17/07/2012

Deputados aprovam medidas de estimulo à economia brasileira

A medida aprovada reduz o custo da folha de pagamento para 15 setores e dá prioridade a produtos nacionais nas compras do governo.



A Câmara dos Deputados aprovou medidas de estímulo à economia. Tem redução de impostos sobre a folha de pagamento para vários setores. E hoje o congresso vota outras medidas, como o Plano Brasil Maior, que o governo considera fundamental para reaquecer a economia nesse momento de crise. E, para que os deputados votassem, o governo precisou, mais uma vez, prometer que vai abrir o cofre: vai liberar dinheiro para os parlamentares. Com a promessa, teve acordo.
A Confederação Nacional da Indústria comemorou a aprovação. “Essas medidas buscam reduzir os custos de produção do Brasil e dar maiores condições de competitividade para os nossos produtos enfrentrarem a concorrência, principalmente os produtos asiáticos”, afirma.
A votação foi em uma segunda-feira atípica, com mais de 300 deputados em plenário. A medida aprovada reduz o custo da folha de pagamento para 15 setores e dá prioridade a produtos nacionais nas compras do governo.
Nesta terça-feira os deputados devem votar a outra proposta do governo, que garante mais R$ 45 bilhões do Tesouro Nacional para o BNDES emprestar à indústria a juros mais baixos.
O acordo para garantir as votações veio depois de uma semana difícil, com muitas reclamações dos partidos de oposição. Nas negociações, o governo diz que vai liberar parte dos recursos para obras indicadas por deputados, tanto da base quanto da oposição.
“A proposta já estava na mesa desde a semana passada. Só que agora as garantias que foram dadas pelo presidente da Câmara deram mais conforto a oposição pra nós fecharmos o acordo. Negociação no Congresso implica diálogo, entendimento, ter a capacidade de ceder de lado a lado”, afirma o líder do DEM, ACM Neto.
“Acho que nós temos que destacar aqui a sensibilidade que a oposição teve neste momento. Não tinha mais porque nós esticarmos mais a corda neste debate, nesta discussão e não aprovar estas medidas importantes para o país”, explica o presidente da Câmara, Marco Maia.
O acordo deve facilitar a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que tem que ser votada nesta terça-feira (17) para que o Congresso entre em recesso.
O Congresso tem até a meia-noite para votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Sem a chamada LDO, não tem férias, não tem recesso parlamentar. Por isso tem sessão durante todo o dia.

foto:jangadeiroonline.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita e pelo comentário!