação do Brasil, um ano calendário civil, que seja um período de cobertura de acordo com o Plano de Pensão do Canadá, será considerado como 12 meses de cobertura de acordo com a legislação brasileira.
Deslocamento temporário (Certificado de Cobertura)
Regra geral, de acordo com a legislação brasileira na Lei 8.212/91, em seu artigo 22, a contribuição previdenciária devida pelas empresas tem como base de cálculo o total da remuneração paga, devida ou creditada a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados ou trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços.

No caso de empregados estrangeiros no Brasil, conforme o artigo 30, inciso IX, da Lei 8.212/91, as empresas que integram um mesmo grupo econômico são responsáveis solidárias entre si pelas obrigações previdenciárias. Assim, mesmo que o empregado esteja recebendo parte de sua remuneração na empresa estrangeira, a responsabilidade pelo pagamento da contribuição previdenciária poderá ser atribuída à empresa brasileira devido a existência do vínculo existente.
Além disso, a Instrução Normativa RFB 971/2009 dispõe no artigo 6º, inciso V, que “o trabalhador contratado no exterior para trabalhar no Brasil em empresa constituída e funcionando em território nacional segundo leis brasileiras, ainda que com salário estipulado em moeda estrangeira, salvo se amparado pela Previdência Social de seu país de origem, observado o disposto nos Acordos Internacionais se porventura existentes” será considerado segurado empregado da Previdência Social.
No caso específico do Acordo Brasil-Canadá, o artigo 6º estabelece como regra geral que o expatriado (empregado ou trabalhador autônomo) estará sujeito à legislação do Estado Contratante — destino (local da prestação de serviços).
Como exceção, de acordo com o artigo 7º do Acordo Brasil-Canadá, se uma pessoa que habitualmente exerce atividade remunerada e dependente em uma das Partes for deslocada, no âmbito dessa relação de trabalho, pelo seu empregador, o qual exercer regularmente uma atividade econômica significativa no Estado de origem, para o território da outra Parte, a fim de realizar trabalho para esse mesmo empregador por um período previamente determinado, a legislação do Estado origem continuará a ser aplicada durante os primeiros 60 meses, como se o empregado transferido ainda estivesse trabalhando no território dessa Parte.
Nessa hipótese, a Autoridade Competente expedirá, mediante solicitação da empresa do Estado de origem do trabalhador que for deslocado temporariamente para prestar serviços no território de outro Estado, um certificado no qual conste que o trabalhador permanece sujeito à legislação do Estado de origem. A cópia do Certificado de Cobertura conforme disposto no Ajuste Administrativo será entregue ao trabalhador. Com esse documento, o Estado destino fica dispensado do recolhimento da contribuição para a Previdência Social referente a esse trabalhador, durante o seu período de permanência no Estado destino. Esse é inclusive foi entendimento adotado pelo pela Receita Federal do Brasil[1], em casos análogos ao presente.
Expansão internacional
O Governo brasileiro firmou acordos internacionais, dentre eles entre Brasil e Canadá, devido ao crescente volume de comércio exterior. As empresas, com o objetivo de atingir um mercado mais amplo, buscam uma expansão internacional. Porém, existem diversos desafios a serem enfrentados, destacando-se as preocupações com as garantias oferecidas aos trabalhadores e colaboradores expatriados e os custos que isso possa implicar.

As empresas multinacionais que integram o mesmo grupo econômico adotam uma prática comum de intercâmbio de profissionais para aprimoramento. Além disso, é comum que no período de instalação e início de atividades as empresas multinacionais sejam formadas por estrangeiros com vínculos no país de origem que poderão aplicar as diretrizes da matriz aos negócios locais.
O Acordo Brasil-Canadá ganha notoriedade, particularmente com a regra de deslocamento temporário prevista no seu artigo 7º, que contribui para a melhora na administração dos planos de expatriação, uma vez que os trabalhadores deslocados temporariamente poderão, nos primeiros 60 meses, continuar aplicando e se beneficiando das mesmas regras previdenciárias que já eram aplicadas no seu país de origem (Brasil ou Canadá), não havendo interrupção na contribuição previdenciária destes expatriados durante esse período.


[1] “EMENTA: VINCULAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EMPREGADO ESTRANGEIRO DESLOCADO PARA TRABALHAR NO BRASIL POR PERÍODO LIMITADO. 1. O empregado contratado no Japão e deslocado para prestar serviços no Brasil, por período não superior a cinco anos, não será segurado do Regime Geral de Previdência Social - RGPS, de que trata o art. 201 da Constituição Federal, desde que esteja amparado compulsoriamente pela previdência social de seu país de origem. 2. A comprovação de que o trabalhador, naquele período, encontra-se sujeito à previdência social de seu país de origem é feita mediante a exibição do certificado descrito no item 1 do art. 7º do Ajuste Administrativo para Implementação do Acordo de Previdência Social entre a República Federativa do Brasil e o Japão. 3. Havendo contratação do trabalhador nessas circunstâncias, não serão devidas as contribuições previdenciárias previstas nos incisos I a III do art. 22 da Lei nº 8.212, de 1991, bem como a contribuição do segurado empregado e as contribuições destinadas a outras entidades ou fundos em relação à remuneração paga a esse trabalhador.” (SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 76 de 15 de Julho de 2013)

fonte:http://www.conjur.com.br/2014-ago-03/entra-vigor-acordo-previdencia-social-entre-brasil-canada
foto:http://www.genteenoticia.com/?ID=96_Acordo+previdenci%C3%A1rio+entre+Brasil+e+Canad%C3%A1+entra+em+vigor+em+agosto

03/08/2014

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Uganda anula polêmica ‘lei da homofobia’


O Tribunal Constitucional de Uganda anulou na última sexta-feira (01/08) a polêmica "lei da homofobia", promulgada pelo presidente Yoweri Museveni no dia 24 de fevereiro deste ano. A legislação tinha como mote punir com prisão perpétua atos homossexuais e penalizar em até 14 anos a “promoção e o reconhecimento” de tais atos.
Após a anulação, ativistas no país e ao redor do mundo comemoraram a decisão. “Gays, lésbicas, bissexuais e transexuais ugandenses podem celebrar uma pequena vitória contra a opressão”, disse Frank Mugisha, diretor da organização “Minorias Sexuais da Uganda”, ao Guardian. "Julgamento final: eu não sou mais uma criminosa hoje. Nós fizemos história para as próximas gerações”, tuíta Jacquelina Kasha, uma das principais figuras da causa homossexual no país:
O projeto da lei assinado em fevereiro foi apresentado em 2009 com penas tão severas como a condenação à morte pela realização de atos de "homossexualidade com agravantes". Isso incluiria o estupro homossexual, as relações homossexuais com menores de idade ou incapacitados ou quando o acusado seja portador do HIV. A revisão do texto substituiu a pena de morte por prisão perpétua.

“Muitos de nossos homossexuais são mercenários. Na verdade, são heterossexuais e se transformam por dinheiro, são como as prostitutas", disse Museveni na ocasião da assinatura da lei, acrescentando que não estaria preocupado com o efeito que a nova lei teria nas relações internacionais de Uganda.

No entanto, muitos países condenaram a lei. À época, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu que a assinatura da legislação seria um retrocesso na proteção dos direitos humanos e que complicaria a relação entre os dois países – já que Washington é uma dos principais potências que doam recursos à Uganda.

No final de fevereiro, o país africano teve um empréstimo de US$ 90 milhões (R$ 210 milhões) suspenso pelo BM (Banco Mundial). Além do BM e dos EUA, Suécia, Dinamarca, Holanda e Noruega também anunciaram o congelamento de parte da ajuda bilateral.
A homossexualidade é ilegal em 38 de 54 países africanos, mas a oposição ocidental a tais leis é frequentemente interpretada como uma “tentativa de imperialismo social” aos olhos de Museveni.



fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/37271/uganda+anula+polemica+lei+da+homofobia.shtml
foto:Efe/arquivo - http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/37271/uganda+anula+polemica+lei+da+homofobia.shtml

Termina prazo para que municípios acabem com lixões


O prazo para que os municípios cumpram a determinação da Política Nacional de Resíduos Sólidos de acabar com os lixões e armazenar os resíduos sólidos em aterros sanitários encerrou ontem (2), mas menos da metade deles tem destinação adequada do lixo.
O Brasil tem atualmente 2.202 municípios com aterros sanitários, o que representa 39,5% das cidades do país. Apesar de mais da metade das cidades ainda terem lixões, 60% do volume de resíduos já está com destinação adequada.
Na última quinta-feira (31) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informou que o governo federal não vai estender o prazo para que os municípios acabem com os lixões. Segundo ela, uma ampliação pode ser discutida no Congresso Nacional e a repactuação do prazo para a adequação deve vir acompanhada de um debate ampliado sobre a lei, levando em conta a realidade e a lógica ecônomica de cada município.
“A necessidade de repactuar o prazo deve ser tratada no Congresso Nacional. O governo apoia uma discussão ampliada sobre a lei. Ampliar o prazo sem considerar todas as questões é insuficiente”, avalia a ministra.
Quem não cumprir a legislação estará submetido às punições previstas na Lei de Crimes Ambientais, que prevê multa de R$ 5 mil a R$ 50 milhões. Umas das alternativas para as cidades que não cumpriram a meta seria buscar um acordo com o Ministério Público, que fiscaliza a execução da lei, e firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
“Aqueles que demostrem interesse de cumprir as obrigações, que firmem acordo com o Ministério Público. Se não fizer absolutamente nada, nem tomar providências, nem assinarem o TAC, vão responder por ação civil pública, por improbidade administrativa e crime ambiental”, explica a  a procuradora do Trabalho do Paraná e coordenadora do projeto Encerramento dos Lixões e Inclusão Social e Produtiva de Catadores de Materiais Recicláveis do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Margaret Matos de Carvalho.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos foi aprovada em 2010 e determina que todos os lixões do país deverão ser fechados até a data de hoje. Pela lei, o lixo terá que ser encaminhado para um aterro sanitário, forrado com manta impermeável, para evitar a contaminação do solo. O chorume deve ser tratado e o gás metano terá que ser queimado.
Nos últimos quatro anos, desde que a política foi aprovada, o governo federal disponibilizou R$ 1,2 bilhão para municípios e estados para ações de destinação de resíduos sólidos, incluindo a elaboração de planos e investimentos em aterros. Segundo a ministra Izabella Teixeira, menos de 50% desses recursos foram executados, por causa de situações de inadimplência de municípios ou dificuldades operacionais.

fonte:http://www.jb.com.br/pais/noticias/2014/08/02/termina-hoje-prazo-para-que-municipios-acabem-com-lixoes/
foto:http://coisasdecajazeiras.com.br/?p=11389

A vida para salvar outras vidas

As comoventes histórias dos médicos que se arriscam - e morrem - para tratar as vítimas da maior epidemia de ebola da história, que segundo a OMS pode se espalhar e virar uma catástrofe.




A médica paulista Rachel Soeiro, 35 anos, acaba de chegar da Guiné, na África Ocidental, um dos três países do continente que estão enfrentando o pior surto do vírus ebola da história – os outros dois são Libéria e Serra Leoa. Integrante da organização internacional Médicos Sem Fronteiras, ela ainda guarda na mente as imagens e as emoções pelas quais passou durante os dias em que atendeu 21 pacientes e viu cinco deles morrerem, entre os quais um bebê. Apesar de ter estado no ambiente infectado pelo vírus mais letal do mundo, Rachel garante que não teve medo. “Queremos cuidar do paciente, dar medicação, examinar do jeito que dá”, diz.
O relato da brasileira é exemplar. Dá a dimensão do desprendimento e empenho de profissionais de saúde que superam o medo de se contaminar e se mantêm fiéis à vocação. Nesse novo surto de ebola, casos assim ficaram patentes. Infelizmente, nem sempre com um bom desfecho. No domingo 27, morreu vítima do vírus o médico Samuel Brisbane, que trabalhava para conter a epidemia na Libéria. Na terça-feira 29, o médico Sheik Omar Khan – o maior especialista no combate ao ebola em Serra Leoa – também faleceu, infectado. Antes, ele havia tratado mais de 100 pacientes. E o médico americano Kent Brantly permanecia internado, contaminado.
Em tempos de epidemia, aqueles com maior risco de infecção são justamente os profissionais da saúde, familiares e outras pessoas em contato próximo com doentes e pacientes falecidos. E é isso o que se está vendo na África nas últimas semanas. Estima-se, por exemplo, que mais de 60 profissionais da saúde morreram até agora.
O agravante, porém, é que médicos, enfermeiros e voluntários estão enfrentando, desta vez, um surto de ebola sem precedentes. Até sexta-feira 1, mais de 1,3 mil pessoas haviam sido infectadas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) - 729 morreram. Serra Leoa anunciou o fechamento das escolas. Na Libéria, foi declarado estado de emergência. A notificação de casos em Lagos, na Nigéria, deixou o mundo ainda mais preocupado. O temor é que, tendo chegado a uma grande cidade, o vírus se espalhe.
Segundo Margaret Chan, diretora da OMS, ele pode se propagar sem controle e causar perdas humanas catastróficas. “A resposta a seu avanço foi inadequada. O Ebola está se propagando mais rápido do que os esforços para controlá-lo”, afirmou na sexta-feira 1º. Estados Unidos, Europa e Ásia permaneciam em alerta. No Brasil, a ordem é acompanhar com cuidado casos de viajantes que desembarquem com febre ou diarreia. Recomenda-se que viagens não essenciais às regiões atingidas sejam adiadas.
Para médicos como Rachel, Sheik, Kent e Samuel, porém, o tamanho da epidemia não assusta. Ao contrário, estimula a contribuir para soluções. No caso da epidemia de gripe H1N1, foi a mesma coisa: diversos profissionais de saúde envolveram-se tanto que acabaram infectados. “Na China, quando houve o surto da chamada pneumonia asiática, muitos médicos também terminaram contaminados”, lembra Eduardo de Medeiros, da Sociedade Brasileira de Infectologia. “Os profissionais seguem princípios filosóficos e bioéticos, integrantes dos compromissos vocacionais assumidos, e que os fazem superar até o medo da morte”, explica Carlos Vital, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.
No entanto, colocar intencionalmente a vida em risco, como acontecia em tempos remotos, quando os cientistas usavam o próprio corpo para testar seus experimentos, está fora de questão. “O médico tem a obrigação de preservar o próprio organismo”, adverte Vital. Mas, apesar de existir protocolos de segurança criados para proteger a vida de quem cura, acidentes acontecem. “Você pode eventualmente se contaminar no laboratório”, lamenta Edmilson Migowsky, chefe do Serviço de Infectologia Pediátrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Reportagem de Wilson Aquino
fonte:http://www.istoe.com.br/reportagens/375683_A+VIDA+PARA+SALVAR+OUTRAS+VIDAS?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage
foto:http://www.blogdacomunicacao.com.br/exposicao-campo-de-refugiados/

Brasil lidera o ranking mundial de cirurgias plásticas


Pela primeira vez, o Brasil superou os Estados Unidos como o líder mundial em número de cirurgias plásticas. Em 2013, o país realizou 1,49 milhão de operações, quase 13% do total mundial – em território americano, foram 1,45 milhão. Em terceiro lugar está o México, com 486.000 cirurgias.
Os dados fazem parte de um relatório da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla em inglês) divulgado na terça-feira. De acordo com o levantamento, as cirurgias plásticas mais comuns no Brasil em 2013 foram a lipoaspiração (228.000), o implante de silicone nas mamas (226.000) e a operação para elevar os seios (140.000).
O Brasil é líder mundial em dez dos dezenove tipos de cirurgia listados no relatório, incluindo rinoplastia (77.224), rejuvenescimento vaginal (13.683), aumento dos glúteos (63.925) e transplante capilar (8.319).
Ranking – No mundo, as cirurgias plásticas mais comuns em 2013 foram o aumento das mamas, a lipoaspiração e a operação para levantar as pálpebras. As mulheres corresponderam a 87,2% de todos os procedimentos estéticos, cirúrgicos e não cirúrgicos, realizados no ano passado em todo o mundo.
Embora o Brasil tenha ultrapassado os americanos em número de cirurgias plásticas, os Estados Unidos ainda são líderes em relação aos procedimentos estéticos não cirúrgicos, como aplicação de botox, por exemplo. O país realizou 3,9 milhões de procedimentos do tipo no ano passado, contra 2,1 milhões no Brasil.
As cirurgias plásticas mais comuns
Aumento de mamas
O que é: As próteses mamárias podem ser feitas de silicone, de solução salina ou de silicone com solução salina. A mais aceita atualmente é a totalmente de silicone, já que ela garante a melhor textura e palpação, além de trazer resultados mais bonitos. A prótese ajustável, feita de 90% de silicone e 10% de solução salina permite ao cirurgião equilibrar o tamanho dos dois seios, quando há diferença de volume entre as mamas.
De acordo com Ronaldo Golcman, chefe da equipe de cirurgia plástica do Hospital Israelita Albert Einstein, existe três maneiras de se colocar a prótese: pela axila, pela aréola e pelo sulco da mama. “O melhor método é pelo sulco, porque não há interferência na mama, você passa por debaixo dela”, diz. Há ainda menos risco de contaminação pelas bactérias que ficam alojadas na aréola, de perda de sensibilidade e mais controle em caso de rompimento de um vaso.
A operação não é indicada para mulheres jovens que ainda não atingiram a maturidade sexual. Em média, o procedimento costuma ser liberado de dois a três anos após a primeira menstruação.
Complicações: São três as complicações mais comuns quando o pós-operatório não é seguido à risca: prejuízos na cicatrização e sangramento e infecção locais. Em alguns casos, pode haver a formação de queloides na cicatriz, que independente da conduta do médico e do paciente. Em menos de 3% dos casos, há chances de acontecer um engrossamento da pele na cicatriz por fora da prótese, o que causa dor, além de deformar o visual.
Lipoaspiração
O que é: A técnica consiste na retirada de gordura localizada, com o uso de cânulas com espessuras que podem variar de dois a quatro milímetros. Em geral, o procedimento é feito em regiões como barriga, costas e pernas. Em três semanas a paciente já está livre dos roxos. A cinta compressora deve ser usada por um mês, para ajudar a diminuir o inchaço e os focos roxos, além de ajudar a modelar o local.
A operação dura, em média, duas horas.
Complicações: São três as complicações mais comuns quando o pós-operatório não é seguido à risca: prejuízos na cicatrização e sangramento e infecção locais. Em alguns casos, pode haver a formação de queloides na cicatriz, que independente da conduta do médico e do paciente. Na lipo, há riscos ainda de irregularidades visíveis. Isso pode acontecer por problemas durante a retirada da gordura ou quando a fisioterapia pós-operatório não é feita adequadamente.
Blefaroplastia
O que é: A cirurgia retira o excesso de pele ou o acúmulo de gordura nas pálpebras, tanto superiores quanto inferiores. Geralmente, é realizada por pacientes que reclamam de uma aparência de cansaço, inchaço ou envelhecimento ao redor dos olhos.
Quando o procedimento pede apenas a retirada das bolsas de gordura na pálpebra inferior, não há cicatriz visível. No caso de retirada de pele inferior, a cicatriz fica rente aos cílios. Na pálpebra superior, a cicatriz fica na dobra do olho.
Após cinco a sete dias, a região já perde inchaço e é possível retirar os pontos. Em três semanas, o roxo desaparece.
Complicações: São três as complicações mais comuns quando o pós-operatório não é seguido à risca: prejuízos na cicatrização e sangramento e infecção locais. Em alguns casos, pode haver a formação de queloides na cicatriz, que independente da conduta do médico e do paciente.
Rinoplastia
O que é: A cirurgia do nariz pode ser feita para remodelar seu perfil, a forma da ponta, o tamanho (diminuir ou aumentar), a projeção ou a largura. O procedimento não costuma deixar cicatriz aparente, já que os cortes são feitos por dentro dos orifícios do nariz. “Essa cirurgia mudou muito. Hoje em dia, se tira muito menos cartilagens e ossos e se modela muito mais”, diz Ronaldo Golcman.
Em algumas situações, para atingir o formato ideal, é preciso colocar pequenos enxertos no nariz. Essa cartilagem costuma ser retirada do próprio nariz do paciente, sem danos. Em três semanas, os roxos do pós-operatório já desapareceram.
Complicações: São três as complicações mais comuns quando o pós-operatório não é seguido à risca: prejuízos na cicatrização e sangramento e infecção locais. Em alguns casos, pode haver a formação de queloides na cicatriz, que independente da conduta do médico e do paciente. Há riscos ainda de problemas respiratórios, irregularidades visíveis ou palpáveis e de insatisfação com o visual final.
Lipoabdominoplastia
O que é: O procedimento consiste na lipoaspiração do abdome, seguida de uma plástica para retirada de pele e modelagem do local. A técnica permite um menor descolamento da pele e proporciona uma maior tensão à musculatura da parede abdominal.
Essa plástica ajuda a reaproximar os músculos retos do abdome (que se ligam na linha vertical que vai das costelas ao umbigo), que foram afastados pela gestação ou por uma grande perda de peso. “Esse afastamento acontece em graus variáveis, podendo ser mínimo a chegar aos cinco centímetros”, diz Golcman.
Até um mês após a operação, o paciente não pode fazer esforço físico, com risco de abrir pontos e prejudicar a cicatrização.
Complicações: São três as complicações mais comuns quando o pós-operatório não é seguido à risca: prejuízos na cicatrização e sangramento e infecção locais. Em alguns casos, pode haver a formação de queloides na cicatriz, que independente da conduta do médico e do paciente. Na plástica do abdome podem aparecer ainda os seromas, formações de líquido entre a musculatura e a pele. O problema pode ser revertido  com sessões de drenagem linfática.

fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/saude/brasil-lidera-ranking-mundial-de-cirurgias-plasticas
foto:http://clinicasiqueiradacosta.com.br/tag/cirurgia-plastica/page/2/

02/08/2014

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Ebola: saiba qual é o risco da epidemia chegar ao Brasil



Mais de 1.300 pessoas foram infectadas e 729 morreram na África Ocidental em decorrência da pior epidemia de ebola da história. Órgãos de saúde do mundo todo estão atentos ao risco do surto se disseminar para outros países e cruzar continentes.
Na última quinta-feira, o governo brasileiro reforçou recomendações às equipes de saúde encarregadas de atender passageiros que apresentaram durante a viagem ao Brasil problemas como febre, diarreias ou hemorragias. A medida, na avaliação do Ministério da Saúde, é suficiente para identificar de forma rápida casos de uma eventual contaminação por ebola em viajantes. Normas mais drásticas, como a suspensão de voos, não estão sendo analisadas. 

A possibilidade da chegada do ebola ao Brasil é considerada baixa pelo Ministério da Saúde. O infectologista Esper Kallás, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, faz o mesmo diagnóstico. Um dos motivos, segundo o médico, é que a gravidade dos sintomas dificulta a locomoção de doentes e o contato com muitas pessoas. "Os sinais da doença são perceptíveis e o paciente fica extremamente debilitado", diz Kallás. A enfermidade começa a se manifestar com febre, fraqueza e dores musculares, de cabeça e de garganta. Em seguida, vêm vômitos, diarreias, feridas na pele, problemas hepáticos e hemorragia interna e externa. 

Contágio – A transmissão ocorre pelo contato de sangue, secreções e fluidos corporais de doentes, não pelo ar. Por esse motivo, quem corre mais risco de contaminação são familiares de doentes e profissionais de saúde. "Num avião, por exemplo, a probabilidade de uma pessoa infectada transmitir a doença aos indivíduos ao redor é baixa, mesmo no período de incubação, que vai de duas a três semanas", diz Kallás. Esse é um dos motivos pelos quais o ebola nunca saiu da África em quase quarenta anos de existência.
Viagens à África – Não existe uma recomendação do governo brasileiro para que as pessoas deixem de viajar a países endêmicos. "A situação nesses países se agrava, pois são regiões em conflito, nas quais os profissionais de saúde muitas vezes têm dificuldades para chegar. Mas, pelas características de transmissão da doença, não há risco de disseminação global", afirmou na última terça-feira o ministro da saúde, Arthur Chioro.
Não é a leitura das autoridades de saúde americanas, que na quinta-feira elevaram ao nível máximo o alerta de viagens para Guiné, Libéria e Serra Leoa. "Pedimos para que não façam viagens à zona afetada a menos que seja essencial. Precisamos evitar o risco de contágio e ajudar os países a controlar a doença", disse Tom Frieden, diretor do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos.


O que é o ebola?
O vírus ebola foi descoberto em 1976 a partir de diagnósticos simultâneos na República Democrática do Congo e no Sudão, na África. Ele provoca uma grave doença conhecida como febre hemorrágica ebola, que pode afetar seres humanos e primatas, como macacos e chimpanzés. O surto de ebola pode chegar a provocar a morte de 90% das pessoas infectadas. Atualmente, não existe vacina e nem cura para a doença.

Como a doença é transmitida?
O ebola é transmitido de pessoa para pessoa principalmente a partir do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas. A transmissão também pode acontecer a partir do contato com ambientes e objetivos contaminados por esses fluidos, como roupas. Segundo a OMS, não há risco de contágio no período de incubação do vírus — ou seja, entre a infecção e os primeiros sintomas. No caso do ebola, esse tempo pode variar de 2 a 21 dias.

Quais são os sintomas da infecção?
A doença costuma aparecer com quadros de febre, fraqueza e dores musculares, de cabeça e de garganta. Em seguida, surgem sinais como náusea, diarreia, feridas na pele, problemas hepáticos e hemorragia interna e externa. O tempo entre a infecção pelo vírus e o os primeiros sintomas variam de 2 a 21 dias.

Como é o tratamento da doença?
Não existe um tratamento específico para a febre hemorrágica ebola. Pacientes graves recebem cuidados intensivos, que incluem reidratação oral e intravenosa, e devem ser isolados e receber a visita apenas de profissionais de saúde que seguem todas as medidas de prevenção contra a infecção.

Quem corre o maior risco de contrair o vírus?
Segundo a OMS, as pessoas com maior risco de contágio são profissionais de saúde e familiares de pacientes contaminados. A organização considera que as probabilidades de infecção entre turistas que visitam uma área endêmica são baixas.


fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/saude/ebola-qual-e-o-risco-de-chegar-ao-brasil
foto:http://www.zerohedge.com/news/2014-04-05/mapping-worlds-ebola-outbreaks