22/09/2014

"Perdeu, perdeu". Temida frase ecoa no RJ, cidade refém do crime e da corrupção


A polícia despreparada, sucateada e marginais audazes, bem armados. A combinação tem sido apontada pelos especialistas em Segurança Pública como uma das principais causas do aumento nos registros de assaltos e roubos a pedestres e veículos no Rio de Janeiro. Os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) nos últimos meses em torno desses crimes justificam a sensação de insegurança da população carioca, que está refém das ações de bandidos e, ao mesmo tempo, descrente da proteção de uma polícia atingida por escândalos de corrupção e acusações de atos violentos contra moradores.
A criminalidade no Rio de Janeiro, segunda maior população do país com 6.453.682 pessoas, de acordo com a mais recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atingiu índices alarmantes este ano. O ISP registrou, em janeiro, o maior número de casos de roubos dos últimos dez anos, 13.876. Na prática, isso significa que o primeiro mês de 2014 foi um dos mais violentos do governo Cabral. Em janeiro de 2007, quando o secretário de Segurança José Mariano Beltrame assumiu a pasta, o número de ocorrências dessa natureza era de 10.993, ou seja, 30% menor que a contabilidade que abriu esse ano de Copa do Mundo. A estatística inclui roubo a residência, coletivos, transeuntes, carros e celulares.
Concomitantemente, escândalos de corrupção e violência contra o cidadão vem à tona envolvendo policiais, instigando o clima de revolta dos moradores e gerando uma insegurança coletiva. Na semana passada, a Polícia Federal prendeu em uma ação de desdobramento da Operação Compadre, realizada em 2013, o coronel Alexandre Fontenelle, responsável pelo Comando de Operações Especiais (COE) e terceiro homem na hierarquia da PM. Fontenelle é acusado de comandar uma quadrilha formada por policiais em esquema de corrupção. 
O agora ex-comandante da PM estava, no momento da prisão, em um apartamento de classe média alta, no Leme, Zona Sul da cidade. Com ele, foram encontradas anotações que indicam que o esquema estava em atuante. Na contabilidade no caderno, R$ 27 mil eram distribuídos entre comparsas. O serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança afirmou que o grupo agia na área do 14º BPM (Bangu) e mantinha seus tentáculos também na região do 41º BPM (Irajá), de onde teria partido as primeiras ações criminosas, no ano de 2010.
Na última terça-feira (16), o major Edson Alexandre Pinto de Góes, subcomandante do COE, se entregou na 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), no Méier, Zona Norte, após ter seu nome relacionado no mesma esquema. Na residência do policial foram encontrados R$ 287 mil e joias. Foram presos ainda cinco oficiais e 16 policiais militares, totalizando 22 detenções. 
Em outro episódio recente, os cabos da PM Fábio Magalhães Ferreira e Vinícius Lima Vieira foram presos por uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), depois de o Poder Judiciário receber da Delegacia de Homicídios da Capital (DH) enviar ao órgão cópias de fotos e documentos sobre a morte do adolescente Mateus Alves dos Santos, 14 anos, e da tentativa de homicídio de outro menor, no Sumaré, Zona Norte, no dia 11 de agosto. Segundo o delegado da DH, Rivaldo Barbosa, um adolescente sobreviveu e fez a denúncia contra os PMs.
Em agosto, os PMs Gabriel Machado Mantuano, Renato Ferreira Leite, Wellington de Cássio Costa Fonseca e Anderson Farias da Silva, todos da UPP do Jacarezinho, foram detidos em flagrante no Batalhão Especial Prisional (BEP), no Subúrbio, suspeitos de praticarem crime sexual contra três moradores da comunidade do Jacarezinho, também Zona Norte, durante uma operação policiais realizada no mês anterior. As mulheres fizeram registro de ocorrência contra seis PMs. Dois outros foram presos administrativamente no quartel. 
Há dois meses, a Polícia Civil prendeu, em flagrante, seis policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro do Fallet e do Fogueteiro, na Zona Norte, suspeitos de terem matado Vítor Luiz Rodrigues, 38 anos, durante ação da polícia na Comunidade do Fogueteiro, no dia 26 de julho. Os policiais foram à Delegacia da Lapa (5ª DP) para registrar o caso como um auto de resistência [quando a pessoa é morta em confronto com a polícia], mas quando apresentaram uma pistola calibre 40 como sendo de Vítor, testemunhas afirmaram que Vítor não estava atirando contra os policiais.
Em março, policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) e agentes da Corregedoria da Polícia Militar (PM) prenderam três PMs acusados de integrar uma milícia que atuava em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e tinham sido condenados pela Justiça. O cabo José Marivaldo Santos Júnior, do 25º BPM, o 2º sargento Salatiel Antônio Ferreira Filho, lotado na Diretoria Geral de Pessoal (DGP), e o cabo Carlos Augusto Santos, do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA) foram detidos na operação complementar à Capa Preta I e II, realizadas em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, a quadrilha agia, pelo menos desde 2007, em diversos bairros de Caxias. 
Uma avalanche de casos graves contra os PMs do Rio nos últimos três anos mancharam a imagem da corporação e levaram o nome da Cidade Maravilhosa para além das fronteiras nacionais, mas através da violência pratica contra a juíza Patrícia Lourival Acioli, assassinada no dia 11 de agosto de 2011, na porta da sua casa, em Niterói. As investigações concluíram que o caso foi cometido por policiais militares, insatisfeitos com a atuação da juíza contra grupo de agentes que atuava em São Gonçalo, praticando homicídios e extorsões. Onze policiais foram condenados no caso, incluindo o então comandante do 7º Batalhão de Polícia Militar, Tenente Coronel Cláudio Luiz Silva. Nos anos seguintes, a imprensa internacional dava destaque a diversas ocorrências violentas em comunidades pacificadas do Rio, como os casos do pedreiro Amarildo, morador da Rocinha, e de Cláudia Silva Ferreira, que teve o corpo arrastado por 350 metros por um carro da PM, no Morro da Congonha, em Madureira, no Subúrbio. Cláudia morreu após ser atingida por um tiro, durante operação policial na comunidade. 
A partir das estatísticas do ISP, inclusive as que comprovam o aumento do número de homicídios, o especialista em Segurança Pública do Laboratório de Análise da Violência da UERJ, Ignácio Cano, avalia o cenário como negativo. Ele analisa duas situações distintas: a crescente onda de crimes urbanos e as denúncias contra policiais que estão vindo à tona nos últimos meses. 
Com a escalada da violência, Cano acredita que o público que fica mais vulnerável na cidade são as pessoas que vêem de fora e não estão acostumadas com os assaltos constantes. Ele observa que os pontos turísticos estão reforçados com policiamento ostensivo, então, as regiões que merecem maior atenção no momento são as zonas Norte e Oeste e a Baixada Fluminense. 
Já quanto às denúncias envolvendo policiais, Cano destaca dois aspectos, um positivo e outro negativo. Por um lado, os fatos desvendados nas operações que levaram PMs à prisão demonstram o empenho das autoridades em inibir esses crimes, que acontecem há muitos anos e é algo emblemático na corporação. No entanto, Cano também considera que as prisões dos policiais interferem diretamente na imagem da PM, levando a um descrédito que pode ser prejudicial nesse período de crise.  
Números revelam uma realidade assustadora
Observado os dados do ISP, o índice que mais aumentou nos últimos meses foi assalto a transeunte, classificado na planilha do órgão como "crimes contra o patrimônio". Confrontando os números divulgados nos estudos de agosto deste ano e do mesmo período em 2013, houve um aumento de 1.383 vítimas em 2014. No mês passado, 6.716 pessoas foram assaltadas no estado, contra 5.333 em agosto de 2013. Em julho de 2014, os assaltantes fizeram 7.235 vítimas, maior índice registrado no ano. 
Uma pesquisa de percepção divulgada no início de setembro pela ONG Rio Como Vamos, com base nos dados do ISP, reforça que os roubos de rua na cidade aumentaram 40% na comparação entre o segundo trimestre de 2013 e de 2014. Os número apontam para uma elevação de 8.667 para 12.090 registros nesse período. Neles estão incluídos roubos a transeuntes, de aparelho celular, roubos no interior de coletivo e de transporte alternativo. A entidade alerta as autoridades para os crescentes números, desde o primeiro trimestre de 2013. 
Os roubos de veículos, que incluem veículos comuns, de carga e motos, continuam a incomodar os moradores da cidade, segundo as estatísticas do órgão. A Rio Como vamos mostra que os registros subiram 27%, na comparação entre o segundo trimestre de 2013 e de 2014, saltando de 2.798 para 3.559 ocorrências. 
Um outro estudo do órgão mostra um aumento de 19% nos roubos de rua no município fluminense em 2013. Os dados, comparativos com a ano anterior, evidencia um salto de 31.297 ocorrências para 37.275 de um ano para o outro. Dados do Rio Como Vamos mostram que, quando se compara o último trimestre de 2012 ao de 2013, o aumento foi maior ainda, de 50%. As regiões mais atingidas no ano passado foram Botafogo, com 76%, Santa Teresa, com 68% e Barra da Tijuca, 68% das ocorrências. 
Uma outra pesquisa da ONG realizada em junho de 2013 revelou que os roubos de rua na Zona Sul representam a principal insatisfação dos moradores da região. Quarenta e nove por cento dos 1.500 entrevistados deram nota baixa (1 a 4) para a segurança de seus bairros. A Zona Sul é composta por 18 bairros, representando 10% da população do município, com 638 mil habitantes, segundo o Censo de 2010 do IBGE.
No entanto, o coordenador do curso de segurança pública da UFF, o antropólogo Lenin Pires, considera que o aumento dos assaltos e furtos está ligado a uma mudança nos padrões de crime. O que está acontecendo no Rio agora, segundo ele, é algo recorrente e uma adaptação do mercado do crime às ações das autoridades policiais. "Quando a polícia atua no combate ao crime, de uma forma programática, com recursos tecnológicos e humanos, provoca um efeito no mundo do crime, já que os marginais procuram reorganizar as suas ações para atender aos seus interesses", explicou o especialista.    
A partir desse contexto, Lenin diz que surgem as quadrilhas organizadas, que focam em diversas modalidades, como roubo de táxi, carros, e assim de acordo com os interesses dos criminosos naquele momento, para driblas as ações policiais. "Ou seja, é cíclico", conclui ele. 
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP)
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP)
Clero entra na estatística da criminalidade
No último dia 15, o Cardeal Dom Orani Tempesta entrou nas estatísticas da criminalidade no Rio. O arcebispo do Rio foi vítima de assalto à mão armada em Santa Teresa, no Centro, após celebrar uma missa e seguia, por volta das 20 horas, pela estrada do Sumaré em direção ao bairro da Glória, para participar de um debate na Rádio Catedral. Menos de dois quilômetros depois de sair da residência Assunção, o carro que seguia com o Cardeal foi interceptado pelos marginais, que obrigaram a todos os ocupantes do veículo a entregar os seus pertences.
Um dos assaltantes reconheceu Dom Orani e perguntou ao religioso se estava perdoado pelo ato. Com exceção do equipamento do fotógrafo da equipe de comunicação do Cardeal, todos os bens roubados foram deixados pelo caminho e foram recuperados, inclusive a batina de um seminarista, o cordão, o crucifixo e uma réplica do anel de ouro que Dom Orani recebeu do Papa Francisco, quando se tornou cardeal arcebispo, em cerimônia no Vaticano. Dom Orani seguiu sua agenda de compromissos enquanto os acompanhantes registraram um boletim de ocorrência e, segundo seu assessor, decidiu não comentar sobre o assalto. 
No dia 17 de agosto, um assaltante invadiu a Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, na Zona Sul, e rendeu o padre José Ricardo, conhecido carinhosamente pelo fiéis como padre Jorgão, além do ministro de eucaristia, Eduardo Janeiro do Amaral. O bandido havia assaltado um ponto comercial e se refugiou na igreja depois de trocar tiros com a polícia. 
A invasão aconteceu durante uma das missas de domingo, quando há uma concentração maior de religiosos na paróquia, localizada na Rua Visconde de Pirajá, principal via de acesso do bairro. A polícia interditou a via e o assaltante se rendeu sem fazer feridos. Fiéis deixaram a igreja em estado de choque e impressionados com a ousadia do marginal. 
No último domingo (14/9), um grupo de cerca de 40 pessoas interrompeu a missa celebrada pelo padre José Roberto Devellar, na Paróquia da Ressurreição, no Arpoador, também na Zona Sul, por volta das 18 horas. A correria era para fugir de um arrastão na praia do Arpoador, que fica nos fundos da paróquia.  
Padre Devellar está há 25 anos responsável pelas atividades religiosas na igreja e contratou há cinco anos um segurança para garantir a tranquilidade dos fiéis na saída das missas celebradas aos domingos a tarde. Além disso, o padre dá dicas aos católicos para evitar os assaltos nas mediações da igreja, como não levar bolsas e carteiras para o templo e evitar usar jóias. 
Segundo a religiosa Édna, que trabalha na secretaria da paróquia, a quantidade de pessoas que ocupam a frente da igreja nos fins de tarde aos domingos é enorme. É uma multidão que vem da praia em direção aos pontos de ônibus, localizados perto da igreja. Édna conta que sempre há tumulto e quando começa os arrastões, as pessoas usam o corredor ao lado da paróquia para fugir da praia para as ruas próximas ou procurar refúgio na igreja.   
"Vem muita gente também da Rua Rainha Elizabeth [em Ipanema] e do ponto de ônibus que fica na Raul Pompeia [Copacabana]. Durante a semana é tranquilo, mas fim de semana é perigoso. Por isso, a igreja tem seguranças aos domingos para a saída dos fiéis", justifica a religiosa, acrescentando que tem notado um aumento da violência na região nos últimos meses.
Moradores não sabem como evitar os assaltos
O que os cariocas mais temiam acabou acontecendo após a Copa do Mundo. O grande efetivo de policiais com a missão de blindar a cidade das ações criminosas durante o campeonato, foi recolhido para os seus postos originais, dentro dos quartéis ou outros municípios afastados do Centro e das regiões turísticas. "A gente já estava esperando isso acontecer [diminuição do número de policiais nas ruas]. Na mesma semana a gente reparou no aumento dos assaltos. Voltou tudo como antes", disse a presidente da Associação de Moradores e Amigos de Botafogo (AMAB), Regina Chiaradia.
Regina considera que o efetivo de policiais escalados durante a Copa para policiar a Zona Sul deveria ser mantido, já que os institutos de pesquisa apontam para um aumento da violência na região. "Nós moradores procuramos o batalhão [2o.BPM -Botafogo] para avisar que os assaltos iam crescer após a Copa, se eles retirassem os policiais das ruas. Foi exatamente o que aconteceu. A gente foi feliz e sabia que tinha prazo de validade", comentou Regina, relembrando o caso de um jovem baleado durante um assalto no bairro, logo após o fim do mundial. 
Os roubos de celulares e cordões de ouro, além de outros pequenos delitos, são as práticas mais comuns dos assaltantes nas ruas de Botafogo, de acordo com a presidente da AMAB. Ela aponta o Aterro do Flamengo e a Avenida Beira-Mar como o ponto mais crítico e perigoso. "Passear no Aterro depois que anoitece é ter certeza que será assaltado. Nem pensar", recomenda. 
Em Santa Teresa, no Centro, a demora para a reativação dos sistema do bondinho provocou o esvaziamento das ruas, agravado pela crise entre PMs da UPP e moradores insatisfeitos com o serviço, foi a combinação que culminou com o aumento da violência no bairro. A moradora Gabriela Mirrah observa a relação entre o fim do bonde e o aumento da insegurança. “Ultimamente a onda de assaltos cresceu, mais especificamente desde o final do ano passado. O fim do bonde afetou também. Tem pouco transporte em Santa, tem pouco movimento no bairro em relação a outros lugares, pouco policiamento, não tem comercio perto. Quando tinha bonde eles passavam toda hora, tinha mais movimento, mais bares, as pessoas se locomoviam mais”, diz ela. 
Perguntada pelos pontos mais perigosos do bairro, Gabriela aponta as escadarias e acessos aos Bairro de Fátima, a Rua Costa Bastos e as ruas de acesso à Glória como as mais visadas. Além da falta do bonde, a moradora destaca que o transporte que visa substituí-lo é ineficiente. “Existem três linhas 006, 007, 014, além do bonde. Foi criada uma linha nova específica para cobrir o bonde. Mas o bonde tinha um horário certinho e as novas linhas não tem um horário certo e param de passar cedo”, enfoca. Enquanto as obras para a volta do bonde seguem, no começo do mês algumas peças avaliadas em R$ 37,2 mil foram roubadas.  Diretor da Associação de Moradores de Santa Teresa (Amast), Alvaro Braga, aposta em uma revisão do policiamento na região como caminho eficiente para conter os números desenfreados de assaltos. “Temos basicamente duas UPPS no bairro. Essencialmente nos morros do Prazeres e Escondidinho e outro no Fallet, Fogueteiro e Coroa. Acreditamos que elas foram um ganho para o bairro. Ouvíamos muito tiroteio antes delas e essas coisas diminuíram muito. Mas o crime é um fenômeno social, ele é dinâmico, mutante. A política de segurança também tem que ser. A questão das UPPS tem que ser repensada, sofrer uma modificação. Está se tornando inviável, como está” ,diz ele.
A falta de efetivo dos batalhões é foi citada por Alvaro como um problema percebido pela população, com o esvaziamento de PMs nas ruas. “Está se criando o risco de termos duas polícias, a policia do asfalto e a policia do morro, enquanto o que precisamos é a integração de todas as policias, acabar com essa cidade partida”, analisa. Ele percebe que as viaturas da PM se concentram nas portas das comunidades pacificadas. “Por que eles não circulam também no resto do bairro? Os recursos são escassos e tem que ser utilizados da forma mais inteligente possível”, comenta. Depois disso, uma viatura fica 24h nas eminências dos canteiros.

Reportagem de Claudia Freitas
fonte:http://www.jb.com.br/rio/noticias/2014/09/21/perdeu-perdeu-temida-frase-ecoa-na-cidade-refem-do-crime-e-da-corrupcao/
foto:http://poesiarte.blogspot.com.br/2010_11_01_archive.html

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