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09/01/2017

Qual é a melhor música para se concentrar no trabalho?

O ambiente de trabalho pode ser estressante e maçante todos os dias, mas há algo muito simples que pode ajudar os funcionários a relaxar: ouvir música.
Elas costumam facilitar a comunicação entre os trabalhadores, fomentam a criatividade e criam um ambiente mais relaxado para as atividades do dia a dia.
A música ainda pode ajudar a concentração dos funcionários em escritórios muito barulhentos, com muita gente falando, telefones tocando, etc.
Mas será que ela ajuda mesmo? E que tipo de música é a melhor para escutar nesses casos?

Conflito

"A maioria das pessoas, ao menos em condições de escritório, realiza melhor suas funções quando fica em silêncio", explica à BBC Nick Perham, psicólogo da Universidade de Cardiff, no Reino Unido - ele é especialista no efeito que os sons têm em nossa habilidade cognitiva.
Mas a chave, esclarece, está na interação entre a tarefa a ser realizada e a natureza do som. Se o que temos que fazer requer "compreender um texto ou interpretar informação semântica, vários estudos mostram que se o som de fundo tem fragmentos que podemos entender, isso é pior do que se escutarmos música sem palavras".
Nesse caso, o que acontece é um conflito entre a informação semântica que estamos tentando interpretar e a informação semântica do som que estamos tentando ignorar.
Isso significa que em alguns casos, escutar música pode ajudar nosso poder de concentração, mas sempre quando a música for instrumental (sem letra) ou quando ela for de um idioma que não compreendemos.
"Escutar música instrumental é tão bom quanto trabalhar em silêncio", disse Perham.
'Som branco'
Daniel Levitin, autor do livro "Este é seu cérebro sob os efeitos da música", concorda com Perham. Quanto mais cativante é a música, pior é para a concentração, e se tem letra, afirma Levitin, ela complica muito as tarefas verbais.
No entanto, o "ruído" de fundo, nem sempre tem um efeito negativo. Se são mais de três vozes, os sons "se anulam uns aos outros e se tornam acusticamente menos variáveis".
"É uma espécie de ruído branco, um murmúrio e, nesse caso, nos distrai menos", afirma Perham.

Tarefas mecânicas

No entanto, se a tarefa a ser executada é mais mecânica, como pode ser no caso de um trabalhador que realizou a mesma função por horas, escutar música pode trazer benefícios.
"Estudos feitos em fábricas há anos identificaram que a música pode melhorar o estado de ânimo e a motivação dos operários, que acabam fazendo melhor seu trabalho", disse Perham.
Isso se aplica a tarefas que são mais físicas e que não exigem muita habilidade mental.
Curiosamente, também funciona em caso de cirurgias médicas, segundo estudos recentes. Mas não em todo o processo, explica Levitin, que dá como exemplo o trabalho de um cirurgião que faz operações no cérebro.
"Nesse caso, a situação é semelhante a de um caminhoneiro que dirige por longas distâncias. Se tudo está bem, a tarefa em si (perfurar o crânio) é, de alguma maneira, chata e repetitiva, e você acaba precisando de algo que te mantenha psicologicamente estimulado", disse o especialista.
A música, porém, deve parar uma vez que o médico começa a trabalhar diretamente no cérebro.
"Há diferenças individuais e diferenças entre pessoas mais introvertidas e outras mais extrovertidas", explicou Perham.
"Os extrovertidos se sentem mais confortáveis em ambientes mais barulhentos, enquanto os introvertidos preferem o contrário."

fonte:http://www.bbc.com/portuguese/geral-38324222#orb-banner
foto:http://www.agendor.com.br/blog/musicas-para-melhorar-a-concentracao-no-trabalho/

11/01/2016

Morre, aos 69 anos, o cantor David Bowie após luta contra câncer


O cantor David Bowie (foto acima), um dos mais versáteis e inovadores nomes do rock e do pop desde os anos 1970 e autor de clássicos como "Starman" e "Space Oddity", morreu no domingo (10), aos 69 anos, após lutar 18 meses contra um câncer. Reservado com sua vida pessoal, a doença do artista só veio a público agora.
"David Bowie morreu hoje, pacificamente, cercado por sua família após uma luta corajosa de 18 meses contra o câncer. Ainda que muitos de vocês compartilhem nossa dor, pedimos que respeitem a privacidade da família neste período de luto", informou um comunicado divulgado por volta das 5h desta segunda-feira (11) na página oficial do cantor no Facebook.

Let's dance
Filho de Bowie, o cineasta Duncan Jones também se pronunciou em sua página no Twitter. "Muito triste em dizer que é verdade. Ficarei offline por um tempo. Amor para todos".
A morte de Bowie acontece apenas dois dias após o lançamento de seu mais recente álbum, "Blackstar", divulgado na última sexta-feira, quando também comemorou seu aniversário de 69 anos.
Durante anos houve nos círculos musicais rumores sobre a saúde do cantor, que fazia poucas aparições públicas. Bowie se manteve longe dos holofotes desde que passou por uma cirurgia cardíaca de emergência, em 2004, quando durante um show no Hurricane Festival, na Alemanha, encurtou o setlist ao sentir dores no peito. Do palco ele foi direto para o hospital, fazendo-o cancelar o resto da turnê do disco "Reality", e desaparecendo lentamente do olho público.
Desde 2004, ele realizou poucos shows, fez uma participação no show de David Gilmour em 2006, outra em um programa de TV com a banda canadense Arcade Fire. Seu último show havia sido uma atuação com fins beneficentes em Nova York em 2006.
"Camaleão"
Nascido David Robert Jones no bairro londrino de Brixton em 1947, Bowie aprendeu a tocar saxofone aos 13 anos. Conhecido por fãs e críticos como "o camaleão" da música pop, ele começou a tocar em bandas em 1962, aos 15 anos, mas só chegou ao estrelato em 1969, com "Space Oddity", seu primeiro grande hit. O sobrenome artístico Bowie surgiu para evitar confusões com Davy Jones, do grupo The Monkees, que começou a fazer sucesso em 1966. 
                                   Heroes
Logo depois, Bowie adotou um visual andrógino para se apresentar como o alter ego Ziggy Startdust, um extraterrestre bissexual que virou estrela do rock. Foi esse personagem que mostrou duas das obsessões do cantor: o teatro japonês kabuki e a ficção científica. Mas Ziggy foi apenas uma das variadas personalidades que Bowie adotou ao longo de sua carreira, como Aladdin Sane e o Duque Blanco.
Em 1975, Bowie chegou ao seu primeiro êxito nos Estados Unidos com a música "Fame", que escreveu junto com John Lennon, assim como com seu disco "Young Americans". Em 1981, junto ao Queen, compôs "Under Pressure".
Em 50 anos de carreira, Bowie lançou 26 discos de estúdio e vendeu 136 milhões de álbuns no mundo todo. Ele se tornou um dos artistas mais respeitados da cena pop, explorando os mais diversos gêneros, desde o glam e hard rock ao punk, psicodelia e música eletrônica. Para o biógrafo David Buckley, "ele penetrou e modificou mais vidas do que qualquer outra figura comparável".
Provocador, enigmático e inovador, ele se destacou por suas múltiplas habilidades como ator, produtor fonográfico e arranjador, além de ser venerado também como ícone da moda. Formado em teatro de vanguarda e mímica, Bowie também usou seu poder de camaleão no cinema e fez papéis delirantes, inesquecíveis ou que passaram sem ninguém perceber.
De vampiro e rei dos duendes a Andy Warhol e Pôncio Pilatos, ele teve suas atuações elogiadas, tendo participado de filmes como "Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída" (1981), "Labirinto - A Magia do Tempo" (1986) e "Zoolander" (2001), além de ter sido dirigido por cineastas como Martin Scorsese em "A Última Tentação de Cristo" (1988) e Christopher Nolan em "O Grande Truque" (2006).
                            Underground
Em 2006, o cantor anunciou que tiraria um ano sabático. Após dez anos de silêncio, Bowie "ressuscitou" em 2013 com o lançamento de "The Next Day", disco produzido pelo veterano Tony Viscontti, seu homem de confiança. E um ano depois lançou ao mercado a antologia "Nothing Has Changed" para comemorar meio século de carreira. 
Em 2013, o Museu Victoria & Albert de Londres dedicou a Bowie uma exposição que foi uma das mais bem-sucedidas de sua história. A mostra veio logo em seguida a São Paulo e bateu recordes de público, com um total de 80.190 visitantes.
Na semana passada, Bowie lançou o clipe de "Lazarus", um inquietante vídeo de quatro minutos de duração em que aparece com os olhos vendados, levitando na cama de um hospital psiquiátrico. O tema é baseado em uma peça de teatro que estreou recentemente no circuito off-Broadway, em Nova York.
Com tom por vezes fantasmagórico, em seu novo disco Bowie canta nas entrelinhas sobre vida e morte, reminiscências e visões e o universo bélico e espiritual. Como de praxe nos últimos anos, o cantor não deu entrevistas, nem divulgou informações sobre as letras. Segundo o saxofonista Donny McCaaslin, que acompanhou Bowie na gravação do disco "Blackstar", a faixa de dez minutos que dá nome ao trabalho é uma referência ao Estado Islâmico.
 
O músico foi casado com Angie Bowie, mãe de seu filho Duncan, e vivia desde 1992 com a modelo somali Iman Abdulmajid, com quem teve a filha Alexandria Zahra "Lexi" Jones, de 16 anos.



fonte:http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2016/01/11/morre-aos-69-anos-o-cantor-david-bowie.htm
foto:http://www.metro951.com/2014/10/david-bowie-lanza-su-coleccion-definitiva/

19/10/2015

King Size Blues Band: para gostos refinados

"Sem a música, a vida seria um erro." (Nietzsche)


Há dois anos, em 18 de outubro de 2013, Daniel Raffo festejou 25 anos do seu projeto KING SIZE, o qual ele criou juntamente com Alejandro Varela (que antes era músico de Don Cornelio y la Zona). Mais do que um projeto é a concretização do seu sonho de ser a primeira banda de blues tradicional da Argentina. 

Durante os seu dois primeiros anos, a banda, que então era um quarteto, fazia tributos aos guitarristas do blues britânico, como  Peter Green e Eric Clapton, fazendo apresentações com o repertório destes dois grandes nomes. Neste período também gravaram os primeiros demos, na escola/estúdio de David Lebón, y grabando primeros demos, en la escuela/estudio de David Lebón por Miguel “Vilanova” Botafogo. 
E foi Miguel “Vilanova” Botafogo, em 1988, o primeiro músico argentino que convidou Daniel Raffo a atuar como guitarrista, junto com Gabriel Jolivet (Dulces 16) na gravação de uma das canções do disco “Banda de Garage“ de Durazno de Gal. 

Em 1990 a banda passa por transformações, com a saída e entrada de outros músicos. Entram Oscar “Pipo” Pérez na bateria, o grande Tom Willams como cantor frontman e Fabián Yajid no baixo (grandes amigos de Raffo hoje em dia), além de Patricio Vega e Andrés Herrera. Época dos bronzes e o amor por Texax (o original e não o que que se conhece na atualidade), tributos a artistas como Johnny Guitar Watson, T-Bone Walker e um amor incondicional por Clarence Gatemouth Brown (de quem tocavam muitas canções), Guitar Slim, sem esquecer do rei BB King, a quem foram os primeiros a render um tributo em 1992 como uma grande banda de 12 músicos. 




Segundos os críticos naquele fase "la banda ya tiene un formato, sonido y repertorio refinado elegido que la distingue de cualquier otra antes y hasta ese momento, coqueteando muy pocas veces con la música Soul a la que Daniel Raffo ama." 

Apelidada de Banda de “covers” por muitos colegas, por não traduzir as músicas para o espanhol e cantá-las no idioma original, Daniel Raffo mesmo assim seguiu fiel a a seu projeto e a seu gosto, mantendo vivo o espírito do blues na Era do Pop, o que não é nada fácil. Mas ele não se amedrontou , "sino aún más, acrecentó esa fidelidad donde prefirió sostener su vida con otros trabajos para focalizarse aún más en el Blues del cual hoy y desde hace años lo sustenta." 




Dos anos 90 até hoje muitos músicos passaram pela King Size, todos eles com um denominador comum, o amor pelo Blues, com estilos para todos os amantes deste gênero e orgulhosos de fazer parte (ou terem feito parte) do que Daniel Raffo chama de "La Familia King Size". 






fonte:http://www.taringa.net/comunidades/blues/7978515/25-anos-de-King-Size-Blues-el-proyecto-de-Daniel-Raffo.html