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07/12/2015

Extrema-direita sai na frente em primeiras eleições na França após ataques

Líder da Frente Nacional, Marine Le Pen
A mensagem do primeiro turno das eleições regionais francesas é simples e direto: outra vez, a extrema-direita saiu na frente.
Pela terceira vez em um ano e meio, Marine Le Pen pode dizer, legitimamente, que a Frente Nacional (FN) é o partido mais popular do país. Dados preliminares apontam que o partido lidera em pelo menos seis de 13 regiões da França.
Isto já havia acontecido nas eleições europeias e nas eleições departamentais, e é um desempenho impressionante para um partido que até há pouco tempo era visto como carta fora do baralho.
Os Republicanos, do ex-presidente Nicolas Sarkozy, de centro-direita, estão em segundo lugar, à frente dos Socialistas, do presidente François Hollande, segundo os primeiros números.
Assim que os resultados preliminares foram divulgados, Le Pen disse que o "resultado excelente" provou que a Frente Nacional é "sem dúvida, o primeiro partido da França". A legenda espera, agora, que este desempenho dê fôlego para a candidatura dela à Presidência francesa, em 2017.
A disputa, que elege 1.671 representantes de 13 regiões da França, foi o primeiro teste eleitoral desde os ataques em Paris, em novembro, que deixaram 130 mortos.
As ações podem ter influenciado o voto, já que levaram ao topo da agenda nacional questões relacionadas a imigração e segurança, que sempre foram assuntos centrais da extrema-direita.
Tudo o que a FN teve a dizer foi "eu tinha avisado" - e foi difícil para os Socialistas ou Republicanos responderem.
Mas é errado ligar a vitória de Le Pen unicamente aos temores de ataques. O partido dela vinha crescendo havia quatro anos.
Os problemas que preocupam eleitores são muito mais ligados à economia e à sociedade do que à segurança. Os ataques ofuscaram, por exemplo, o anúncio dos últimos dados de desemprego. Após uma breve melhora, este número voltou a subir.
Para mais e mais eleitores, a receita oferecida pelos dois maiores partidos ( o de Sarkozy e o de Hollande) é indistinguível. Existe, claramente, um sentimento contra o status quo no qual a FN está tomando vantagem.
O bom desempenho da FN não, necessariamente, se traduzirá em poder. As eleições regionais, como a maioria das eleições francesas, são em dois turnos. No próximo domingo, eleitores poderão apoiar os dois principais partidos.
Mas em ao menos duas regiões - no norte e na Cote d'Azur - é quase uma certeza que a FN irá obter o controle. Em uma terceira - Alsácia - sua chance é bem grande. E em outras não seria uma surpresa se ganhasse.
Os dois principais partidos poderiam, em teoria, adotar medidas para evitar a vitória da Frente. O terceiro partido em uma determinada região - Socialista ou Republicano - poderia renunciar da disputa e pedir que seus eleitores votassem para impedir o avanço da FN.
O Partido Socialista já se retirou do segundo turno em pelo menos duas regiões, no norte e no sul, para evitar uma vitória da Frente.
Em anos anteriores, Republicanos e Socialistas trabalharam juntos para evitar conquistas da Frente. Mas as duas maiores legendas decidiram que é melhor para a democracia que elas permaneçam na disputa - mesmo que isso signifique maiores chances para a extrema-direita.
Regras diferentes impedem que esta situação se repita na eleição que realmente importa - à Presidência. Nesta, apenas dois candidatos avançam ao segundo turno: como no Brasil, nunca é uma disputa entre três nomes.
Então, mesmo se Marine Le Pen avançar ao segundo turno das eleições presidenciais, é improvável que ela vença: a maioria combinaria seu voto para o candidato adversário.
Isto, certamente, deixa seus rivais mais aliviados.

Reportagem de Hugh Schofield
fonte:http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151207_franca_eleicao_analise_hb#orb-banner
foto:http://pt.rfi.fr/franca/20140629-lider-da-extrema-direita-francesa-defende-fim-da-dupla-cidadania-para-estrangeiros

25/02/2012

Ajustes fiscais e trabalhistas são dolorosos, mas necessários à Europa, diz OCDE

A OCDE diz que a crise econômica na zona do euro acelerou a aplicação de reformas estruturais, sobretudo nos países mais afetados, como Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália. "Nós sabemos que esses esforços darão frutos no futuro e é por esse motivo que os governos devem manter essa dinâmica de reformas", declarou o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.O relatório, divulgado na véspera da reunião de ministros das Finanças do G20 (que reúne os países ricos e os principais emergentes, leia matéria abaixo), que acontece neste final de semana no México, faz um balanço das reformas adotadas nas principais economias desde o início da crise, cobrindo o período de 2007 a 2011.
"As reformas estruturais podem fazer a diferença neste momento em que os países se esforçam para sair da crise, reforçar seu crescimento e criar empregos", diz o texto.

Saneamento de contas

O novo programa europeu de reformas foi estimulado, segundo o documento, pela necessidade de sanear as contas públicas. Isso levou os governos a aplicar ajustes "difíceis, mas ambiciosos", como o aumento da idade mínima para aposentadoria e mudanças no sistema de proteção social. "As reformas estruturais que estão em andamento atualmente na Europa contribuirão para reduzir os desequilíbrios econômicos que constituíram o motor da crise das dívidas", afirmou Gurría.
De acordo com a OCDE, "o ritmo de reformas se acelerou onde elas eram mais necessárias: nos países europeus mais fortemente afetados pela crise das dívidas soberanas".
O relatório também apontou a Grécia como o país que mais realizou ajustes entre os mais de 40 analisados, entre eles o Brasil. Entre as recomendações de reformas feitas pela OCDE que foram realizadas pela Grécia, estão as restrições das condições para a aposentadoria antecipada. O governo grego decidiu restringir a aposentadoria antecipada inclusive para trabalhadores de profissões consideradas penosas, e também anunciou a redução dos benefícios sociais para quem se aposentar antes de 65 anos.

Temores 'exagerados'

Segundo a organização, um "vasto e ambicioso" programa de reformas poderia aumentar o crescimento econômico em pelo menos um ponto percentual por ano, em média, durante dez anos nos países do grupo e também traria "benefícios significativos" às economias emergentes. A OCDE afirma ainda que o Brasil fez progressos na área da educação e também em relação aos investimentos em infraestruturas e na diminuição do emprego informal, mas ressalta que o país não aplicou nenhuma das suas recomendações para reduzir as distorções de seu sistema fiscal.
O relatório afirma ainda que os temores em relação aos efeitos negativos a curto prazo que as reformas podem ter sobre o crescimento econômico "são exagerados".
"Com base em 30 anos de experiências na área de reformas", a OCDE afirma que um certo número de ajustes pode ter "um efeito estimulante relativamente rápido sobre o crescimento".
"A concepção e o calendário das reformas têm um papel importante. Um vasto conjunto de ajustes tem um impacto mais rápido e forte do que medidas passo a passo", diz o secretário-geral da organização.

Reportagem de Daniela Fernandes
foto:clikeveja.com

09/12/2011

Sem Reino Unido, UE avança em direção a maior integração orçamentária


Os líderes da União Europeia tiveram nesta sexta-feira que resignar-se e aceitar uma divisão para poderem adotar as novas normas sobre disciplina orçamentária da zona do euro, perante a recusa de Reino Unido e Hungria em participar de um tratado de todo o bloco.
O jantar dos chefes de Estado e de Governo da UE, que durou mais de dez horas e foi encerrado apenas às 5h (2h de Brasília), alcançou acordos concretos como adiantar em um ano a entrada em vigor do fundo de resgate permanente e dotar o FMI de 200 bilhões de euros para ajudar as nações em crise.
A reunião alcançou rapidamente um pacto sobre disciplina orçamentária, que consagra a 'regra de ouro' para que os países não tenham déficits estruturais anuais superiores a 0,5% do PIB, o que ainda será incluído nas Constituições dos países ou nas legislações equivalentes.
No entanto, a divisão aconteceu na hora de discutir que marco legal teria esse acordo. O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, surgiu como protagonista - acompanhado pela Hungria -, ao exigir a inclusão de um protocolo para exonerar o Reino Unido de algumas normas sobre a regulação dos serviços financeiros.
Os 17 países do euro e outros seis não membros (Bulgária, Dinamarca, Letônia, Lituânia, Polônia e Romênia) se mostraram dispostos a unir-se a esse novo tratado, enquanto Suécia e República Tcheca vão, antes da darem suas respostas, consultar seus Parlamentos ou parceiros das coalizões de Governo.
'Cameron pediu o que todos considerávamos inaceitável', resumiu o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que não deixou de lembrar que parte dos problemas econômicos atuais 'vem da desregulação dos serviços financeiros'.
'Aceitar essa reivindicação do Reino Unido seria duvidar de uma grande parte do trabalho feito (na UE) para a regulação deste setor', insistiu.
O líder francês rejeitou que esteja havendo uma divisão na UE: 'estamos tentando salvar nossa moeda e nos acusam de fazer uma Europa de duas velocidades'.
O primeiro-ministro do Reino Unido disse que as condições eram 'inaceitáveis' para seu país, que queria garantias para evitar que as normas europeias afetassem o trabalho da City londrina, o principal centro financeiro mundial.
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, considerou que o acordo 'se aproxima bastante de um bom pacto fiscal e certamente ajudará na situação atual'.
Além da disciplina fiscal e de sua forma legal, os líderes acordaram uma série de medidas imediatas com as quais esperam acalmar a crise da dívida na zona do euro.
Desta forma, os 27 países da UE acordaram acelerar a entrada em vigor do fundo de resgate permanente para julho de 2012 e dotar o FMI de 200 bilhões de euros para ajudar a países em crise.
Os líderes decidiram reforçar seus dois fundos de resgate ao combinar sua força e mantê-los em paralelo até meados de 2013, com a ideia de conseguir frear o contágio e resgatar, se for necessário, as economias maiores.
No entanto, no final do encontro a Alemanha pressionou, em detrimento da França, e o fundo de resgate permanente não terá uma licença bancária, algo que teria facilitado o acesso aos recursos do Banco Central Europeu.
Berlim, por outro lado, cedeu em sua rejeição inicial de revisar para cima a dotação máxima do Mecanismo Europeu de Estabilidade (Mede) de 500 bilhões de euros.
A UE também eliminará a obrigação imposta aos bancos de participar de mais fases em reestruturações de dívida soberana europeia.
O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, admitiu em entrevista coletiva que essa decisão foi tomada depois que o uso desta ideia no segundo resgate grego 'teve um efeito muito negativo nos mercados da dívida'.
Apesar da forte disputa com os britânicos pela questão dos tratados, a chanceler alemã, Angela Merkel, considerou que a reunião chegou a um 'resultado muito bom', que permitirá aos 17 países da moeda única 'recuperar a credibilidade' perdida nos mercados.
Para a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, o conjunto de decisões estipuladas constitui 'um pacote que segue realmente em boa direção'.
Quanto aos eurobônus, apesar de não ter havido um acordo devido à persistência da oposição de Alemanha e Holanda, ficou acordado que os presidentes do Conselho Europeu, da Comissão Europeia e do Eurogrupo irão elaborar um relatório para a cúpula de junho de 2012.
Para esta cúpula 'esperamos que haja águas mais calmas e um clima mais tranquilo', finalizou Rompuy. 

fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/economia/sem-reino-unido-ue-avanca-em-direcao-a-maior-integracao-orcamentaria
foto:veja.abril.com.brveja.abril.com.br

25/11/2011

Alemanha, França e Itália querem modificar o tratado da UE


Os líderes das três maiores economias da zona do euro prometeram ontem apresentar um pacote de mudanças no tratado da União Europeia (UE) antes do dia 9 de dezembro, quando ocorre uma reunião de cúpula do bloco. As mudanças visam a integrar as políticas econômicas e abrir caminho para sanções mais duras contra aqueles que descumprem as regras do bloco.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse após um almoço com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o novo primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, que a Europa precisa reconquistar a confiança dos mercados financeiros e dos seus cidadãos. "Nós faremos propostas para uma cooperação política maior, porque boa parte da confiança nos políticos da Europa foi perdida", comentou. 
Os três líderes concordam que os membros da zona do euro precisam caminhar em direção a uma integração muito maior das políticas fiscais, para resolver a atual crise da dívida soberana no bloco. Tentando contornar uma divergência com a Alemanha sobre o papel do Banco Central Europeu (BCE) na solução da crise, Sarkozy disse que ele e Angela concordaram em não fazer nenhuma exigência à autoridade monetária. "Em respeito à independência da instituição, é essencial nos abstermos de fazer demandas positivas ou negativas ao BCE", comentou.
Mas a divergência em relação à introdução de um bônus comum da zona do euro (eurobônus) ficou clara. Monti disse que eles seriam viáveis com uma união fiscal. Já a chanceler alemã alegou que não vê razão para a criação desses títulos e que eles enfraqueceriam todos os membros do bloco. Mesmo assim França e Alemanha disseram que apoiam o novo governo da Itália. "Nós apoiamos Monti e queremos ajudá-lo. O programa de reformas da Itália é muito impressionante", afirmou Angela.

O executivo-chefe da Pacific Investment Management Co., o maior fundo de investimento em bônus do mundo, Mohamed El-Erian, alertou que os formuladores de políticas públicas da Europa precisam forçar os bancos europeus a se recapitalizarem imediatamente para lidar com o aprofundamento da crise da zona do euro, reportou o Financial Times.

"Os bancos da Europa precisam ser forçados a se recapitalizarem agora", disse El-Erian em um artigo publicado no site do jornal. "Não deverá haver nenhuma dúvida na mente de ninguém que o que começou como uma desarticulação na periferia da zona do euro rompeu agora os mecanismos de proteção do núcleo exterior e está ameaçando seriamente o núcleo interno. A menos que isso seja anulado rapidamente, os formuladores de políticas europeias terão ainda mais dificuldades de alcançar isso com a crise, e muito menos de se antecipar a isso", escreveu o executivo.
Segundo ele, a Europa precisa ir muito além dos passos propostos na cúpula do dia 26 de outubro. "Além de especificar níveis de capital mais elevados prudenciais, os governos devem agora forçar os bancos a agirem imediatamente. Quando não houver financiamento privado, que agora deverá ser a suposição de um crescente número de bancos, a recapitalização deve ser imposta, em troca de mudanças fundamentais na forma como as instituições financeiras operam e os encargos são compartilhados", disse ele.

O Banco Central Europeu (BCE) não pode ser um provedor de crédito de último recurso para governos e as propostas para que o seja são motivadas por interesses paroquiais. A afirmação foi feita por José Manuel González Páramo, integrante do Conselho do BCE.

"Os participantes do mercado que pedem que o BCE desempenhe esse papel podem estar se importando apenas com o valor nominal de seus ativos e a necessidade de evitar perdas. Se nossa moeda, como reserva de valor, foi depreciada parece não ser importante para eles", afirmou. Ele destacou que as limitações legais em vigor para a atividade do BCE contribuem, indiretamente, para forçar os governos dos países da zona do euro a terem políticas mais disciplinadas.

O diretor do BCE também disse que os mercados fracassaram em ser disciplinados em países que haviam incorrido em déficits excessivos no passado, apenas para reagir exageradamente, ao exigir mudanças demais, rapidamente demais, quando a crise de crédito da zona do euro estourou. 
"Políticos não têm tempo para explicar a necessidade de reformas para seus eleitores, e para construir um consenso por trás delas. Pode até ser que os países precisem ir longe demais, rapidamente demais, para restaurar a confiança dos mercados", disse.Para ele, a crise atual demonstrou que uma postura muito mais abrangente para a governança econômica agora é prioridade para a área do euro, o que significa mais integração econômica.

Portugal
A agência de classificação de risco Fitch rebaixou ontem a nota da dívida soberana de Portugal em um grau, BBB- para BB+, e decidiu manter a perspectiva negativa, o que significa que ainda pode haver mais baixas.A nota tira o país do grau de investimento e o deixa no nível chamado pelo mercado de "junk bond", "lixo" ou grau especulativo. Além dos sérios problemas de déficit fiscal, a agência prevê queda de 3% no PIB português no próximo ano e alto endividamento.

"A Fitch concluiu a sua revisão do quarto trimestre da dívida soberana de Portugal. Os grandes desequilíbrios orçamentários, o elevado endividamento em todos os setores e as previsões macroeconômicas adversas significam que o perfil de crédito soberano já não é consistente com um rating de elevada qualidade de investimento", informou a agência em comunicado.
No texto, a Fitch considera que a recessão que deverá ocorrer no país nos próximos dois anos terá um impacto negativo sobre a qualidade dos ativos bancários. Apesar da perspectiva negativa, a agência informou que considera possível que Portugal, que pediu ajuda financeira internacional em maio, cumpra suas metas de redução do déficit e elogia o programa de ajuste econômico aplicado por seu governo conservador. O Orçamento português para 2012 prevê cortes de gastos significativos, principalmente no setor previdenciário. As medidas de austeridade, entretanto, têm gerado insatisfação entre os portugueses, que realizam nesta quinta-feira uma greve geral no país. Em julho, a agência Moody's também rebaixou a nota de Portugal para um grau especulativo, Ba2, com perspectiva negativa. No mês passado, a S&P divulgou manteve a nota portuguesa em BBB-, um patamar acima do grau especulativo.
Além do rebaixamento, Portugal enfrentou ainda uma greve geral que deu voz a um grande descontentamento público contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo de centro-direita, que minam o padrão de vida da população. A greve contou com manifestações de milhares de pessoas em Lisboa e no Porto e paralisou os transportes públicos.
As duas maiores centrais sindicais portuguesas, que representam mais de 1 milhão de trabalhadores, aderiram à paralisação. Estações do metrô de Lisboa ficaram fechadas e os ônibus e bondes tiveram circulação restrita na capital. 
O governo de centro-direita do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que sucedeu aos socialistas de José Sócrates, levou adiante as medidas de austeridade, uma contrapartida exigida pela União Europeia para Portugal receber o pacote de auxílio de € 78 bilhões. A greve é a terceira na história democrática do país, mas sindicatos disseram que esperavam que ela fosse a maior. 
Os portugueses protestam contra medidas como cortes nos salários do funcionalismo público, aumento nos impostos e cortes nos serviços de educação e de saúde. As medidas foram elaboradas pela chamada troica - União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu - para reduzir o déficit português. As medidas duras, porém, pioram a recessão no país além do previsto.

Itália
O comissário de Assuntos Econômicos da União Europeia, Olli Rehn, e o comissário de Mercado Interno do bloco, Michel Barnier, visitam a Itália para se encontrar com os líderes políticos do país e discutir a situação econômica. Rehn deve chegar a Roma nesta sexta-feira, para discutir a cooperação entre a Comissão Europeia e as autoridades italianas, enquanto os custos de financiamento para o país permanecem em níveis muito elevados, quase insustentáveis.

Já Barnier vai se encontrar com o presidente italiano, Giorgio Napolitano, e o novo primeiro-ministro, Mario Monti, segundo seu porta-voz, Olivier Bailly. A Comissão Europeia está trabalhando com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que monitora as políticas econômicas do país.

Grécia
O premiê grego, Lucas Papademos, afirmou que os partidos integrantes do governo de unidade da Grécia e o presidente do Banco Nacional, Yorgos Provópulos, vão enviar cartas separadamente para a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) nas quais se comprometem a cumprir os acordos para que o país receba ajuda financeira.

As declarações de Papademos foram feitas após reunião com os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso; do Conselho Europeu, Herman van Rompuy; e do líder do eurogrupo, Jean-Claude Juncker. A notícia de que os partidos se comprometerão por escrito -o que deve desbloquear uma nova parcela de empréstimo à Grécia- foi bem recebida pelos líderes europeus.
Os credores da dívida grega exigiam do novo primeiro-ministro, Lucas Papademos, e dos líderes dos três partidos que compõem o governo de coalizão, que se comprometessem por escrito a continuar implementando as reformas mesmo depois das eleições do início do ano que vem. Com a formalização do compromisso, espera-se que seja dado sinal verde para que a Grécia receba o sexto lance da ajuda internacional, no valor de € 8 bilhões, necessários para que ela consiga arcar com suas contas até o fim do ano.
A missão dos representantes dos credores internacionais da Grécia vai retornar a Atenas em 12 de dezembro para discutir o segundo pacote de resgate ao país, cujo acordo foi feito no mês passado (no valor de € 130 bilhões), segundo um ministro. Conhecida como troika, o grupo é composto por representantes do BCE (Banco Central Europeu), do FMI e da Comissão Europeia. Na semana passada, eles estiveram na Grécia para conversar com o novo governo de unidade nacional. A visita acontecerá quatro dias depois da data programada para que o Parlamento grego aprove o orçamento com medidas de austeridade de 2012.


fonte:http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=79633
foto:rtp.pt