A doença renal crônica atinge 10% da população mundial e afeta
pessoas de todas as idades e raças. A estimativa é que a enfermidade afete um
em cada cinco homens e uma em cada quatro mulheres com idade entre 65 e 74
anos, sendo que metade da população com 75 anos ou mais sofre algum grau da
doença. Diante desse cenário a Sociedade Brasileira de Nefrologia defende que
os exames de creatinina sérica e a pesquisa de proteína na urina, necessários
para a verificação da saúde real, façam parte dos exames médicos anuais.
Dados
da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que 100 000 pessoas fazem diálise
no Brasil. Atualmente, existem 750 unidades cadastradas no país, sendo 35
apenas na cidade de São Paulo. "Por enquanto, a gente ainda dá conta da
demanda, mas o número de pacientes aumenta mais rápido que o número de
clínicas", alertou a presidenta da Sociedade Brasileira de Nefrologia,
Carmen Tzanno. Nos últimos dez anos, o número de brasileiros em diálise
aumentou 134% enquanto o número de estabelecimentos que oferecem o serviço
cresceu apenas 40%. Os números mostram ainda que 70% dos pacientes que fazem
diálise descobrem a doença tardiamente. A taxa de mortalidade para quem
enfrenta o tratamento é 15%.
Ao
cobrar maiores investimentos no setor, Carmen ressaltou que o tratamento de
diálise é caro, exige medicação especial e requer mais atenção por parte do
governo. O Ministério da Saúde informou que os investimentos no setor no ano
passado totalizaram 2,57 bilhões de reais.
Cuidados - O risco de doença renal crônica, de acordo
com a entidade, deve ser avaliado por meio de oito perguntas: Você tem pressão
alta? Você sofre de diabetes mellitus? Há pessoas com doença renal crônica na
sua família? Você está acima do peso ideal? Você fuma? Você tem mais de 50
anos? Você tem problema no coração ou nos vasos das pernas (doença
cardiovascular)? Se uma das respostas for sim, a orientação é procurar um
médico.
Os
principais sintomas da doença renal crônica são falta de apetite, cansaço,
palidez cutânea, inchaços nas pernas, aumento da pressão arterial, alteração
dos hábitos urinários como urinar mais à noite e urina com sangue ou espumosa.
As
recomendações das entidades médicas para reduzir o risco ou para evitar que o
quadro se agrave incluem manter hábitos alimentares saudáveis, controlar o
peso, praticar atividades físicas regularmente, controlar a pressão arterial,
beber água, não fumar, não tomar medicamentos sem orientação médica, controlar
a glicemia quando houver histórico na família e avaliar regularmente a função
dos rins em casos de diabetes, hipertensão arterial, obesidade, doença
cardiovascular e histórico de doença renal crônica na família.
fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/saude/silenciosa-doenca-renal-cronica-atinge-10-da-populacao
foto:http://www.fundacaodohu.org.br/upa-sao-pedro-realiza-sala-de-espera-em-apoio-ao-dia-mundial-do-rim

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