" Não há nada mais trágico neste mundo do que saber o que é certo e não fazê-lo. Que tal mudarmos o mundo começando por nós mesmos?" Martin Luther King
03/12/2015
Ruas vazias e desemprego: o impacto do fechamento da fronteira entre Colômbia e Venezuela
É possível perceber que a fronteira entre a Venezuela e a Colômbia está fechada pelo vazio das ruas de Cúcuta, cidade colombiana localizada nos limites geográficos com o país vizinho.
As ruas costumavam ficar cheias de venezuelanos que iam comprar e vender, e também de colombianos moradores da Venezuela, que já não atravessam mais a fronteira.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decidiu fechar a ponte Simón Bolívar, que une o país à Colômbia, depois que três soldados venezuelanos foram feridos a tiros. Ele responsabilizou paramilitares supostamente ligados ao ex-presidente colombiano Álvaro Uribe.
Desde então, centenas de colombianos que viviam na Venezuela - muitos deles sem documentos - foram expulsos do país. Segundo Caracas, trata-se de uma medida contra o contrabando e a atividade de quadrilhas na região.
A BBC Mundo conta o impacto da medida em diversas áreas:
Mototáxis parados
"Estamos sem trabalho", diz José Joaquín Barrios, membro de uma cooperativa de 60 mototaxistas que levava e trazia gente de um a outro lado da fronteira.
A poucos metros dele, também estão estacionados ônibus que cruzavam a ponte.
Sem o trabalho, que lhe rendia entre 50 a 60 mil pesos colombianos por dia (cerca de R$ 70), Barrios diz que está apenas sobrevivendo, "esperando, esperando e com medo".
Câmbio
Perto da ponte, há mais casas de câmbio que qualquer outro tipo de negócio. Apenas em uma esquina, é possível ver dez delas. Mas duas estavam fechadas por falta de clientes.
Se a fronteira não for reaberta, "teremos de fechar", lamenta Daniel Armenta, empregado de uma das lojas ainda abertas.
Segundo ele, as transações estão 100% paradas. "Não há venda de dinheiro e nem entrada de bolívares", diz.
Em uma grande casa de câmbio do centro da cidade, uma funcionária já foi demitida. Seus colegas de trabalho temem um grande corte de pessoal.
"Vivemos da Venezuela"
"Vivemos da Venezuela", diz Hilda Torres, proprietária de uma loja de roupas. "Vendo mais para os venezuelanos do que para as pessoas daqui."
María Fernanda Leguizamón, empregada de uma outra loja, no centro da cidade, conta que abriu a loja às 8h e só fez a primeira venda às 11h.
Ela diz que alguns lugares não venderam quase nada em uma semana.
Grande parte de seus clientes são venezuelanos que compram em Cúcuta, porque, embora na Venezuela "a desvalorização seja enorme, há coisas aqui que não chegam até lá".
Funcionários de lojas de roupas e sapatos disseram à BBC Mundo que as vendas haviam caído entre 40% e 50%.
Farinha e arepa
Se pela fronteira não passam pessoas, passam ainda menos produtos.
O contrabando, que ia do local de menor custo para o de maior preço e moeda mais valorizada - ou seja, produtos venezuelanos inundavam o lado colombiano - foi reduzido drasticamente.
O impacto é sentido fortemente por aqueles que viviam de contrabandear alimentos, produtos para casa e de limpeza.
Para os consumidores, a mudança se vê no preço, mas não na quantidade. A escassez é um problema da Venezuela e não da Colômbia.
Segundo Claudia Morente, atendente de uma loja de alimentos, uma libra de arroz está 500 pesos colombianos (ou RS$ 0,60) mais caro, porque não há mais o arroz venezuelano.
Sacolas plásticas
Não são apenas pequenos e médios empreendimentos que estão sendo afetados. Proprietário de uma fábrica de sacolas plásticas, Tomás, que não quis dar seu sobrenome, costumava produzir usando material de reciclagem e também original (polietileno).
O de reciclagem vinha da Venezuela e, como tinha boa qualidade, ele podia usar 60% do reciclado e 40% do original na fabricação. Agora, a proporção se inverteu, e o custo da produção aumentou 15%.
Há outro problema: quatro de seus funcionários moram na Venezuela, apesar de serem colombianos.
"Ontem, eles cruzaram o rio, e estou pagando agora um hotel e comida para eles, enquanto a situação não é resolvida", disse.
O fechamento da fronteira não tem apenas impacto local. O governo colombiano disse que 6 mil toneladas de carvão estão deixando de ser transportados pela Venezuela, uma das vias de exportação do material.
Segundos as autoridades, o fechamento atinge 7 mil famílias que vivem da produção de carvão e, se a situação se mantiver assim, poderão ser perdidos US$ 300 mil por dia no setor.
A Colômbia também exportava pelo país vizinho cerâmica e papel. O presidente da Câmara de Comércio de Cúcuta, José Miguel González, disse que as exportações da região pela Venezuela movimentavam US$ 3,6 milhões (cerca de R$ 13 milhões) por mês.
"Isso vai gerar menos liquidez e menor capacidade de consumo", afirmou.
Entre o galão e a bomba
O combustível é o produto "chave" do contrabando em toda a fronteira entre Colômbia e Venezuela, devido ao baixíssimo preço da gasolina subsidiada pelo governo do país bolivariano.
Nas ruas de Cúcuta, antes do fechamento das fronteiras, havia os chamados "pimpineros", vendedores de combustível em galões, por todos os lados. Os tambores de 20 litros valiam 16 mil pesos colombianos (R$ 18).
Agora, comprar gasolina está mais caro: entre 60 mil e 70 mil pesos (entre R$ 70 e R$ 80) o tambor - e é combustível colombiano, comprado nos postos de gasolina e revendido.
Mas por que alguém compraria, por um preço mais alto, gasolina contrabandeada, se podem conseguir combustível nos postos? A questão é que há apenas 28 bombas de gasolina para uma população de cerca de 1 milhão de habitantes na região metropolitana de Cúcuta.
Por isso, em vez de pagar US$ 1,80 (cerca de R$ 6,50) pelo galão de 3,8 litros no posto, muitos preferem pagar quase o dobro, mas evitar as filas que podem chegar a um quilômetro e demorar várias horas.
Reportagem de Natalio Cosoy
fonte:http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150830_impacto_economia_colombia_lab#orb-banner
foto:http://br.blastingnews.com/mundo/2015/09/fechamento-de-fronteira-gera-tensao-entre-colombia-e-venezuela-00546789.html
Seis vantagens de deixar o celular em modo avião quando não se está voando
O modo avião do celular pode ser usado além do momento em que você está em voo, e é uma boa ferramenta para poupar bateria ou interromper o acesso à rede de telefonia. Veja abaixo seis razões e/ou momentos bons para colocar seu aparelho neste modo:
1. Reduz o consumo de bateria
Quando em modo avião, seu celular ou tablet reduz o uso de bateria, e permite, pelo menos, que o usuário veja fotos ou documentos.
Isso é útil quando, por exemplo, se está numa área sem cobertura. Se o telefone perde a conexão, tentará encontrar uma rede, o que fará com que gaste muita bateria.
2. Recarrega mais rápido
Uma maneira de otimizar o tempo para recarregar a bateria é mantê-lo em modo avião.
Deste modo, a conexão Wi-Fi, Bluetooth e GPS estão desligados.
3. Sem sustos no exterior
Uma maneira de evitar o roaming internacional - e possíveis contas astronômicas de celular - é colocá-lo no modo avião.
É possível acionar no celular - mesmo em modo avião - a conexão WiFi. Assim o aparelho utilizará, unicamente, os pontos de conexão Wi-Fi.
Poderá, então, mandar mensagens pelo WhatsApp, ver emails e usar outros apps. Mas não poderá receber mensagens por SMS ou ligações.
4. Evitar a publicidade nos jogos
Muitos jogos não necessitam que o usuário esteja conectado à internet. Assim, o modo avião evitará o recebimento de anúncios - incômodo para alguns.
5. Se você tem filhos...
Ou sobrinhos ou filhos de amigos que jogam em seu aparelho, eles poderão, por acidente, ligar para alguém ou entrar em qualquer outro aplicativo - o que não será possível no modo avião.
6. Evitar distrações
O modo avião desativa aplicativos e, consequentemente, as distrações que eles provocam.
É útil também, durante a noite, pois evita que algum amigo que vive em outro fuso horário, por exemplo, te acorde com um WhatsApp.
fonte:http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151130_tecnologia_celular_bateria_hb#orb-banner
foto:http://www.tecmundo.com.br/celular/9089-por-que-colocar-o-celular-em-modo-de-voo-pode-ser-melhor-do-que-o-silencioso.htm
Macri e Cristina Kirchner brigam até pela faixa presidencial
Os argentinos já sabiam que o kirchnerismo não ia entregar o poder com facilidade depois de 12 anos de controle absoluto. Mas a tensão vivida nestes dias na Argentina com os preparativos para a sucessão em 10 de dezembro está superando as expectativas. Depois de uma primeira reunião fracassada entre o presidente eleito, Mauricio Macri, e a atual, Cristina Fernández de Kirchner, agora suas equipes não entram em acordo em quase nada. Nem sequer conseguem definir onde e como será a cerimônia da foto que todos esperam: a entrega da faixa presidencial de um mandatário a outro. Algo que na maioria dos países está perfeitamente pautado, na Argentina está em discussão até a ponto de o número dois do Governo e porta-voz, Aníbal Fernández, ironizar em sua habitual entrevista à imprensa: "Não se pode fazer como querem, não se pode levar a faixa presidencial ao Barrio Parque (o luxuoso bairro em que Macri vive) e entregá-la na casa do presidente eleito".
Parece uma questão menor, mas não é. A entrega simbólica do poder é o momento televisivo por excelência e a imagem ficará durante anos na memória de todos os argentinos. O que está sendo discutido é como será esse momento, como Macri iniciará seu mandato e se encerrarão os 14 anos de domínio do peronismo.
O kirchnerismo e o peronismo em geral estão em plena batalha interna para recompor seu grupo e começar a trabalhar para recuperar o poder que não esperavam perder. Macri, segundo a contagem definitiva, venceu por apenas 678.774 votos, ou 2,68% dos eleitores. Um suspiro. E o peronismo já pensa em enfraquecê-lo desde o primeiro dia. Tanto que está sendo organizado um grande ato em homenagem a Cristina Fernández de Kirchner e de rejeição a Macri no mesmo dia da posse na praça do Congresso. Alguns até temem que se os kirchneristas que defendem Cristina se cruzarem com os macristas que festejam a chegada do novo presidente pode haver tensão nas ruas.
Nesse contexto, que muitos dirigentes de ambos os lados tentam suavizar, é crucial o local onde e como se dará o momento-chave, a foto histórica, a entrega dos dois símbolos de poder de Cristina a Macri. Este último quer recuperar uma tradição rompida pelos Kirchners, isto é, que a entrega seja feita na Casa Rosada, sede do Governo. O presidente daria assim seu discurso oficial no Congresso, como sempre se fazia, e depois percorreria as ruas num carro para receber na Casa Rosada a faixa presidencial e o cetro de comando, no mesmo lugar onde ela o recebeu do marido, Néstor, falecido em 2010, em uma imagem icônica para o kirchnerismo.
Macri quer evitar que essa entrega ocorra no Congresso porque o peronismo costuma encher as tribunas de militantes com enormes bandeiras e cânticos que transformam a Casa em um grande comício peronista. Isso, somado a milhares de pessoas na rua enaltecendo Cristina, não é a imagem ideal desejada por um presidente que derrotou o kirchnerismo nas urnas e quer transmitir ao mundo e aos mercados a imagem de que é um mandatário com força para tomar medidas difíceis. As negociações continuam, mas parece muito difícil alcançarem um acordo. Dirigentes tanto dos negociadores de Macri como dos de Cristina consultados consideram muito complicado chegar a um ponto em comum embora o que pareça confirmado é que ela entregará a faixa e haverá a foto simbólica. Em algum momento até se temeu que a presidenta pudesse dar uma desculpa para não participar do gesto mais claro de entrega do poder.
Reportagem de Carlos E. Cué
fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/01/internacional/1448976419_523422.html
foto:http://www.periodismox.com.ar/nota.asp?nrc=356
Bolsa abre em alta um dia após pedido de impeachment de Dilma
A bolsa de Valores de São Paulo abriu em alta nesta quinta e o dólar registrava queda, um dia depois da decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aceitar a abertura de um pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Em menos de quinze minutos, ela subia 3,24%, com as ações da Petrobras ON vendidas a 7,39 reais. Para o economista André Perfeito, a alta reflete uma certa celebração do mercado com a possibilidade da saída de Dilma Rousseff. “De fato a presidenta acaba se tornando a personificação da crise política, então a sua saída é vista como uma boa notícia. Como a crise atual é mais política do que econômica, um impeachment aumenta a possibilidade de que finalmente o ano de 2014 acabe, porque o de 2015 nem existiu ”.
Perfeito sugere, no entanto, cautela, já que não se sabe ainda as diretrizes econômicas de um possível Governo Temer, que estaria na linha de sucessão da presidenta. “Além disso um processo de impeachment seria demorado”.
Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora, lembra, em todo caso, que o mercado financeiro é pró-impeachment, pois um processo do gênero traz a possibilidade de que toda a indefinição do Governo sobre a economia chegue a um fim. “Com um novo Governo, o rumo da política econômica poderia mudar e projetos importantes anunciados, como o pacote de infraestrutura (90 bi) que não sai do papel, sejam concretizados”, acredita. “Mas esse pedido de impeachment é como um gol no primeiro minuto do primeiro tempo. Ainda há um jogo muito longo pela frente e o recesso parlamentar, que começa daqui a duas semanas, pode prolongar ainda mais isso,”, avalia.
Ao fim e ao cabo, o processo deflagrado nesta quarta-feira pode prejudicar ainda mais o desempenho da economia brasileira no curto prazo, que sangra desde o início deste ano. Para o economista Alexandre Schwartsman, o processo de impeachment adiciona incertezas ao processo político e fiscal. “A reação de maneira geral será negativa”, diz Schwartsman, que esperava uma disparada do dólar e a queda da Bolsa antes da abertura do pregão. Ele ressalta que, ao focar na análise do pedido, o Congresso deixará de lado temas importantes para a retomada do crescimento, como as MPs do ajuste fiscal e outras medidas que visam aumentar a arrecadação.
A expectativa daqui em diante é que haja um ambiente de incertezas e forte especulação, que podem retrair ainda mais os investimentos e aprofundar a recessão brasileira, também levaria o país a perder o selo de bom pagador. Ainda que tal possibilidade já esteja precificada atualmente pelo mercado, segundo analistas, ou seja, as negociações em bolsa e no mercado financeiro em geral já incluíam esse risco.
Uma possível troca de Governo, por outro lado, traria novas expectativas para economia, com uma onda mais otimista no setor produtivo, na opinião de Schwartsman. “O nosso cenário atual é de uma economia paralisada por mais três anos de mandato. Com a saída de Dilma, existiria uma possibilidade desse panorama mudar”, explica.
O economista Herón do Carmo concorda que um processo de substituição poderia renovar a condução da política econômica, gerando maior consenso entre os políticos para passar as pautas necessárias. “Com isso, haveria a recuperação da confiança e o país poderia voltar a crescer no fim do ano que vem”.
O analista Raphael Figueredo cita a operação Lava Jato que mexeu com políticos, empresários, a maior empresa do país (Petrobras), com o setor de construção civil e, agora, até com os bancos. “Isso trava, com certeza, os investimentos em infraestrutura e o crescimento do país. Mas não é apenas por conta disso que não crescemos. A constante intervenção do Governo no mercado e as elevadas taxas de juro, por exemplo, não têm a ver com a Lava Jato, e elas impedem que os investimentos na área sejam feitos”, acredita.
As chances de Dilma cair, no entanto, ainda não são seguras para a consultoria Eurasia. Em boletim a seus clientes, a empresa de avaliação de risco político afirma que a presidenta irá sobreviver ao pedido de impeachment. Mesmo com a decisão de Cunha, a Eurasia avalia que ela tem 60% de chances de continuar seu mandato dada a falta de consenso no Congresso para sua saída. "Embora o apoio à saída de Dilma possa crescer, as facções pró-impeachment no Congresso estão longe da maioria de dois terços necessária para aprovar a moção no plenário", afirma a consultoria em relatório divulgado nesta quarta-feira.
A má notícia, no entanto, é que o ajuste fiscal será colocada em espera. "Para lutar por sua sobrevivência política, o Governo terá menos espaço para defender novas medidas de ajustes por enquanto”, diz relatório.
Crise política
Hoje a maior pedra no sapato da economia não são os fundamentos, mas a crise política que a alimenta. A falta de apoio do Governo no Congresso para destravar pautas que ajudariam a colocar em marcha o plano de ajuste das contas dificultam a retomada econômica. Sem apoio, a presidenta chegou ao final de 2015 tendo de publicar um decreto para congelar 11 bilhões de reais em gastos do Governo. Com menos recursos, o setor público, responsável por quase um terço do PIB, torna-se um agente que também inibe investimentos e aumenta a sensação de recessão no país. A retração da economia brasileira se aprofundou mais do que o esperado no terceiro trimestre. "O que temos é uma crise de tomada de decisão política. Se isso se arrastar por muito tempo, o custo será muito grande para o país".
Para o presidente da FIESP, Paulo Skaf, a crise política gera uma falta de segurança no empresariado brasileiro. "Enquanto o Governo não resolver seus entraves no Congresso, o empresário não vai investir. Sem emprego e sem consumo, a crise entra em um ciclo vicioso", disse ele nesta quarta.
Reportagem de Ana Carolina Cortez e Heloísa Mendonça
fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/03/economia/1449097544_499857.html
foto:http://www.jogodopoder.com/blog/economia/efeito-dilma-derruba-bolsa-mercado-fica-nervoso/
02/12/2015
Eduardo Cunha acolhe pedido de impeachment contra Dilma Rousseff
Após meses de expectativas e ameaças, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), anunciou nesta quarta-feira que acolheu um dos vários pedidos de impeachment apresentados contra a presidenta Dilma Rousseff. Horas depois de que o PT retirar o apoio a Cunha no Conselho de Ética, onde está para ser aberto um processo por quebra de decoro parlamentar contra o peemedebista, o presidente da Câmara decidiu anunciar sua decisão, que ele disse "não fazer por motivação de natureza política".
Segundo Cunha, a decisão de aceitar o pedido de impeachment protocolado pelo jurista Hélio Bicudo, foi tomada na esperança de que o país "possa superar crises políticas e econômicas, sem qualquer tipo de torcida ou juízo de valor". O peemedebista, que anunciou rompimento com o Governo Dilma em julho, disse que não tomou a decisão de aceitar o pedido de impeachment "com felicidade" e que não quis "ocupar a presidência da Câmara para ser o protagonista de um processo de impeachment".
O pedido de impeachment aceito por Cunha foi o 28º apresentado contra a presidenta neste ano. O documento se baseia em problemas de responsabilidade fiscal do Governo de Dilma que ficaram conhecidos comn “pedaladas fiscais” — manobras contábeis usadas pelo governo federal para maquiar gastos além dos limites legais. Um relatório do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que a presidenta estaria repetindo as "pedaladas" em 2015.
A aceitação do pedido de impeachment por Cunha não significa que o processo será aberto pelo Congresso. São necessários os votos de dois terços dos deputados para que o impeachment comece a caminhar no Congresso — onde é tocado pelo Senado com o comando do Supremo Tribunal Federal.
Um dos líderes do PT no Congresso Nacional, Humberto Costa (PT) publicou em seu perfil no Twitter que a decisão de Cunha "é a chantagem de mais baixo nível que se pode ver numa República". Para o líder do oposicionista DEM na Câmara, contudo, “havia uma ansiedade da sociedade brasileira com relação a este momento".
Reportagem de Rodolfo Borges
fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/02/politica/1449089233_244586.html
foto:http://cristalvox.com.br/2015/10/10/ipeachment-de-dilma-eduardo-cunha-abre-o-processo-ja-na-terca-feira-13/
Por que é tão difícil lembrar o nome das pessoas?
Artigo de Tom Stafford, professor de psicologia e ciência cognitiva da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha.
Quantas vezes nos pegamos diante de uma pessoa que acabamos de conhecer e logo em seguida já esquecemos seu nome, mesmo depois de uma longa conversa? É um problema que aflige um dos meus leitores, Dan, e o que me inspirou a escrever este artigo.
A resposta para esse mistério envolve aprender algo fundamental sobre a natureza da memória. E também oferece uma solução que pode ajudar a evitar situações constrangedoras.
Para começar, é preciso reconhecer que nossa memória não é um simples arquivo com pastas separadas para cada tipo de informação.
Pelo contrário, nossa mente é associativa. Ela é construída a partir de padrões de informações interconectadas.
E é por isso que “sonhamos acordados”: se você está lendo um livro e nota que ele foi impresso em Paris, pensa logo que Paris abriga a Torre Eiffel, que, por sua vez, foi um dos lugares que sua prima Ana visitou no ano passado, e que Ana adora sorvete de morango. Então, logo vai se perguntar se Ana tomou sorvete de morango quando estava no alto da torre.
Associações de tempo e espaço
Tudo funciona assim: cada item se conecta com todos os outros, mas não pela lógica, e sim pela coincidência de tempo, espaço, como você ficou sabendo da informação e o que ela significa.
A mesma rede de associações faz com que você possa adivinhar uma pergunta a partir da sua resposta. Por exemplo, a resposta “Torre Eiffel” se adequa à pergunta “Qual o monumento mais famoso de Paris?”.
Isso torna a memória algo útil: é possível ir facilmente do conteúdo para o rótulo, e vice-versa. A pergunta “O que há na gaveta mais alta da cômoda?” pode não ser muito interessante, mas se torna importante quando você precisa responder a uma questão como “Onde estão as chaves?”.
A memória é construída dessa maneira de propósito – e agora podemos entender por que esquecemos os nomes.
Nossa memória é impressionante, mas ela responde à quantidade de associações que fazemos com uma informação nova, e independente da vontade que temos de memorizá-la.
Quando encontramos alguém pela primeira vez e ouvimos seu nome, a memória pode perceber a informação como algo arbitrário e desconectado de tudo o que sabemos ou viremos a saber.
Depois da conversa, na qual você provavelmente aprendeu sobre o emprego, os hobbies, a família e outras coisas a respeito da pessoa, todas essas informações se interligam na memória.
Dicas para afiar a memória
Felizmente, há maneiras de reforçar essas interligações para que elas fiquem arraigadas com as outras lembranças.
Eis aqui algumas maneiras de lembrar o nome de alguém, usando apenas alguns princípios básicos.
Primeiro, repita qualquer nome novo que você escutar. A prática é uma das regras de ouro do aprendizado e significa memórias mais sólidas. Além disso, ao usar o nome da pessoa, você o está ligando a si mesmo, no ato físico de pronunciá-lo, e também ao assunto da conversa.
Em segundo lugar, tente ligar o nome que acabou de ouvir a algo que você já sabe. Não importa se a relação parece boba. O importante é encontrar alguma conexão para ajudar o nome a se fixar na memória.
Por exemplo, você pode estar conversando com alguém chamado João e se lembrar que seu melhor amigo na escola se chamava João, e que apesar deste João estar usando uma camisa azul, o João da escola só se vestia de preto.
Finalmente, é preciso tentar ligar o nome a algo mais sobre aquela pessoa. Por exemplo, João é um nome bíblico e começa com “J”, assim como o Jonas da Bíblia, que foi engolido por uma baleia. Este João gosta de pescar, então também é mais fácil associar essas informações.
Fazer essas relações ajuda a criar uma rede de associações em sua memória, e essa rede vai evitar que o nome da pessoa “suma” da sua mente quando você tiver que apresentá-la a outra, por exemplo.
Se você duvida disso, faça este rápido teste: eu mencionei três nomes neste texto. Aposto que você se lembra de João, que não é Jonas. E provavelmente também da prima Ana.
Mas e o meu leitor, que quis saber mais sobre o fenômeno do esquecimento? Foi o único que eu apresentei sem fazer qualquer relação elaborada com seu nome. E é por isso que tenho certeza que você já esqueceu como ele se chama.
fonte:http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/11/151130_vert_fut_lembrar_nomes_ml#orb-banner
foto:http://www.megacurioso.com.br/neurociencia/70283-entenda-por-que-voce-sempre-esquece-o-nome-de-quem-acabou-de-conhecer.htm
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