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13/10/2013

Inglaterra estuda elevar maioridade penal para 12 anos


Tramita no Parlamento do Reino Unido um projeto de lei para aumentar a maioridade penal na Inglaterra. A proposta é subir dos 10 para os 12 anos o início da responsabilidade criminal de uma criança. O texto foi apresentado em maio deste ano e ainda não tem data prevista para passar pela primeira votação pelos deputados, que é um dos pontos determinantes sobre o futuro de um projeto de lei no país.
Atualmente, uma criança de 10 anos que comete um crime pode ir parar atrás das grades. A diferença é que o sistema prisional na Inglaterra é dividido em três faixas etárias: adolescentes de até 17 anos, jovens de 18 a 25 anos e todos os condenados a partir dos 26 anos. Até os 17 anos, se condenado, o menor cumpre a pena em presídios desenhados especialmente para menores de idade. No começo do ano, o governo anunciou um plano para reforma o sistema prisional dos menores para focar mais na educação e garantir que, uma vez em liberdade, possam ser reinseridos na faculdade.
A idade em que uma criança pode responder pelos seus próprios atos vem mudando ao longo dos anos na Justiça inglesa. A tendência é de, cada vez mais, aumentar a maioridade penal. Ainda assim, é impensável imaginar que a Inglaterra chegaria até os 18 anos, como acontece no Brasil. Histórica e culturamente, o país entende que praticamente todo mundo que comete um crime tem de pagar por isso.
Até meados do século XX, uma criança de sete anos já podia sentar no banco dos réus caso fosse acusada de algum crime. Nessa época, não existia no país nenhuma lei que fixasse a maioridade. Quem ditava a regra era a jurisprudência, que dizia que dos sete até os 14 anos uma criança era presumidamente incapaz de responder criminalmente, mas essa presunção podia ser derrubada. Era só a acusação comprovar que o menor tinha consciência de que o crime cometido era algo errado.
A primeira lei no país sobre o assunto surgiu em 1930 e elevou a maioridade penal para os 10 anos. Ainda assim, durante décadas, a Justiça continuou aplicando a jurisprudência de que, até os 14, o menor era presumidamente incapaz. Em abril de 2009, essa jurisprudência foi derrubada e passou a valer o texto da lei, que fixa a idade da responsabilidade criminal em 10 anos.
A questão é que, se boa parte dos ingleses parece feliz com o limite imposto, cientistas e organizações não governamentais vêm defendendo que uma criança com apenas uma década de vida sequer tem maturidade para saber que o que fez é errado. Em dezembro de 2011, um grupo de cientistas da Royal Society propôs a revisão da maioridade penal.
Em um estudo divulgado no país, a organização argumentou que o cérebro de um ser humano não está totalmente desenvolvido aos 10 anos de idade. O córtex, por exemplo, que é responsável por tomar as decisões e controlar os impulsos, só pode ser considerado maduro perto dos 20 anos. Os cientistas, no entanto, não apontaram qual seria a idade ideal para estabelecer a responsabilidade criminal. Para eles, definir um número é difícil porque cada ser humano se desenvolve num ritmo.
Desafios do julgamento
Um dos grandes desafios no Judiciário inglês é como tratar menores criminosos. Se, por um lado, a Justiça entende que uma criança de 10 anos que agride o amigo pode ir para a cadeia, por outro, os julgadores concordam que um pré-adolescente é incapaz de entender as formalidades do processo penal.

Em maio de 2010, por exemplo, os procedimentos num tribunal do júri de Londres tiveram de ser adaptados para que os dois réus, um menino de 10 e outro de 11 anos, entendessem todo o julgamento. As sessões duraram duas semanas e foram divididas, ao longo do dia, em curtos períodos. Formalidades, como toga e peruca, foram dispensadas. A linguagem também foi simplificada o máximo possível. Os meninos assistiram ao julgamento sentados ao lado das mães.
Por lei, o adolescente de até 16 anos que é preso em flagrante pela Polícia tem algumas garantias por conta da idade. Entre elas está a obrigação de os policiais contatarem os pais da criança, que podem conversar com o filho preso. Em abril de 2013, a Corte Superior de Justiça decidiu ampliar essa garantia para abranger também aqueles que têm 17 anos.
A discussão foi levada à Justiça pela ONG Just for Kids Law, que oferece suporte jurídico gratuito para jovens em dificuldades. Para ilustrar a falha legislativa ao não oferecer tratamento diferenciado para menores de idade, a entidade relatou casos dramáticos. Em um deles, um jovem de 17 anos acabou se matando na delegacia de Polícia, onde estava detido sob a acusação de dirigir embriagado. Os pais só ficaram sabendo da prisão quando o filho já estava morto.


Reportagem de Aline Pinheiro

28/02/2011

Aviso importante do Dr. Rabinovich



Como já revelei neste blog, tenho a honra de fazer doutorado na Universidade de Buenos Aires (UBA) e mais ainda de ser uma das alunas do professor dr. Ricardo Rabinovich.
Juntamente com os outros professores do curso, amplia a cada aula meus conhecimentos e me impulsiona, com sua generosidade, a não cessar minha busca pelo saber.
Como todos que conhecem o Dr. Rabinovich já sabem, ele percorre os continentes participando de palestras, seminários e cursos.
A sua última viagem foi ao Equador, onde ministrou  de uma conferência na Pontifícia Universidade Católica do Equador (Não tudo é tartarugas, foto acima.) e do seminário sobre o direito humano de controlar a própria morte na Universidade Andina Simón Bolivar.Em breve o Dr Rabinovich estará na Colômbia para dar aulas em um seminário de Mestrado. Mas antes de partir o Dr.Rabinovich avisa:
"Encontramo-nos agora dedicados à análise das novas postulações para iniciar em abril, da reserva das vagas para esse período e da composição das turmas que nele irão nos acompanhar.
Aos efeitos de poder começar efetivamente a usar esta ferramenta, peço a todos os que já cursaram, por favor, que se comuniquem com seus colegas de turma e lhes perguntem se já estão inscritos no Grupo, para que, em caso contrário, o façam logo. Ainda falta a metade dos alunos inscreverem-se.
OBRIGADO DE CORAÇÃO PELA AJUDA QUE NESSE SENTIDO FORNEÇAM!!!
Um grande abraço a todos os membros desta querida família acadêmica!".
 
Dois momentos do Dr. Rabinovich
 
 

09/02/2010

Congresso de advogados de língua portuguesa em Lisboa


Estão abertas as inscrições para o congresso internacional que vai reunir as ordens dos Advogados de Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e a Associação dos Advogados de Macao. O encontro é promovido pela União dos Advogados de Língua Portuguesa (UALP) e acontece nos dias 22, 23 e 24 de março, em Lisboa.
O presidente da Ordem dos Advogados de Portugal, Antonio Marinho e Pinto, explica que o encontro visa debater, entre outros temas, as prerrogativas da classe e o papel do advogado e sua colaboração com o Judiciário nos diferentes países de língua portuguesa. Entre os convidados estão os presidentes dos Supremos Tribunais e procuradores-gerais dos países representados.
O congresso também vai aprovar um conjunto de recomendações a cada uma das Ordens e Associações membros da UALP. A comissão de honra do congresso será presidida pelo presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva. Dela, fazem parte os chefes de Estado dos oito países que integram a UALP e os antigos presidentes da Associação.
Os interessados em participar devem fazer a inscrição até 22 de fevereiro pelo site da Ordem dos Advogados de Portugal (www.oa.pt). O mesmo prazo vale para a apresentação de propostas a serem debatidas no congresso.

fonte: http://www.conjur.com.br/2010-fev-07/abertas-inscricoes-congresso-advogados-lingua-portuguesa


27/01/2010

Uma justa homenagem

"A vida continuará, queiramos ou não, depois de nossa passagem por ela. Os bosques seguirão produzindo oxigênio e frutos. Os mares continuarão nos proporcionando chuva e sal. As pessoas que amamos seguirão nos amando, talvez ainda mais do que quando estávamos aqui com eles. A árvore, a gota de água, o sentimento de amor estarão sempre aí colorindo a vida com todas as cores do arcoíris e com todas as misérias de nossas necessidades. Nada é mais alto ou menor. Tudo é o vivo, o que perdura, o que nos acolhe e nos recolhe (Joaquín Herrera Flores)".
As universidades espanholas UNIA e UPO realizam a partir de hoje (27.01) o seminário 'Historia de los Derechos' em homenagem ao professor Joaquín Herrera Flores, falecido em 2 de outubro de 2009, deixando uma lacuna irreparável na luta em defesa dos direitos humanos universais. Para Joaquín Herrera  a distinção entre categorias de Direitos Humanos, por níveis ou dimensões, atende aos propósitos da negação reiterada de garantias fundamentais aos segmentos não detentores do poder econômico. Na defesa deste pensamento ele dedicou sua vida. Tive a honra e o privilégio de conhecê-lo e ser sua aluna, oportunidade esta que fez a diferença em minha trajetória profissional e pessoal.  


(notícia da Europa Press)
"La Universidad Internacional de Andalucía (UNIA) y la Universidad Pablo de Olavide (UPO) celebrarán desde mañana y hasta el próximo viernes 29 de enero el seminario 'Historia de los Derechos: La interculturalidad y las luchas por la dignidad humana' en el marco del máster oficial en Derechos Humanos, Interculturalidad y Desarrollo de ambas universidades y en memoria del profesor de la Olavide Joaquín Herrera Flores, filósofo del Derecho, escritor e impulsor de una teoría crítica de los Derechos Humanos. 
Estas jornadas se celebrarán en la Fundación Tres Culturas y con ellas se pretende aportar "un nuevo punto de vista en las formas de abordar la historia de los derechos a partir de luchas concretas, a veces locales y periféricas, a veces globales o universales, no encontradas en las teorías tradicionales de los Derechos Humanos", según informó la UPO en una nota. 
El seminario contará con la presencia de renombrados especialistas de Europa y Sudamérica, tales como la asesora del departamento de Análisis y Estudios del Gabinete de la Presidencia del Gobierno de España, María José Fariñas; el profesor de la Universidad Federal de Santa Catarina (Brasil), Antonio Carlos Wolkmer, y la catedrática de Derecho Civil de la UPO, Rosario Valpuesta. 
El máster oficial en Derechos Humanos, Interculturalidad y Desarrollo, que ha obtenido una "muy favorable acogida" entre el alumnado, tiene como finalidad la construcción de una visión integral y contextualizada del concepto de Derechos Humanos en el ámbito europeo. Para ello, "conecta con los esfuerzos que desde Europa se están realizando para establecer vías de Cooperación al Desarrollo con América Latina" y, en este sentido, los objetivos genéricos son "establecer conexiones entre la normativa y la jurisprudencia internacional sobre DDHH y el establecimiento de condiciones materiales y endógenas de Desarrollo Económico en las dos regiones".


foto: antiblogdecriminologia...


07/01/2010

Coloque na agenda


VI Fórum Mundial de Juízes

O VI Fórum Mundial de Juízes será realizado de 22 a 24 de janeiro em Novo Hamburgo e Porto Alegre, antecedendo o Fórum Social Mundial, que acontecerá de 25 a 29 de janeiro. Organização do Poder Judiciário e Independência Judicial, Meio Ambiente, Sáude e Dignidade da Pessoa Humana, inclusive no local de trabalho, são os temas centrais do evento. Também serão debatidas as reformas processuais.