03/12/2011

Senado da Nigéria aprova punição a gays que casarem


O Senado da Nigéria, o país mais populoso da África (com mais de 160 milhões de habitantes) aprovou projeto de lei que criminaliza casamentos entre pessoas do mesmo sexo. O projeto de lei estabelece penas de 14 anos de prisão para homossexuais que casarem e 10 anos de prisão para quem for testemunha, ajudar a celebrar o casamento ou mesmo assistir a cerimônia, noticiam o Washington Post, o National Post e outras publicações. O projeto segue, agora, para a Câmara dos Deputados, para aprovação.
A futura lei, que deverá ser promulgada pelo presidente Goodluck Jonathan, também proíbe manifestações amorosas em público por casais gays, a formação de organizações homossexuais e a operação de clubes e bares gays. Qualquer infração a essas proibições também pode ser punida com penas de 10 anos de prisão. O projeto de lei prevê ainda que qualquer casamento entre pessoas do mesmo sexo, feito em outro país, não terá validade jurídica na Nigéria e a certidão de casamento deverá ser rejeitada pelos tribunais.
Enquanto vários países protestaram contra a discriminação a uma minoria e contra a violação de direitos humanos, o senador nigeriano Baba-Ahmed Yusuf Datt, do "Congresso para Mudanças Progressistas" mostrou que o nome de seu partido não combina com o que ele pensa: "Tais elementos na sociedade deveriam ser mortos", declarou ele, segundo o Washington Post. O presidente do Senado, David Mark, disse que o casamento gay "viola as tradições e costumes da Nigéria".
De fato, o homossexualismo foi banido na Nigéria desde que o país era uma colônia da Inglaterra. Gays e lésbicas enfrentam discriminação aberta e abuso no país dividido entre cristãos e muçulmanos, que condenam o homossexualismo quase que unanimemente, diz o Washington Post. No Norte do país, gays e lésbicas podem enfrentar a morte a pedradas, afirma o jornal.
No continente africano, vários países já definiram o homossexualismo como um crime a ser punido com prisão. A forma mais dura de punição foi proposta — mas não passou — pelos legisladores de Uganda, que elaboraram um projeto de lei que previa pena de morte para alguns gays e lésbicas. "Mesmo na África do Sul, onde pessoas do mesmo sexo podem se casar, lésbicas têm sido brutalmente agredidas ou assassinadas", diz o jornal.
Para o diretor do Programa para a África da Anistia Internacional, "a nova lei vai visar pessoas com base em sua identidade, não apenas por seu comportamento, e vai colocar um grande número de pessoas em risco de sanções criminais por exercer seus direitos básicos e por se opor à discriminação baseada puramente na orientação sexual real ou presumida ou na identidade de gênero", declarou.
Países da União Europeia condenaram a nova legislação nigeriana e alguns deles chegaram a oferecer asilo, com base em identidade de gênero, a minorias sexuais da Nigéria. A Inglaterra ameaçou, recentemente, cortar a ajuda financeira a países africanos que violam os direitos de seus cidadãos gays ou cidadãs lésbicas. Mas a ajuda econômica à Nigéria é pequena porque o país é um grande produtor de petróleo — um dos maiores fornecedores de óleo bruto aos Estados Unidos.
O presidente do Senado nigeriano fez pouco caso da ameaça, segundo o Vanguard. "Se algum país quiser parar de nos enviar ajuda porque vamos passar esse projeto de lei, que vá em frente. Somos uma nação soberana e temos o direito de decidir por nós mesmos e nenhum país pode interferir na maneira que administramos nosso país", declarou.

Reportagem de João Ozorio de Melo
http://www.conjur.com.br/2011-dez-02/senado-nigeria-aprova-projeto-preve-punicao-gays-casarem
foto:biblioteca.ifc-camboriu.edu.br

Proposta prevê eleições diretas nos tribunais


A Associação dos Magistrados Brasileiros aprovou no último dia 25 uma proposta de encaminhamento de anteprojeto de emenda constitucional que regulamente as eleições diretas para os integrantes da mesa diretora dos Tribunais, exceto o corregedor-geral, que é ocupada por órgão de controle disciplinar. Atualmente, os presidentes dos Tribunais Estaduais, do Trabalho e Federais são escolhidos apenas pelos desembargadores, enquanto a massa de juízes que compõem a base doi Judiciário ficam de fora. A proposta que a AMB deverá encaminhar ao Congresso através de um parlamentar, é de autoria da Associação dos Magistrados da Paraíba.
De acordo com a proposta, os tribunais deverão eleger seus órgãos diretivos, por maioria absoluta e voto direto e secreto. Poderão concorrer todos os membros do tribunal pleno, exceto para os cargos de corregedoria. Poderão votar todos os magistrados em atividade, de primeiro e segundo graus, da respectiva jurisdição. Os mandatos serão de dois anos, permitida uma recondução.
Atualmente, para a presidência e cargos da diretoria é utilizado o critério de antiguidade na Corte. Para a AMPB, tal situação demonstra a ausência de democracia interna no Judiciário e gera insatisfação entre a magistratura, sobretudo a de primeiro grau. Defendendo que a eficiência na gestão do Poder Judiciário deve ter como primeiro passo a democratização da forma de escolha dos seus gestores, a AMPB levou a questão ao Conselho de Representantes da AMB, que aprovou a proposta.
O texto do anteprojeto foi elaborado pela comissão formada pelo presidente da AMPB, Antônio Silveira, o presidente da Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (Amarn), Azevedo Hamilton, e pelo juiz Guilherme Pinto, também do Rio Grande do Norte. A proposta aprovada pelo Conselho da AMB (composto pelos presidentes das entidades de magistrados ligadas à associação nacional), será agora encaminhada ao Congresso.
Segundo o juiz Antônio Silveira Neto, “a atual rigidez das regras de eleições dos Tribunais faz com que não haja qualquer debate interno ou compromisso sobre os rumos administrativos do Poder Judiciário. Os cargos de presidente são ocupados por aqueles que, em razão do tempo de serviço judicante e sem qualquer esforço institucional, irão exercer a direção administrativa de seu Tribunal, representando o Poder Judiciário perante a sociedade”, afirmou o presidente da AMPB.
Para Silveira, “a participação dos juízes de primeiro grau na escolha dos Presidentes de Tribunais é de fundamental importância, em razão do contato que têm com usuários da justiça, advogados, promotores, etc, por conhecer e compreender não apenas os anseios da comunidade destinatária de seu trabalho, mas em especial por ter a necessidade de firmar compromissos em busca da eficiência do Poder Judiciário, no sentido de atingir metas e resultados”, verifica.
O juiz esclarece ainda que não há hierarquia entre juiz e desembargador, de modo que todos estão aptos para exercerem o direito fundamental de votar e escolher os seus dirigentes. Ele entende que os magistrados, tanto de primeiro quanto de segundo graus, são agentes políticos, ocupantes de órgãos de soberania, pois lhe são acometidas funções de administração da justiça em nome do povo, a partir da legitimidade oriunda da própria Constituição.
Conforme a AMPB, o texto do anteprojeto visa corrigir as deficiências do atual modelo de escolha dos dirigentes de Tribunais, tais como a ausência de participação de todos os membros do Poder no planejamento estratégico, na elaboração dos orçamentos e na definição e execução dos planos de ações administrativas; déficit de legitimidade dos dirigentes perante os demais membros do Poder, no caso os juízes de primeiro e segundo graus; carência de compromissos institucionais, na medida em que não há necessidade de elaboração de programas de governo nem de prestação de contas sobre o que se pretende fazer na administração do Judiciário; a ausência de qualquer projeto de governo do Judiciário que dê unidade de ação em todas as instâncias, resultando, conforme já pronunciou o Ministro Ricardo Lewandowski, num macromodelo jurídico hierarquizado e “baseado na mera antiguidade, engendrando uma estrutura que inviabiliza qualquer interlocução entre a base e a cúpula do sistema”.

fonte:http://www.conjur.com.br/2011-dez-02/proposta-emenda-constitucional-preve-eleicoes-diretas-tribunais
foto:ptjfelixonline.com

Viciados em tecnologia sofrem com dependência

Usuários de telefones inteligentes e tablets começam a sofrer no corpo os efeitos do uso excessivo de aparelhos de alta tecnologia, que se manifestam em males que refletem lesões relacionadas aos longos períodos de exposição a telas pequenas e à digitação em teclados minúsculos, alertam especialistas em saúde.
Segundo os médicos, estas lesões estão se tornando mais comuns, à medida que aparelhos de alta tecnologia vão se popularizando.
Na Grã-Bretanha, cada vez mais pessoas usam seus telefones inteligentes - na verdade, minúsculos computadores pessoais que cabem no bolso - para acessar a internet ao invés de fazer telefonemas.
De acordo com uma pesquisa recente YouGov, 44% dos britânicos usam seus celulares para atividades diferentes de telefonar entre 30 minutos e duas horas por dia. A pesquisa foi realizada em setembro com 2.034 adultos.
"Eu tenho um paciente que desenvolveu inflamação nos tendões de seu polegar por usar seu 'smartphone' e ficou impossibilitado de usar a mão durante semanas por causa da dor", disse Tim Hutchful, da Associação Britânica de Quiropráticos.
Sammy Margo, da Sociedade de Fisioterapia, explicou que os corpos das pessoas "não são projetados para ser usados desta forma".
"Os telefones são pequenos demais e têm teclados pequenos demais", acrescentou, observando que a dor nos membros superiores forçou um de seus pacientes a parar de enviar mensagens de textos e passar a utilizar um programa de reconhecimento de voz.
Além de lesões na mão, especialistas mencionam problemas entre usuários de celulares inteligentes e tablets devido à quantidade de tempo gasto com a cabeça inclinada sobre telas minúsculas.
"O peso médio da cabeça humana varia entre 4,5 kg e 5,5 kg", afirmou Hutchful.
Em uma postura ideal, na qual é possível desenhar uma linha vertical das orelhas até os ombros, quadris, joelhos e tornozelos, "o peso é distribuído de forma eficiente", explicou.
Mas se a cabeça permanece constantemente inclinada à frente para ver a tela, esta postura incomum faz a cabeça parecer cinco vezes mais pesada, aumentando a pressão em todo o corpo, afirmou.
Uma nova condição denominada "text neck" (algo como pescoço de texto, em alusão à dor provocada pela má postura ocasionada pela inclinação do pescoço por tempo prolongado) é a última manifestação de "lesão por esforço repetitivo" (LER), que afeta um em cada 50 trabalhadores na Grã-Bretanha.
LER é o nome dado ao grupo de lesões que afetam músculos, tendões e nervos, sobretudo do pescoço e nos membros superiores. É particularmente prevalente entre trabalhadores que passam longos períodos usando computadores e mouses.
Embora seja tratável, especialistas alertam que é essencial não ignorar os sinais precoces de manifestação da doença.
Na França, a LER é a principal causa de afastamento do trabalho.
Emmanuelle Rivoal, fisioterapeuta e osteopata radicado em Paris, contou ter visto um aumento no número de pacientes paralisados de dor "porque passam mais de cinco horas por dia em frente a uma tela".
Reforçando que não quer "demonizar os 'smartphones'", Hutchful deu algumas dicas para que os aficcionados por tecnologia evitem lesões, como manter o uso de celulares inteligentes abaixo de 40 minutos.
"Reduza seu uso ao mínimo, faça pausas regulares e analise formas diferentes de interação", como programas de reconhecimento de voz para enviar mensagens de texto, afirmou.
Na Grã-Bretanha, Margo destacou que o grupo em maior risco são as crianças e os adolescentes, que são usuários pesados dos últimos computadores e telefones.


fonte:http://www.correiodoestado.com.br/noticias/viciados-em-tecnologia-sofrem-com-dependencia_134194/
foto:diariodasaude.com.br

ONU reduz crescimento do PIB mundial para 2,6% em 2012

"Após dois anos de recuperação desigual da crise financeira, a economia mundial se encontra à beira de uma severa contração", diz a primeira parte do relatório "Situação e Perspectivas da Economia Mundial em 2012", apresentado na última quinta na sede das Nações Unidas em Nova York.
O estudo mostra "um crescimento anêmico" para 2012 e 2013, que está "longe de ser suficiente para lidar com a contínua crise de emprego vivida pela maioria das economias desenvolvidas e que afetará o crescimento dos países em desenvolvimento".
Elaborada pelo Departamento de Análise de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, a pesquisa indica ainda que as previsões do Produto Interno Bruto (PIB) mundial para os próximos dois anos podem ser "otimistas demais" persistir a crise de dívida na Europa persistir e não for resolvida "a crise do desemprego" nos dois lados do Atlântico.
"O fracasso dos políticos, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, para enfrentar a crise do desemprego e evitar a pressão da dívida soberana e a escalada da fragilidade do setor financeiro, representa o maior risco para o crescimento da economia mundial em 2012 e 2013", ressalta o relatório.
Os economistas das Nações Unidas preveem um 2012 pouco agradável, no qual será preciso estar ciente da evolução da crise de dívida, do andamento do setor bancário e da demanda de emprego, assim como da "paralisia que causa a estagnação política e as deficiências institucionais".
"Todas essas fraquezas estão presentes, mas uma piora de qualquer uma delas pode provocar um círculo vicioso que leve a uma grave instabilidade financeira e a um arrefecimento econômico", acrescenta o relatório. 

"A União Europeia (UE) e os EUA formam as duas maiores economias do mundo e estão profundamente conectadas. Seus problemas podem se propagar e se transformar em uma recessão global", destacam os economistas da ONU. Nos EUA, o crescimento do PIB será de 1,5% em 2012 e de 2% um ano depois, segundo a ONU, que alerta que a inanição pode ter graves consequências.
No caso da UE, a ONU projeta um crescimento do PIB de 0,7% para 2012 e de 1,7% em 2013, e salienta que economias tão grandes como as de França e Alemanha se encontram "perigosamente próximas de um arrefecimento" e as periféricas de "uma recessão mais aguda". A ONU acredita igualmente que as medidas de austeridade fiscal iniciadas em muitos países também são parte do problema.
"As duras medidas fiscais aplicadas em resposta a níveis de déficit fiscal e dívida pública relativamente altos estão debilitando o crescimento e as perspectivas de emprego", destaca o relatório. Segundo as Nações Unidas, a falta de crescimento das economias desenvolvidas tem efeito especial sobre as finanças de países emergentes ou em vias de desenvolvimento, que, no entanto, são definidas como "a força motriz da economia mundial", já que seu PIB crescerá em média 5,4% em 2012 e 5,8% em 2013.
O relatório evidencia que o crescimento na China e na Índia se manterá "robusto" apesar do descenso nos últimos anos: o PIB chinês avançará cerca de 9% nos dois próximos anos e o indiano entre 7,7% e 7,9% no mesmo período.
Chama a atenção, por outro lado, o enfraquecimento de Brasil e México na América Latina, com crescimentos estimados em 2,7% e 2,5%, respectivamente, para 2012. Em relação ao emprego, o documento frisa que "se o crescimento econômico dos países em vias de desenvolvimento permanecer tão anêmico como está previsto", os índices de desemprego não voltarão aos níveis anteriores à crise "até muito além de 2015".
A ONU calcula que o índice de desemprego nos países desenvolvidos em 2011 ficou em 8,3%, muito acima dos 5,8% de 2007, e mais de 15 milhões de trabalhadores estão há mais de um ano sem emprego, enquanto nos países em vias de desenvolvimento a recuperação foi mais sólida, tanto na Ásia como na América Latina.

fonte:http://economia.ig.com.br/criseeconomica/onu-reduz-crescimento-do-pib-mundial-para-26-em-2012/n1597392168117.html
foto:bodocongo.com

Greve geral na Bélgica contra medidas recessivas e ataques a direitos trabalhistas


A onda de manifestações na Europa em protesto às medidas de austeridade adotadas pelos governos em resposta à crise econômica  internacional atingiu hoje a Bélgica. Em Bruxelas, a capital belga, os principais sindicatos convocaram uma greve geral. A paralisação ocorre no momento em que o novo primeiro-ministro belga, Elio Di Rupo, assume o poder, depois de um ano e nove meses de governo provisório.
A crise econômica na Bélgica é acrescida por elementos da política interna, como a disputa de forças entre francófonos e flamengos. Porém, os belgas reagem às medidas de austeridade, anunciadas pelo governo, para garantir o pagamento das dívidas e empréstimos concedidos pela União Europeia.
Para as centrais sindicais belgas, a Federação Geral do Trabalho da Bélgica (cuja sigla é FGTB), a Confederação de Sindicatos Cristãos (cuja sigla é CSC) e o Sindicato Liberal (cuja sigla é CGSLB), as medidas de austeridade podem agravar a situação econômica e não combatê-la. A ideia é reunir 50 mil pessoas apenas em Bruxelas nas manifestações convocadas para hoje.
O orçamento belga estima que o déficit do Produto Interno Bruto (PIB) atinja 2,8% em 2012 e o alcance do equilíbrio orçamental em 2015. De acordo com dados de analistas belgas, 41% dos 11.300 milhões de euros de que o país necessita serão conseguidos por meio de reduções na despesa pública e 36% por intermédio de receitas fiscais (aumento de impostos e tarifas públicas).
Nos últimos dias, gregos, britânicos e portugueses saíram às ruas em protesto contra as medidas de austeridade adotadas em seus países. As centrais sindicais da Grécia, da Grã-Bretanha e de Portugal convocaram paralisação por 24 horas.


fontehttp://www.jb.com.br/economia/noticias/2011/12/02/belgas-convocam-paralisacao-geral-em-protesto-por-medidas-de-austeridade/
foto:topicos.estadao.com.br

02/12/2011

Autoescolas na Espanha cobram tarifa mais cara para carteira de motorista de alunas mulheres

A oferta era clara: 665 euros para eles e 850 para elas por todas as aulas necessárias para tirar a carteira de motorista. Uma mulher, que desejava obter a habilitação e estava comparando preços nas autoescolas de Zaragoza (nordeste da Espanha), encontrou esta promoção para jovens de 18 a 22 anos e decidiu agir: indignada, foi comunicá-lo aos escritórios da União de Consumidores de Aragão no início de novembro. O escândalo estava começando.
A associação comprovou a denúncia e observou que 18 autoescolas da região pertencentes às empresas Cromax, Las Fuentes e Zaragoza, franqueadas ao Real Automóvel Clube da Catalunha (RACC) ofereceram essa promoção desde o mês de junho passado até ontem. Isso é sexismo? É discriminação? É tudo isso e também ilegal, afirma a secretária de Estado de Igualdade em exercício, Laura Seara. É da mesma opinião a União de Consumidores de Aragão, que denunciou o fato à Direção Geral de Consumo do governo regional, cujo Instituto da Mulher o comunicou ao estatal.
No entanto, o presidente da Associação de Autoescolas de Zaragoza e proprietário de algumas das da ofertas, Carlos Bricio, se defende: explica por telefone que decidiram fazer essa distinção porque, segundo seus dados, as mulheres precisam de mais aulas práticas do que os homens: 50% a mais para conseguir aprovação. E acrescenta a seu favor que, apesar disso, a oferta só era 30% mais cara para as candidatas. Bricio diz que se conduziu por uma questão "de estatística, não de discriminação". No entanto, não há dados fidedignos que provem a maior dificuldade feminina para obter a carteira. A Direção Geral de Trânsito, a única que sabe quantas tentativas os candidatos fazem até conseguir a licença, não tem esses números, afirma um porta-voz.
"Não entendo nem compartilho." Igualmente taxativo se mostra o presidente da Confederação Nacional de Escolas de Condutores, José Miguel Báez, sobre as diversas tarifas de 18 autoescolas de Zaragoza. "No setor não é uma prática habitual diferenciar por sexo. Não se pode discriminar", acrescenta. "Eles exageraram. Defendem algo do século passado", diz, antes de se aventurar a teorizar uma eventual atenuante: "a crise" que atravessa o setor devido à má situação econômica, que fez baixar as matrículas drasticamente, pode ter levado os protagonistas a fazer essa oferta discriminatória em busca de clientes. "Queríamos ajudar os jovens, que têm muito desemprego com a crise. Por isso lhes oferecemos uma tarifa barata e fechada", afirma Bricio.
O tiro saiu pela culatra e Bricio está mais que queixoso. "Também temos outros preços para os maiores de 29 anos e não acontece nada", acrescenta. Lamenta que suas declarações publicadas por este jornal na última terça-feira o façam parecer um machista, o que nega ser. "Um menino desde pequeno já brinca com carros, e elas com bonecas. É normal que eles tenham mais facilidade", disse. "Eu não tenho culpa de que os pais comprem bonecas para as meninas e carros para os meninos", acrescentou ontem.
Veterano em sua profissão, o presidente da patronal de autoescolas tem muito claro que, com o mesmo nível de preparo, homens e mulheres passam na prova para obter a carteira de motorista na mesma medida. Elas costumam passar antes no exame teórico, "porque estudam mais", diz Báez. Eles tendem a passar antes no prático porque costumam ter feito algumas experiências com o volante antes de tirar a carteira, acrescenta. O presidente das autoescolas está de acordo: "As mulheres, diferentemente dos homens, costumam se matricular sem conhecimentos prévios". "Para iguais condições entre homens e mulheres, não há diferença por sexo na hora de aprovar", explica Báez. E para isso precisam "entre 30 e 35 aulas", segundo o presidente da confederação, que reúne mais de 7.000 das 9.000 autoescolas. Uma quantidade que os alunos costumam reduzir nos últimos tempos.
Dirigir não é coisa de homens, como aquele conhaque de antigamente, mas com a carteira no bolso o sexo leva a conduzir de forma diferente? Báez só vê uma diferença, mas a considera grande: "As mulheres não têm nada que demonstrar ao volante. Os homens sim. Por exemplo, que são os mais rápidos..."
Representantes da Direção Geral de Trânsito são contra falar sobre diferenças ao volante, e insistem que nunca deram os dados sobre as tentativas necessárias de homens ou mulheres para conquistar a carteira de motorista. São os únicos que podem fazê-lo. A DGT fala por seus números. E os de multas e sinistros são contundentes a favor das mulheres ao volante. Sobre as primeiras, uma amostra: nos cinco anos de vigência da carteira por pontos, 4.120.485 motoristas foram sancionadas com a perda de pelo menos um ponto. Destes, 79% eram homens, embora só estejam em suas mãos 60% das carteiras de motorista.
Também nos acidentes os homens se saem pior: a diferença é significativa. Eles (15,5 milhões de carteiras, 6 em cada 10) sofrem acidentes em medida muito maior que as mulheres (10,3 milhões). Levando-se em conta o número e o sexo dos motoristas envolvidos em sinistros no ano passado, observa-se que morreram ao volante 1.360 homens e 150 mulheres, segundo a DGT. Ou seja, 88 para cada milhão de homens contra 14 por milhão de mulheres motoristas. O número de feridos graves no ano passado também foi muito superior entre os motoristas homens: 6.303 contra 1.095 mulheres. Entre os que saíram com ferimentos leves persiste a diferença por sexo, embora a desproporção seja menor: 48.149 homens e 19.334 mulheres.
Essa diferença na sinistralidade é o que levou as seguradoras a ter apólices mais baratas para as mulheres do que para os homens, pelo menos em algumas circunstâncias. Com estatísticas nas mãos, consideram que o risco de sofrer acidentes é menor entre elas do que entre eles, daí a redução na tarifa. É uma pauta de âmbito europeu, embora, previsivelmente, deva durar pouco. O Tribunal de Justiça da União Europeia sentenciou no mês de março passado que é discriminatório levar em conta o critério do sexo para calcular os prêmios e proibiu esse critério a partir de 21 de dezembro de 2012. "Essa diferença por sexo figurava como uma exceção na diretriz europeia sobre não discriminação de gêneros", esclarecem na patronal das seguradoras, Unespa. As empresas estão agora à espera de que a Comissão Europeia dite pautas para começar a aplicar a sentença.
No mundo das apólices, onde o risco do segurado marca o prêmio que deve pagar, persiste a diferença por sexo em outro ramo: os seguros de vida. Para as mulheres, mais longevas que os homens, são mais baratos. Por outro lado, nas apólices ligadas à sobrevivência, como a renda vitalícia, ocorre o contrário: os homens têm tarifas menores, porque estatisticamente morrem antes. "Nos seguros onde houver um risco diferente por sexo comprovado estatisticamente, as companhias podem adaptar sua apólice em função desse risco", salientam na Unespa. No entanto, marcam uma exceção: os seguros-saúde. "Não há diferenças entre homens e mulheres", afirmam. No mundo das seguradoras insistem em que eles se adaptam às diferenças por sexo e tentam individualizar o risco. Consideram que diferenciar nem sempre é sinônimo de discriminar.
A sentença que derrubou os seguros de carros mais baratos para mulheres também se aplica ao caso das autoescolas da oferta de Zaragoza. "A decisão estabelece que não se podem tratar de forma diferente situações comparáveis, e que também não se podem tratar de forma idêntica situações diferentes, a não ser que estejam objetivamente consideradas", detalha a secretária de Estado de Igualdade, Laura Seara. "As autoescolas descumprem essa sentença e também a diretriz europeia de 2004 sobre a igualdade de tratamento no acesso a bens e serviços", explica. A oferta também contraria duas leis espanholas, a de Igualdade e a de Medidas Fiscais e Administrativas de 2003, que transpõe outra diretriz europeia sobre igualdade de tratamento, acrescenta Seara. "É uma oferta claramente ilegal", afirma a responsável. Ela recomenda às afetadas que denunciem à justiça. A administração de Aragão é competente para cuidar do assunto, afirma.
O RACC reagiu ontem e qualificou a oferta de "infeliz". Em um comunicado, lamentou "que tenha podido incomodar alguns usuários ou associações". Considera o ocorrido "um fato pontual, sem nenhum precedente". Não haverá punição para as escolas de Zaragoza: o RACC continuará trabalhando com elas. Destaca que entrarão em contato com a União de Consumidores e com o Instituto da Mulher e que a oferta já foi retirada.
Ontem, em uma das autoescolas Zaragoza RACC, ainda havia um cartaz sobre a promoção, mas sem discriminação de sexo. Inês, aluna de 21 anos, dizia que não lhe haviam oferecido. Teria achado "péssimo". "Estamos pedindo um pouquinho de igualdade e vêm com essas coisas", afirmou. "Se nos equivocamos, sentimos muito", declarou Bricio.

Reportagem de Charo Nogueira / J. A. Aunión para o jornal espanhol El País
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2011/12/02/autoescolas-na-espanha-cobram-tarifa-mais-cara-para-carteira-de-motorista-de-alunas-mulheres.jhtm 
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
foto:midiaindependente.org

Semana de conciliação do TJ-DF bate recorde de acordos

A Semana de Conciliação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal bateu recorde de acordos homologados em comparação com as semanas feitas anteriormente. Os Bancos Bradesco e Itaucred, as duas instituições financeiras que estão participando do evento, alcançaram, respectivamente, o percentual de 67% e 92% de acordos nas audiências.
O expressivo resultado do Itaucred somente foi possível diante da postura da instituição, que enviou para participar da Semana Nacional de Conciliação no TJ-DF representante com poderes para transigir em qualquer feito a ela vinculado. Michel Costa, coordenador da equipe do Itaucred, afirmou que “iniciativas como essa são importantes para o Itaucred – financiamento de veículos uma vez que resgatam confiança entre o cliente e a instituição”.
Marlon Urtozini, representante do Bradesco  e do Bradesco Financiamento (Finasa), também ressaltou que "em parceria com os Tribunais, os bancos estão imbuídos do espírito de fortalecimento da conciliação". Contabilizados os resultados, foram feitas até o momento 366 audiências, com 287 acordos celebrados, tendo por objeto a solução de ações revisionais e indenizatórias.
A 6ª edição da Semana Nacional da Conciliação é promovida pelo Conselho Nacional de Justiça e acontece até sexta-feira (02/12) em todo o país. A edição deste ano traz o lema “Conciliar é a Forma mais Rápida de Resolver Conflitos”, e tem, como foco prioritário, as audiências de conciliação que envolvem as chamadas demandas de massa – referentes a ações judiciais movidas por grande número de pessoas contra empresas ou entidades, como operadoras de telefonia, bancos, empresas de saneamento básico e operadoras de planos de saúde, entre outras.
A edição deste ano da Semana também se destaca das anteriores por ser a primeira vez  que acontece após a criação da Política Nacional de Conciliação, implantada em dezembro do ano passado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por meio da Resolução 125, que instituiu a prática de mediação e resolução de conflitos como política pública do Judiciário.

fonte:http://www.conjur.com.br/2011-dez-01/semana-conciliacao-tj-df-bate-recorde-acordos-fechados
foto:blogdedaltroemerenciano.com.br

Argentina e Bolívia na luta contra o tráfico de seres humanos


A fronteira entre Bolívia e Argentina terá um programa específico para combater e reduzir o tráfico de pessoas. O “Programa Integral para o Combate do Tráfico de Pessoas” é uma iniciativa do governo boliviano, representantes da Organização das Nações Unidas, ONU, em coordenação com a Organização Internacional para as Migrações, OIM, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF.
De acordo com a Defensoria pública, no ano passado cerca de 15 mil crianças saíram do país com a “suposta” autorização dos seus pais. Segundo o chefe de missão da Organização Internacional para as Migrações, Walter Arce, as crianças bolivianas são levadas para a Argentina pelas regiões de Bermejo, Yacuiba e Villazón. 
Com o “Pprograma Integral para o Combate do Tráfico de Pessoas” pretende-se melhorar o controle na fronteira, oferecer atenção integral às vítimas desses crimes e capacitar pessoas da área de justiça, entre outras coisas.


fonte: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/articolo.asp?c=542579
foto:amaivos.uol.com.br