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06/06/2017

Fortaleza: O raio-X das mortes na capital mais perigosa do Brasil para adolescentes

Era noite de festa junina no Bom Jardim, bairro pobre da periferia de Fortaleza. Um rapaz loiro, que completaria 19 anos dali a quinze dias, saiu para encontrar os amigos na rua.
Filho de um professor de caratê e de uma atleta do mesmo esporte, não gostava de luta. Preferia futebol, e dias antes, num jogo com colegas de rua, driblara o valentão do bairro. Os colegas tiraram onda: "Perdeu desse loirinho, vai ganhar de quem?"
Mas o valentão não gostou da piada. Era dono de arma, chefe de gangue - onde já se viu ser driblado assim? No sábado, 20 de junho de 2015, o valentão e dois outros homens mataram o loirinho com um tiro que entrou pelo rosto e saiu pela nuca. "Até hoje não me conformo, nunca vou me conformar", contou a mãe do rapaz à BBC Brasil.
Enquanto o crime do Bom Jardim completa dois anos, Fortaleza repete um título sinistro: o de capital brasileira onde mais são assassinados adolescentes de 12 a 18 anos. Estudo divulgado nesta semana pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que Fortaleza é a capital com o maior IHA (Índice de Homicídios na Adolescência).
No Brasil, o IHA subiu de 2,8 em 2005 para 3,65 em 2014 (crescimento de 30%). Em Fortaleza, saltou de 2,35 em 2005 para 10,94 em 2014 - crescimento de 365%.
Com base nos dados de mortalidade do Sistema Único de Saúde, o índice estima, em cada grupo de mil adolescentes que completaram 12 anos, quantos não chegarão aos 19 anos, pois serão assassinados antes disso. Pela estimativa atual, 43 mil adolescentes devem morrer no Brasil até 2021 se as condições atuais forem mantidas.
O IHA foi criado em 2007 e resulta de parceria entre Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Unicef, Laboratório de Análise da Violência (Lav-Uerj) e Observatório de Favelas.

Caleidoscópio do país

A mortandade de adolescentes em Fortaleza tem de ser entendida no contexto do que os especialistas chamam de "nordestinização" da epidemia de violência no país, com aumento de homicídios em toda a região. Entre as regiões brasileiras, o maior índice de homicídios de adolescentes está no Nordeste.
Dos dez Estados brasileiros com mais altos índices de assassinato na adolescência, oito são nordestinos - e o Ceará tem o IHA mais alto do país. Outro relatório divulgado nesta semana, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), contabilizou 59.080 homicídios no Brasil em 2015 e também destaca o alto número de casos no Nordeste.
Segundo especialistas consultados pela BBC Brasil, o aumento do número de homicídios na região está associado à urbanização desordenada e à reorganização dos mercados ilícitos no Brasil.
De tráfico de drogas a roubo de bancos, carros e cargas, as cidades nordestinas viveram a partir dos anos 2000 o que cidades como Rio e São Paulo conheceram a partir dos anos 1980 e 1990, com maior organização das quadrilhas e onipresença de armas de fogo.
O coordenador do Unicef para os Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí, Rui Aguiar, disse à BBC Brasil que os rearranjos dessa migração criminosa se juntam a muitos anos de exclusão das populações mais pobres, empurradas para a periferia das grandes cidades e aglomeradas em bairros onde faltam saneamento, lazer, escola de qualidade e oportunidades de emprego.
"Essa é uma construção de pelo menos duas décadas de exclusão. São 20, 30 anos de políticas que não oferecem nada à população. Faltam políticas voltadas para a adolescência, e o panorama em Fortaleza é uma espécie de caleidoscópio do que acontece no resto do país", afirma.

Nos conflitos de território, mortes a 500 metros de casa

Em 2013, as mortes provocadas pelas chamadas causas externas (acidentes e violência) superaram todas as outras em Fortaleza. Em 2015, o governo do Ceará lançou o Pacto por um Ceará Pacífico, para tentar implementar políticas de redução de mortalidade.
No ano seguinte, surgiu o Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, uma parceria entre governo, Assembleia Legislativa, Unicef e entidades da sociedade civil.
Um dos primeiros projetos do comitê foi realizar uma pesquisa sobre as vítimas dos homicídios de 2015, ano em que 630 adolescentes de 12 a 18 anos foram mortos no Ceará, sendo 312 em Fortaleza. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social.
Os resultados estão no relatório Trajetórias Interrompidas, lançado na última segunda-feira na Assembleia Legislativa do Ceará. O levantamento mostra, para além dos números gerais de homicídios, como se constrói, na capital cearense e em mais seis cidades do Estado, a matança cotidiana de um grupo especialmente vulnerável, os adolescentes com menos de 19 anos.
A primeira descoberta foi geográfica: em Fortaleza, em metade dos casos investigados, os adolescentes foram assassinados a 500 metros de casa; 73%, no próprio bairro. De todas as mortes, 44% aconteceram em apenas 18 dos 119 bairros da capital, 3% da área da cidade.
O perigo tão perto de casa se explica: 54% dos homicídios investigados pelo comitê resultaram de conflitos de território, como são conhecidos os conflitos na própria comunidade, seja entre grupos de traficantes e outros criminosos, seja entre gangues, seja por vingança, crimes passionais ou desavenças pessoais - como o drible que resultou na morte do rapaz do Bom Jardim.
Pelos dados da pesquisa, 40% dos adolescentes mortos mantinham algum tipo de conflito no território em que viviam; 53% deles já haviam sofrido ameaças.
As chamadas "mortes por engano" - crimes por encomenda que acabam vitimando alguém que não era o alvo inicial- respondem por 14,38% dos assassinatos e têm se tornado cada vez mais comuns.
"Chamam morte por engano, como se aquela fosse a morte errada e houvesse a morte certa", indigna-se o educador Joaquim Araújo, que percorreu os bairros de Fortaleza para a pesquisa.
Numa das casas, numa viela entre os bairros de José Walter e Planalto Ayrton Senna, uma mãe contou que o filho de 17 anos fora morto não perto, mas na porta de casa, e até hoje não se sabe o motivo. Entre as suspeitas, os ciúmes do ex-marido da namorada do rapaz e a possibilidade de ele ter sido confundido com um primo, envolvido com roubo de cargas e ameaçado por rivais.
"Eu ouvi o tiro que matou meu filho", contou a mãe do rapaz aos pesquisadores do comitê, que ainda viram o buraco de bala na porta. Como ela, muitas mães falam dos tiros: 94% dos assassinatos foram cometidos com arma de fogo.
O coordenador da pesquisa, Tiago de Hollanda, disse que o levantamento tentou dar voz às famílias, pois muitas se sentiam pressionadas pelo fato de os filhos assassinados terem algum envolvimento com a criminalidade. Destaca que, diferentemente do que se especulava, dívidas por drogas foram citadas como causa de menos de 13% dos homicídios.
Coordenador do serviço de epidemiologia da Secretaria de Saúde de Fortaleza, Antonio Lima é especialista nas chamadas arboviroses, como dengue e zika. Acompanhou a pesquisa com um olhar médico e descobriu que os bairros com maior número de homicídios são os mesmos onde há mais sífilis, tuberculose e gravidez adolescente. Provou com números a superposição dos mapas de violência e de um sem-número de ausências - saúde, escola, emprego, lazer.
Pelos números da pesquisa, dos adolescentes mortos em Fortaleza, 55% eram filhos de mulheres que foram mães na adolescência; 64% tiveram amigos assassinados; 73% abandonaram a escola pelo menos seis meses antes da morte; 55% haviam experimentado algum tipo de droga (lícita ou ilícita) entre 10 e 15 anos; 73% sofreram violência policial anterior.
"Nesses assentamentos precários, áreas de altíssima densidade demográficas, as pessoas estão sujeitas a um conjunto de agravos. É muito difícil pensar em redução efetiva de violência sem mudar essas questões socioeconômicas. Porque, para a classe média, o que gera sensação de insegurança é o crime contra o patrimônio, que não é tão alto em Fortaleza. Mas essa juventude está morrendo", afirma Lima.
O relator do Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, deputado Renato Roseno (PSOL-CE), destaca que, como ocorre no resto do país, os homicídios em Fortaleza atingem prioritariamente uma parcela específica da população.
"É um genocídio de jovens pobres, negros e do sexo masculino, num quadro de vulnerabilidade social em territórios mais pobres, junto com uma cultura de violência e a forte evasão escolar."

Impunidade e indiferença

O relatório traz várias recomendações, como garantir a proteção das famílias dos jovens, melhorar a qualidade de vida nesses bairros, com saúde, escola e oportunidades de emprego, investigar e punir os responsáveis pelos homicídios, capacitar a polícia para fazer abordagens adequadas e reduzir a violência policial.
Isso embora, diferentemente do que acontece em outras capitais, apenas 4% das mortes de adolescentes estejam relacionadas a conflitos com policiais e outros agentes da lei. Ao mesmo tempo, há casos de grande repercussão, como o da chacina de Messejana, em novembro de 2015, em que policiais militares foram denunciados pelas mortes de 11 pessoas (sete delas com menos de 18 anos).
A vice-governadora do Ceará, Izolda Cela, afirmou à BBC Brasil que o alto número de homicídios de adolescentes era um problema já evidenciado e motivou uma mobilização envolvendo vários segmentos da sociedade. Ela cita o Pacto por Ceará Pacífico como exemplo de política pública pensada para a questão.
A vice-governadora disse que o Estado tem investido em projetos relacionados à redução de homicídios, como ocupação dos territórios, busca ativa dos jovens de 15 a 17 anos que estão fora da escola, combate à evasão escolar e compromisso de punir os responsáveis pelas mortes. Afirmou, porém, que o combate à impunidade tem de se transformar em bandeira de todo o sistema judicial brasileiro.
Ao longo da pesquisa, foram analisados 1.215 casos de homicídios de adolescentes ocorridos em Fortaleza de 2011 a 2016. Só em 2,8% dos casos houve condenação dos responsáveis em primeira instância.
A equipe que percorreu os bairros de Fortaleza para localizar as famílias dos jovens assassinados também relata outra reação comum à pergunta sobre se haviam sido procurados por alguém do serviço público. "Muitas vezes ouvimos: vocês são os primeiros que aparecem aqui. Só houve indiferença", contou o educador Joaquim Araújo.
Para essas famílias, o sentimento de perda e saudade se misturou com o de revolta pela dor de crimes sem punição. A mãe do rapaz morto por causa de um drible no futebol disse à BBC Brasil, por exemplo, que o filho não tinha envolvimento com o crime.
"Ele não gostava de estudar, admito. Mas não fazia mal a ninguém." Depois da morte do filho, ela entrou em depressão. Evangélica e atleta, afastou-se de Deus e do caratê. Voltou há pouco tempo, quando retomou também o trabalho na confecção de roupas esportivas.
Diz ainda se lembrar dos tiros na rua, da gritaria, do rosto desfigurado do rapaz. Fez as pazes com a religião e está criando um neto, filho do filho assassinado. A saudade é companheira de todo dia: "Quando rezo pergunto a Deus qual o sentido de ter perdido meu filho".

Reportagem de Fernanda da Escóssia
fonte:http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40140922#orb-banner
foto:https://tianguagora.blogspot.com.br/2016/09/motorista-e-esfaqueado-e-categoria-faz.html

29/04/2016

A trágica forma como os jovens estão morrendo na América Latina

Nem todos os casos estão registrados. Nem todos os governos querem divulgar a informação. E quando alguns deles a compartilham, sua exatidão e atualidade frequentemente são postas em dúvida.
Mas é certo que o problema dos assassinatos de jovens na América Latina se propaga como um vírus letal.
"Tudo o que ganhamos neste continente durante tantos anos em tentar evitar a mortalidade infantil por razões de saúde como diarreia e desnutrição, estamos perdendo quando eles chegam à adolescência", disse à BBC Mundo José Bergua, assessor regional de proteção da Unicef.
"Agora mesmo estamos todos muito preocupados e correndo atrás da zika neste continente. Vemos que os Estados Unidos e as Nações Unidas começaram a responder ao problema, o que me parece perfeito, mas há outros vírus que estão instalados ao nosso redor, como é o caso da violência. E a resposta está muito longe de ser satisfatória, não está sequer à altura do problema."
De acordo com os estudos mais recentes da Unicef e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a região América Latina e Caribe tem os mais altos índices de homicídios entre crianças e adolescentes do mundo.
O relatório Hidden in plain sight ("Escondido em plena vista", em tradução livre), publicado pela Unicef em setembro de 2014, é uma análise estatística da violência contra as crianças que inclui informação de 190 países.
Considerado o estudo mais completo sobre o tema até o momento, o relatório diz que, de acordo com estatísticas de 2012, homicídio é a principal causa de morte entre garotos de 10 a 19 anos em sete países da América Latina e do Caribe – Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Panamá, Trinidad e Tobago e Venezuela.
Nestes países, os homicídios superam as mortes por acidentes de trânsito e doenças não transmissíveis.
No Brasil, do total de 56.337 homicídios ocorridos em 2012, 57,6% tiveram com vítimas jovens com idade entre 15 a 29 anos. Destes, 93,3% eram homens e 77%, negros.
Os dados são do relatório Mapa da Violência, compilado com base no Datasus de 2012 – dado mais atual disponível.
Em 2012, mais de 25 mil vítimas de homicídios na América Latina e Caribe tinham menos de 20 anos, "o que representou cerca de 25% de todas as vítimas de homicídios no mundo".

'Devastador'

"Meu filho tinha 18 anos. No dia em que morreu, tinha saído com os amigos. Eles estavam em um táxi quando dois ladrões os abordaram. Como o táxi não parou, eles atiraram e a bala atingiu meu filho na nuca. Ele estava sentado no banco do carona", disse Gentil Ortiz, da Colômbia, à BBC Mundo.
"Isso é a coisa mais difícil que pode acontecer com um ser humano."
E depois de um longo silêncio, conclui: "Enterrar os filhos... Isso é devastador".
"Eles o mataram há três anos. Ele só tinha 20 anos", diz Ana, uma mãe hondurenha que pediu para não ser identificada. "Ele foi confundido (com outra pessoa). Chegou do trabalho, estava tomando banho e o tiraram do banho. Membros de gangues o mataram."
"Isso não se apaga nunca", diz, após desculpar-se pela falha na voz. "É uma dor que a pessoa sempre leva."
"Meu filho tinha acabado de cumprir 18 anos. Ele tinha saído com uns amigos para comprar algo em uma loja quando uns malandros começaram a atirar e atiraram nele", diz Ramón, da Venezuela, que também prefere não ser identificado.
"Geralmente, quando a pessoa escuta os tiros, vai ver quem é a vítima. Como aconteceu muito perto da minha casa, vieram me avisar. Assim como havia acontecido com outros, esse dia infelizmente chegou para mim: a vítima era meu filho. Não consegui mais vê-lo com vida. Nós o levamos para o hospital, mas ele já estava morto", relembra

Buchas de canhão

Durante 24 anos, a professora Julia Edith Cardozo Leal educou crianças e adolescentes de algumas das comunidades mais afetadas pela violência no município de Neiva, no sul da Colômbia.
"Calculo que perdi mais de 10 alunos por mortes violentas", disse à BBC Mundo.
"Houve uma morte que me impactou muito: um garoto, que acabava de voltar da escola, estava com sua mãe e sua irmã fora de casa. Eles estavam conversando quando chegaram dois sujeitos em uma moto. Um deles se abaixou e perguntou pelo irmão do meu aluno. O garoto respondeu: O que você quer, se ele não está? E o sujeito respondeu: 'Ah, tem uma coisa para você também. Tome!' e atirou nele na frente de sua mãe."
Horas antes, o adolescente estava na sala de aula com Cardozo. Ela descobriu o ocorrido na manhã seguinte.
"É muito triste ouvir as histórias que as crianças contam quando chegam à escola. Eles falam do que aconteceu no dia ou na noite anterior: 'Vimos que a polícia entrou na casa do colega tal...'. Às vezes não querem que a gente escute, se intimidam e se calam, mas em outros momentos eles nos contam."
"Certa vez, um garoto me disse: 'Professora, sabe quantos tiros deram em fulano? Lembra? Aquele de quem eu falei outro dia'. Outro garoto me contou que viu quando homens em um carro passaram dando tiros em sua vizinhança. Esses testemunhos são tristes e terrivelmente frequentes."
Ela diz ainda que criminosos costumam usar garotos em alguns setores para vigiar o entorno em que eles operam.
"Desde pequenos, dizem para eles: 'Esperem na esquina, quando a polícia vier, corram e nos avisem'. E em troca dão doces ou uma porção pequena de maconha. Mas quando começa o enfrentamento, seja com autoridades ou com um grupo rival, esses garotos ficam no meio. Muitos morreram e outros ficaram deficientes."

'Epidemia'

Uma garota de 5 anos foi morta por uma bala perdida em Petare, um dos bairros mais perigosos de Caracas, a capital venezuelana.
"Ela estava dormindo em sua caminha quando começou um tiroteio na rua. A bala atravessou a parede de sua casa e a atingiu diretamente na cabeça", disse à BBC Mundo Gloria Perdomo, coordenadora da ONG Observatório Venezuelano de Violência (OVV).
A insegurança na Venezuela é alarmante, segundo organizações de direitos humanos nacionais e internacionais, que identificam Caracas como uma das cidades mais perigosas do mundo.
"Há um contexto social que faz com que nas comunidades mais afetadas pela violência o crime seja visto como algo atraente. Muitos jovens se deslumbram quando um criminoso lhes oferece a oportunidade de ganhar uma quantia considerável de cinco ou seis salários mínimos em apenas uma noite para cometer um crime", afirma Perdomo.
Para a especialista, no entanto, a violência na Venezuela não está ligada apenas à impunidade. A normalização da violência faz com que os homicídios de jovens em países da região pareçam inevitáveis.
Para José Bergua, da Unicef, a desigualdade que caracteriza as grandes cidades da região é uma das principais responsáveis pela violência.
"Muitos de nossos jovens estão crescendo em sociedades que não lhes oferecem oportunidades. Deixam a escola muito cedo e suas expectativas de integração são mínimas. Tudo o que têm a seu redor os leva aos caminhos da violência", diz José Bergua.
Por isso, em sua opinião, a violência contra os adolescentes deve ser vista como uma doença, um vírus, uma epidemia "que é possível curar e prevenir".

Reportagem de Margarita Rodríguez
fonte:http://www.bbc.com/portuguese/geral/2016/04/160428_morte_jovens_latam_mr_cc#orb-banner
foto:https://www.clickpb.com.br/mundo/em-numeros-absolutos-onu-diz-que-brasil-e-o-pais-com-mais-homicidios-na-america-latina-136422.html