02/03/2012

Projeto garante aposentadoria de só R$ 4 mil a juízes


Juízes, desembargadores e servidores do Judiciário estão temerosos quanto à segurança de suas aposentadorias, que ruma em direção aos fundos privados. Foi rejeitada no Plenário da Câmara, na última quarta-feira (29/2), a emenda que pretendia tirar os servidores do Poder Judiciário do Projeto de Lei 1.992/07, que cria o Fundo de Pensão dos Servidores Públicos Federais. A proposta que define um teto para contribuição e transfere para entidades privadas a administração do fundo complementar foi aprovada na última terça-feira (28/2) pela Câmara.
O projeto que segue para votação no Senado iguala o teto das aposentadorias dos servidores públicos federais ao do regime privado da previdência, com valor máximo do benefício pago pela União de R$ 3.916,20 (atual teto do INSS), reduzindo também a contribuição obrigatória do servidor para 11% deste valor. Quem quiser ter uma carteira mais gorda ao se aposentar terá de pagar contribuição a um fundo complementar. O governo contribuirá com a mesma quantia que for depositado neste fundo, até o limite de 8,5% do salário do servidor. Os valores acima disso não serão levados em conta pelos cofres públicos.
Um dos principais problemas do projeto apontados pelo presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) Gabriel Wedy é a insegurança gerada pelo modelo adotado: o de contribuição definida. No modelo, o contribuinte "sabe o quanto paga, mas não sabe com quanto vai se aposentar", explica. A quantia depositada no fundo complementar é usada em investimentos. Se eles renderem muito, o valor da aposentadoria será alto, se eles renderem pouco, o valor da aposentadoria será baixo. O outro modelo possível seria o de benefício definido, onde os depósitos mensais variam de forma a garantir uma aposentadoria de valor pré-definido.
Atualmente, os servidores do Judiciário Federal contribuem obrigatoriamente com 11% de seus vencimentos brutos e, ao se aposentar, recebem a média salarial das 80 maiores contribuições, o que costuma ficar um pouco abaixo do salário com que se aposentaram. A contribuição de 11% ao fundo de pensão continua sendo feita com o dinheiro recebido durante a aposentadoria.
"A preocupação é com a segurança desse projeto, se os valores que contribuímos hoje em dia fossem para fundos de previdência privada, teríamos direito a receber cerca de 10 vezes o que ganhamos, mas preferimos a certeza a deixar esse dinheiro ser aplicado com risco", diz Wedy.
Constitucionalidade questionada
Assim como a Ajufe, a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) contesta a constitucionalidade do projeto de lei. As entidades afirmam que a mudança no regime previdenciário da magistratura só pode ser tratada por lei complementar de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. "Vamos debater o mesmo tema no Senado [que precisa aprovar o projeto] e esperamos que acolham nossa objeção de ordem formal", declarou o presidente da AMB, Nelson Calandra.

Calandra também aponta inconstitucionalidade do projeto por conta da discussão em torno dele não ter abarcado a responsabilidade fiscal. "Aprovar um projeto de lei como esse sem ter debatido os limites financeiros do investimento da União no fundo é como lançar um navio ao mar sem âncora", diz o presidente da AMB.
Seguindo essa linha de raciocínio, o deputado federal João Dado (PDT-SP) entrou com o Mandado de Segurança 31.188 no STF nesta quarta-feira (29/2) para anular a votação da Câmara dos Deputados que aprovou, a criação do Funpresp. A ação pede que seja determinado ao presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), que encaminhe o projeto à Comissão de Finanças e Tributação (CFT), a fim de que seja cumprida a regra regimental que prevê a manifestação desta comissão sobre a existência de adequação orçamentária e financeira das propostas legislativas.
Gabriel Wedy aponta, ainda, outras inconstitucionalidades: para ele, o mesmo fundo administrar as aposentadorias dos servidores do Ministério Público e dos magistrados não condiz com o texto constitucional e a criação de dois regimes previdenciários para servidores da mesma carreira, uma vez que o novo regime valerá apenas para aqueles que ingressarem na magistratura e no Ministério Público depois da lei entrar em vigor.
Outro problema do projeto de lei é a falta de diferenciação entre grupos de contribuintes, afirma o coordenador de comunicação da Federação Nacional dos Servidores da Justiça Federal (Fenajufe),Jean Loiola. "O legislador criou grupos distintos para benefícios, pois mulheres e homens devem contribuir de formas diferentes, por exemplo. Estas distinções não está clara no texto sobre o Funpresp."
Já o advogado especialista em previdência complementar, Renan Aguiar, presidente da Escola Superior de Advocacia da seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil, o projeto não viola em nenhum momento a Constituição Federal. Para ele, a Carta Magna permite que a aposentadoria do magistrado seja definida fora da Lei Orgânica da Magistratura, sem a necessidade de ser uma lei complementar. No caso do MP é diferente, pois a lei complementar que regulamenta o órgão afirma que seus membros possuem aposentadoria integral.
Para Aguiar, a aprovação do PL 1.992/07 é um movimento natural do Brasil, que segue "uma tendência mundial de desonerar o Estado no que diz respeito à previdência". Segundo o advogado, o modelo atual vive uma crise na qual os Estados são obrigados a injetar dinheiro para manter os ganhos prometidos. "Dessa nova forma, entrega-se na mão do servidor a responsabilidade por sua aposentadoria."
Para Gabriel Wedy, da Ajufe, as mãos que recebem as aposentadorias não são as dos servidores, mas da iniciativa privada, "que tem exercido enorme pressão no governo para passar a administrar essas quantias bilionárias". Ele concorda, porém, que o movimento é mundial, mas compara o modelo brasileiro ao do Chile, país que entrou em grave crise após a mudança do regime previdenciário.
A aplicação do teto da Previdência Social está prevista na Constituição desde a Reforma da Previdência de 1998 e deverá ser aplicada inclusive aos servidores das autarquias e fundações e aos membros do Poder Judiciário, do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União.
Clique aqui para ler a íntegra do PL 1.992/07

Reportagem de Marcos de Vasconcellos
foto:oab-bc.blogspot.com

Padronizada a escolha de diretores de Varas dos TRTs


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, durante a 142ª. sessão plenária, o texto da resolução que define normas para a escolha e nomeação dos diretores de secretaria das varas do trabalho. Pela nova regra, tais diretores deverão ser indicados pelo juiz titular da vara onde ele irá atuar, e ser, de preferência, bacharel em direito, salvo impossibilidade de atender o quesito. A resolução determina ainda que pelo menos 50% dos diretores de secretaria das varas trabalhistas sejam servidores efetivos, integrantes do quadro do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Caberá ao presidente do Tribunal verificar se as regras previstas na resolução estão sendo cumpridas na indicação e, em caso positivo, nomear o diretor. A indicação feita pelo magistrado titular da vara apenas poderá ser vetada pelo presidente do TRT, caso alguma das normas não tenha sido observada. A decisão, no entanto, deverá ser fundamentada e poderá ser alvo de recurso.

Por unanimidade, o plenário aprovou a proposta relatada pelo conselheiro Jefferson Kravchychyn, membro da Comissão de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas do CNJ no processo 0004633-69.2009.2.00.0000. Em seu voto, o conselheiro defendeu que a indicação seja feita pelo juiz da vara onde o diretor irá atuar, visto que suas funções são complexas e primordiais para o andamento dos processos da unidade judiciária. As novas regras buscam uniformizar os procedimentos utilizados na escolha desses diretores na Justiça do Trabalho e foram estabelecidas com base em informações prestadas por todos os tribunais trabalhistas brasileiros, a pedido do CNJ.

A necessidade de criar critérios para a nomeação dos diretores de secretaria de varas trabalhistas foi apontado pelo conselheiro Marcelo Nobre no Procedimento de Controle Administrativo (PCA) 20090000046332. Nesta ação um magistrado e a Anamatra questionavam decisão da presidência do TRT18, que havia vetado o nome indicado pelo juiz para ocupar a vaga de diretor de secretaria. Após o arquivamento do PCA, o tema foi encaminhado à Comissão de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas do CNJ que elaborou a proposta de resolução.    

Reportagem de Mariana Braga
foto:secbhrm.org.br

01/03/2012

Negociação entre Brasil e México segue indefinida


Terminou sem acordo a segunda rodada de negociação entre Brasil e México sobre o acordo automotivo assinado pelo Mercosul com o país norte-americano, deixando em aberto a possibilidade de anulação do tratado. Uma nova reunião prevista para hoje foi cancelada, sem explicações, e a delegação mexicana deixou o País antes do previsto.
O governo brasileiro insiste na criação de um mecanismo que limite as exportações mexicanas de automóveis. Por trás da insistência, está a desconfiança de que montadoras chinesas, europeias e dos EUA usem o México como simples plataforma de exportação para o Brasil.
O governo do presidente Felipe Calderón requer 30% de conteúdo mexicano nos veículos produzidos em seu país. Já o Brasil aumentou em 30 pontos porcentuais o IPI de automóveis que não detenham 65% de conteúdo nacional ou regional.
Ou seja, em vez de cumprir a exigência brasileira, algumas montadoras instaladas no México poderiam usar como brecha o porcentual menor de peças exigido pelo país para fugir do imposto cobrado por Brasília. Uma forma de evitar esse cenário seria definir uma cota de automóveis que poderiam ser exportados sob o amparo do acordo, que elimina imposto de importação dos veículos. A proposta brasileira, no entanto, vai contra os princípios dos mexicanos, que defendem uma solução que resulte no aumento do fluxo comercial entre os dois países e não na redução.
Procurada, a Embaixada do México em Brasília informou apenas que as negociações ainda estão em curso. Oficialmente, os negociadores mexicanos se retiraram e o diálogo bilateral continuará por telefone porque era preciso "fazer consultas" ao setor empresarial e ao governo.
Outra proposta do Brasil é a ampliação do acordo para incluir veículos pesados e máquinas agrícolas, setores em que o País é competitivo. A renegociação do acordo, em vigor desde novembro de 2002, foi acertada pela presidente Dilma Rousseff com Calderón. Incomoda ao Brasil o déficit na balança comercial com o México causado pelo forte aumento nas exportações mexicanas de veículos nos últimos três anos.

foto:agenciat1.com.br

Você já conhece a nova rede social Pinterest?


"Mural virtual" promete se tornar a nova sensação da web e já tem uma média de tempo por usuário conectado melhor que Twitter, Google+, MySpace e LinkedIn juntos. 

Sabe aqueles murais que se costuma utilizar para colocar fotos ou recados na parede? Pois bem. Uma nova rede social apostou numa versão virtual deles e, aos poucos, está se tornando sensação. O Pinterest(pin + interest, algo como alfinete + interesse, em português) já diz de cara a que serve: permitir que os usuários "colem" coisas que lhe são interessantes e as compartilhem com outras pessoas. O formato está agradando e, embora a rede ainda tenha um número de usuários menor que outras mais antigas, o tempo médio gasto por cada um de seus visitantes em janeiro foi maior que o de Twitter, Google+, MySpace e LinkedIn juntos.

A primeira grande sacada estratégica do Pinterest foi utilizar o Facebook e Twitter para conseguir público. Lá, o usuário pode fazer login com a conta que já tem em uma das duas redes sociais. Além disso, toda a atividade pode ser compartilhada facilmente nos outros espaços e, no Facebook, a rede tem um aplicativo próprio que já foi curtido por mais de 1 milhão de pessoas.No Pinterest, o texto é apenas um detalhe. Em geral, os usuários compartilham imagens, postadas diretamente do próprio dispositivo ou com um link de onde elas estão hospedadas. É possível publicar também vídeo. Uma vez conectados, os internautas podem seguir pessoas que costumam publicar conteúdos de seu interesse e interagir com outros usuários através de comentários ou dando "repins", uma espécie de retweet de "pins", como são chamadas as postagens da rede.
Saiba mais
Cadastro e integração

Como toda rede social nova e descolada, o Pinterest exige convites para que os novos usuários se cadastrem. Também como toda rede social nova e descolada, essa restrição é bastante fácil de ser contornada. Os usuários que já têm conta no site podem convidar quantos amigos quiserem. E isso é feito por meio de um botão vermelho bem chamativo.
Então, para entrar na festa, peça ajuda para algum amigo que já tem conta lá. Como saber isso? Basta dar uma olhada nos posts dos seus contatos do Facebook e do Twitter. O Pinterest é completamente integrado à essas duas redes. A parceria é tanta, que, quando você receber o seu convite, não será necessário fazer um novo cadastro. É possível fazer login no Pinterest usando contas do Facebook ou do Twitter.
Quem seguir e o que são esses Boards?

No primeiro acesso ao Pinterest, o site oferece uma lista de usuários para você seguir e também mostra quais dos seus contatos de outras redes seus estão também no site. Até aí, a coisa é bastante semelhante ao Twitter, com uma diferença. Os usuários do Pinterest podem dividir os seus posts em streams separados. Em bom português, isso significa que as imagens e vídeos publicadas podem ser separadas em canais.

Dessa forma, você pode seguir apenas um canal de cada usuário. Sua amiga Marieta, por exemplo, adora bicicletas e gatinhos. Para cada assunto, ela criará um Board. Ao seguí-la, você pode optar por ver apenas as fotos de bicicletas, uma vez que você não é muito chegado em gatinhos.
O conteúdo que você publica também seguirá essa lógica. No momento de postar cada foto, você deverá escolher em qual Board ela será incluída. Não há limites para a criação de Boards e dá para ser bem criativo na criação deles. Claro, que não é mau escolher nomes como “Bicicletas”, “Gatinhos” e “Humor”, que ajudarão você e seus seguidores a organizar melhor sua vida no Pinterest.
Como postar no Pinterest
Além de republicar imagens e vídeos que seus amigos colocaram no Pinterest, você pode (e até deve) colocar coisas novas na rede social de dois jeitos: pelo site ou por meio de um botão de atalho. Trocando em miúdos:
  • Pelo site você pode optar por Upload a Pin e enviar um arquivo da forma tradicional, mandando um documento armazenado no seu HD para o site, ou escolher o item Add a Pin, e colar a URL de um site e esperar que o Pinterest busque quais imagens ou vídeos podem ser publicados na sua conta.
  • Com o Pin It Button a coisa fica mais automatizada. Você adiciona um link do Pinterest aos seus Favoritos do navegador (ou um app do iPhone). Depois disso, basta clicar nele enquanto estiver visitando um site que você quer compartilhar. É o famoso Bookmarklet.
O dia-a-dia
Bom, tudo pronto, tudo legal, tudo uma maravilha. E agora? O dia-a-dia no Pinterest lembra mais o Twitter do que o Facebook. Quando seus amigos começarem a povoar sua conta com o conteúdo deles, você pode republicar esse conteúdo (RePin), pode curtir (ícone de coração) ou comentar. Quando uma dessas três ações acontecerem na sua conta, você será notificado por e-mail e também em uma barra lateral na interface do Pinterest.
foto:mbsdigital.com.br

Espanha defende relação de igualdade e respeito com a América Latina

A Espanha deseja que a próxima Cúpula Ibero-americana de Cádiz represente o início de uma 'nova relação de absoluta igualdade' entre os membros desta comunidade, com respeito às ideologias de cada um. A afirmação é do presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy (foto acima), ao apresentar ontem em Madri a 22ª Cúpula Ibero-americana, que será realizada nesta cidade do sul da Espanha nos dias 16 e 17 de novembro.
O chefe do Governo espanhol - que será o anfitrião de sua primeira Cúpula Ibero-americana após chegar ao poder em novembro - afirmou que esta nova relação deve se basear em um 'respeito mútuo pelos processos democráticos de cada país'.
'Ninguém tem que renunciar a seus princípios, nem a sua ideologia própria, se coincidirmos no fundamental, que é o valor da liberdade, da democracia e do respeito aos direitos humanos. Assim é como poderemos deixar de lado qualquer desencontro que possa surgir e criar tensões', manifestou Rajoy em seu discurso na sede da Secretaria-geral Ibero-americana (Segib). No ato esteve presente o secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, que destacou que desde o início das cúpulas da comunidade em 1991, 'muita coisa mudou, é o mundo desenvolvido o que sofre a crise e a região ibero-americana deve ser parte da solução'.
A última cúpula, que aconteceu em Assunção no ano passado, foi desvalorizada pela ausência de metade dos líderes ibero-americanos, por isso o Governo espanhol quer voltar sua atenção a esta nova reunião em Cádiz.
Esta nova cúpula coincide com o bicentenário da Constituição elaborada em 1812 e que representa - segundo Rajoy - 'a origem da liberdade e o progresso de nossas nações', uma 'verdadeira revolução' na qual marcharam juntos a Espanha e a América. Entretanto, o presidente do Governo disse que 'é preciso ir em frente' e apesar de ser certo que a Espanha e a União Europeia têm muito a oferecer para a região ibero-americana, 'é preciso definir que protagonismo pode desempenhar a região ibero-americana na Espanha e na UE'.
No atual contexto de crise econômica, Rajoy defendeu aproveitar 'as oportunidades oferecidas pelos laços históricos, culturais e jurídicos' para criar riqueza. Com este fim, entre as reuniões ministeriais que acontecem antes da Cúpula, ocupará um lugar de destaque uma reunião de alto nível de assuntos econômicos, presidida pelos ministros de Economia.
Esta reunião será complementada por outras duas, de ministros de Indústria 'que analisarão o estado e futuro das Pequenas e médias empresas na região' e de ministros de Fomento. O presidente do Governo espanhol fez uma referência final à grave crise econômica vivida pelo país e se mostrou convencido de que Espanha a superará 'como a região ibero-americana superou o pessimismo dos que falavam sobre décadas perdidas'.

foto:paginaglobal.blogspot.com

Começa hoje entrega da declaração do Imposto de Renda


Os contribuintes poderão enviar hoje (1º), a partir das 8h, a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2012. Este ano, o programa gerador da declaração foi liberado mais cedo e desde a última sexta-feira (24) está disponível na página da Receita Federal na internet.
O contribuinte deve baixar ainda o Receitanet, aplicativo responsável pela transmissão dos dados, disponível no mesmo endereço.
Para facilitar o preenchimento , a Receita atualizou a página especial com o tutorial que simula o desenho de uma linha de metrô, em que cada estação representa uma etapa a ser cumprida até a entrega da declaração. Para encontrá-la,o contribuinte deve acessar o endereço:
www.receita.fazenda.gov.br/irpf2012.


A Receita também liberou um manual para o contribuinte e para os seus funcionários com perguntas e respostas sobre o preenchimento da declaração.
Pela Instrução Normativa 1.246, estão obrigados a declarar os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 23.499,15. Os valores em 2012 foram corrigidos em 4,5%. Também deve declarar quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil.
Deve preencher ainda a declaração quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto, realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas ou obteve receita bruta com a atividade rural superior a R$ 117.495,75.
Para quem resolver fazer a declaração pelo modelo simplificado, o valor do desconto, que substitui todas as deduções de quem faz pelo modelo completo, está limitado a R$ 13.916,36 ante R$ 13.317,09 do ano passado ou 20% da renda sujeita a imposto.
Houve correção nas deduções por dependente, que passaram de R$ 1.808,28 para R$ 1.889,64. No caso da dedução com instrução, o valor subiu de 2.830,84 para R$ 2.958,23. Não há limites para despesas médicas e as deduções permitidas com a contribuição previdenciária dos empregados domésticos passaram de R$ 810,60 para R$ 866,60.
A multa continua a mesma para quem não declarar no prazo: mínimo de R$ 165,74. A Receita Federal espera receber este ano cerca de 25 milhões de declarações. Em 2011, foram enviados 24,37 milhões.
A declaração terá que ser apresentada entre 1º de março e 30 de abril pela internet ou entregue em disquetes nas agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil no horário de funcionamento das instituições ao público. Os contribuintes que entregarem no início do prazo, se tiverem direito à restituição, receberão nos primeiros lotes. O dinheiro do primeiro lote regular está previsto para 15 de junho e o último para 17 de dezembro.
O contribuinte deve ficar atento porque a restituição só será incluída no lote se a Receita não identificar inconsistências na declaração. Por isso, é importante fazer um cadastro no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) e verificar se houve algum tipo de problema com a declaração para corrigir o problema.

foto:turistamalemolente.com.br

Povos indígenas terão mais acesso à cidadania


Levar cidadania aos povos indígenas. É o que objetiva um termo de cooperação firmado pelo CNJ com diversas instituições para facilitar o acesso dos índios a documentos básicos. A iniciativa integra o projeto Cidadania, Direitos de Todos – criado pelo CNJ em 2010 para promover a expedição de documentação básica aos índios que vivem próximos a centros urbanos.
Assinaram o documento o presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso; a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), Maria do Rosário; o presidente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Roberto Gurgel; o Defensor Público Geral da União (DPU), Haman Tabosa de Moraes e Córdova; o presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Márcio Augusto Freitas de Meira; o presidente da Associação de Notários e Registradores do Brasil (ANOREG), Rogério Portugal Bacellar; e o presidente da Associação Nacional de Registradores das Pessoas Naturais (ARPEN-BR), Paulo Alberto Risso de Souza.

O projeto Cidadania, Direitos de Todos é desenvolvido pela Comissão de Acesso à Justiça e Cidadania do CNJ. O órgão é presidido pelo conselheiro Ney Freitas. Ele explicou que o termo de cooperação permitirá aos beneficiados acesso a direitos básicos, como à educação e ao mercado de trabalho. “O objetivo do projeto é garantir cidadania por meio da expedição dos documentos. Nas certidões de nascimento, por exemplo, constarão a aldeia de origem e a etnia dos índios”, disse o conselheiro.

Daniel Issler, juiz auxiliar do CNJ e um dos coordenadores do projeto Cidadania, Direito para Todos, também destacou a importância do termo de cooperação. “O projeto fornecerá documentos pessoais aos índios para que possam exercer sua cidadania. Esse também é um passo para se manter a cultura indígena de forma próspera e evitar conflitos”.

Esforços - Pelas cláusulas do termo de cooperação, as instituições parceiras terão que conjugar esforços “no sentido de assegurar cidadania aos povos indígenas mediante a expedição de documentação básica”. Também faz parte do acordo “divulgar a relevância do exercício da cidadania por parte dos índios e disseminar informações referentes à legislação vigente que regula o acesso à documentação civil ao indígena, garantindo a preservação de sua identidade social e cultural”. Outra obrigatoriedade é “mobilizar os recursos humanos e parcerias necessários para a realização das ações para a expedição de documentos pessoais aos membros das comunidades e aldeias indígenas”.

A primeira ação do Cidadania, Direito para Todos aconteceu ainda em 2010, nas aldeias urbanas Marçal de Souza, Darcy Ribeiro, Água Bonita, Tarsila do Amaral e Indubrasil, próximas a cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Na ocasião, foram expedidas 114 certidões de nascimento, 216 RGs, 217 inscrições no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e 78 carteiras de trabalho.

No ano passado, índios guarani kaiowá das aldeias Lima Campo e Kokue’y, próximas ao município de Ponta Porã, ainda no Mato Grosso do Sul, também foram beneficiados. Durante a ação, foram emitidos 586 documentos (241 certidões de nascimento, 55 RGs, 61 carteiras de trabalho e 128 inscrições no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e cerca de 100 Registros Administrativos de Nascimento de Índio).

Ainda em 2011, outra força-tarefa foi realizada nas aldeias de Bororó e Jaguapiru, em Dourados, também no Mato Grosso do Sul. Na ocasião, foram expedidos mais de 8.000 documentos – 1.000 Registros Administrativos de Nascimento de Índio, 5.500 certidões de nascimento, 310 carteiras de trabalho, 867 inscrições no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e 310 RGs. Ney Freitas anunciou que outras ações estão planejadas para abril, em Aquidauna (MS) e Manaus (AM). Deverão ser atendidos, respectivamente, 2.700 e 1.200 índios em cada cidade.

Reportagem de Giselle Souza
foto:vedeoscampos.blogspot.com

Conselhos profissionais conciliarão ações

Sonho que se sonha junto é realidade. Uma semente que com muito orgulho tenho a honra de dizer que ajudei a semear está dando frutos continuadamente. 
Conciliar é um dos caminhos que levam à Paz.



Cerca de 540 mil ações envolvendo os conselhos profissionais poderão ser levadas para a conciliação. Pela primeira vez, de forma sistematizada e sob coordenação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os conselhos que representam as categorias profissionais farão mutirões conciliatórios junto aos Tribunais Federais a fim de zerarem seus estoques de execuções fiscais na Justiça.
Só no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, que abrange 14 estados, são 170 mil ações desse tipo. Em 90% dos casos, as ações dizem respeito ao (não) pagamento das anuidades de seus integrantes.  

O assunto foi tratado ontem (29/2) em reunião por videoconferência, em Brasília, com os magistrados dos Tribunais Federais, o coordenador do Fórum dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas, José Augusto Viana Neto, o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Erivaldo Ribeiro, além dos representantes de conselhos regionais de classe e integrantes do Comitê Gestor da Conciliação do CNJ.

Na avaliação dos juízes federais, o mutirão dos conselhos de classe contribuirá para desafogar o Judiciário, mas também contribuirá para apaziguar a situação de profissionais em conflito com seus representantes de classe. “A maioria dessas ações é pouco expressiva; o resultado delas para o Estado também é inexpressivo, mas esses processos tendem a acumular os escaninhos da Justiça”, afirmou o desembargador Paulo Afonso Vaz, do TRF da 4ª Região.     

Até o final do mês, os representantes regionais de todo os conselhos se reunirão para discutir as propostas e orientações possíveis. “Acredito que com o respaldo do CNJ, a disposição dos conselhos em aderir aos mutirões será de 100%”, afirmou o coordenador do Fórum.
De posse dos resultados desses encontros, o CNJ formalizará um cronograma de trabalho para viabilizar os mutirões. “O que deve levar cerca de 60 dias”, concluiu o juiz Erivaldo Ribeiro, do CNJ. 

Reportagem de Regina Bandeira
foto:columbo2.cjf.jus.br