29/12/2014

Exagerou na ceia? Conheça 7 alimentos para desinchar

Não se surpreenda se você acordou depois da ceia com 2 quilos a mais na balança. Trata-se de retenção de líquido, decorrente dos excessos alimentares e da ingestão elevada de sódio. Apenas 1 grama de sal pode reter até 200 ml de água no organismo. 
De acordo com o nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração - HCor, em São Paulo, quando se consome muito sal, o volume dos vasos sanguíneos tende a aumentar para que o sódio seja diluído e, assim, excretado com mais facilidade. “Esse é o mecanismo que causa a sensação de inchaço. Mas é momentâneo”, explica. O sódio demora, em média, três dias para ser eliminado pelo organismo.
A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é ingerir até 2 gramas de sódio por dia, equivalentes a 5 gramas de sal. É fácil ultrapassar esse limite consumindo enlatados e embutidos, sempre presentes nas festas de fim de ano. Em duas fatias de presunto cozido, por exemplo, há 467 mg de sódio. A mesma quantidade de tender tem 445 mg. “Embutidos e produtos industrializados correspondem a cerca de 70% do nosso consumo diário de sal”, diz Tarissa Petry, endocrinologista do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.
Alimentos que desincham
Mamão
O mamão contém a enzima papaína, que ajuda na digestão ao auxiliar a quebra das moléculas de proteína. Ao facilitar a digestão, o sódio é excretado pelo organismo com mais facilidade.
Abacaxi
O abacaxi tem a enzima bromelina, semelhante à papaína presente no mamão. Com a mesma ação de auxiliar a quebra de proteínas, a enzima ajuda na excreção do sódio. “O importante é comer a fruta em si. O suco de abacaxi é muito calórico”, diz o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles, vice-presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), comer abacaxi logo após a refeição é ideal. Não jogue as cascas fora. Elas carregam tanta bromelina quanto a polpa e servem para fazer chá.
Água
Para remover o excesso de líquido do organismo, é essencial tomar água. Ela estimulará o trabalho dos rins e ajudará a diluir o sódio. “Beber mais água faz o sistema urinário aumentar o seu funcionamento e a eliminar mais rapidamente os líquidos e os eletrólitos do sódio”, diz o nutrólogo Daniel Magnoni. A recomendação é tomar de 1,5 litro a 2 litros por dia, não mais do que isso. 
Banana
A banana é uma fruta rica em potássio, nutriente que auxilia na remoção do sódio pelo organismo por contrabalancear os efeitos do sódio. “Além disso, algumas pesquisas mostram que o consumo de potássio associado à baixa ingestão de sódio está relacionado com a diminuição da pressão arterial”, diz Tarissa Petry, endocrinologista do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.
Chás
Além de estimularem os rins, como a água, os chás contêm fenólicos, compostos que reduzem o acúmulo de líquido na parede das artérias e são antioxidantes. “Se você conseguir diluir o excesso de sódio, a excreção será mais fácil”, aponta João Eduardo Nunes Salles.
Abacate
O abacate é uma das frutas que mais contêm potássio: 485 miligramas para cada 100 gramas. Assim como a banana, o abacate ajudará na excreção de sódio. Consumir frutas ricas em potássio é, ao lado da ingestão de água, uma das formas mais eficientes de desinchar.
Vegetais
Os vegetais possuem grandes quantidades de potássio e são alimentos de fácil digestão, características que ajudam na excreção de sódio. Por esses motivos, os vegetais devem ser os principais componentes das refeições no dia seguinte à ingestão exagerada de sódio. Mas cuidado com molhos prontos: eles são ricos em sódio.

Reportagem de Patricia Orlando
Fontes:João Eduardo Nunes Salles, endocrinologista e vice-presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM); Tarissa Petry, endocrinologista do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo; Daniel Magnoni, nutrólogo do Hospital do Coração - HCor, em São Paulo.
fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/saude/comeu-demais-na-ceia-conheca-sete-alimentos-para-desinchar
foto:http://www.mundodastribos.com/razoes-para-beber-agua.htmlChá

26/12/2014

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Paris tenta controlar especulação em mercado de aluguéis por temporada

O fenômeno de aluguéis por temporada na internet é a salvação para muitos turistas, que encontram hospedagem em lugares bem localizados pagando bem menos do que em hotéis. O problema é que a explosão de sites como o Airbnb está trazendo dor de cabeça para algumas cidades.
Em Paris, as autoridades estão tão preocupadas com este comércio que aprovaram medidas drásticas de controle. Segundo a lei local, cidadãos só podem alugar por temporada os imóveis que forem suas residências principais.
A prefeitura, entretanto, crê que pelo menos dois terços das propriedades alugadas por temporada não obedeçam a lei. Ou seja, seriam apartamentos desocupados e utilizados apenas para ganhos financeiros por meio de aluguéis durante períodos curtos de férias, feriados e fins de semana.
Por isso, estima-se que mais de 20 mil pessoas - estrangeiros e franceses - sejam hoje passíveis a multas de milhares de euros.

Fora da lei

Os aluguéis por temporada pela internet cresceram demais nos últimos três ou quatros anos, tanto em Paris quanto em cidades como Nova York e Barcelona.
"Trata-se de um mercado extremamente rentável", explica Francois Plottin, responsável por um time de 20 inspetores da prefeitura.
"Um apartamento pequeno pode render em uma semana o que normalmente renderia em um mês se fosse alugado para a população local", afirma. "Graças à popularidade de Paris como destino turístico, a taxa de ocupação é muito alta. Estes flats ficam alugados durante 75% ou 80% do ano."
Mas a lei francesa diz que o tempo mínimo para aluguel de imóveis residenciais é de um ano. Para períodos menores, é obrigatório o registro de "imóvel comercial". Mesmo com repetidos avisos do Estado, só uma fração pequena dos proprietários fez esta alteração.
O Airbnb - de longe o principal site dedicado a este tipo de aluguel - diz que 83% de seus contratos é feito por pessoas que legalmente alugam suas residências principais. O número é questionado por muita gente.
"Fazemos de tudo para cumprir as regras e elas estão colocadas claramente para os usuários do site", diz Nicolas Ferrary, diretor do Airbnb de Paris.
Impacto residencial
Os efeitos disso tudo no mercado residencial de Paris são duros, diz Ian Brossat, representante da prefeitura.
"Já existe uma séria escassez de apartamentos em Paris, especialmente estúdios ou dois quartos, onde casais costumam começar suas vidas juntos. Agora temos este problema dos aluguéis de temporada, com investidores vindo e comprando o máximo que puderem. Isso se tornou um mercado e o resultado é um número menor de propriedades a preços altos disponíveis para os parisienses comuns."
Nas palavras de Jean-Claud Guillot, morador de uma área turística da cidade, "meu prédio está se transformando em um hotel".
"Pontas de cigarros e festas são incivilidades constantes aqui. Mais do que isso, estão destruindo o senso que tínhamos do prédio como um espaço comum onde todos nos conhecíamos e nos respeitávamos", diz. "Isso ocorre no bairro todo - a vida está escorrendo daqui."

Novas restrições

Frente ao número crescente de insatisfeitos, a prefeitura endureceu as regras. Já existia na cidade algo conhecido como "regra de compensação": um proprietário que transforma um apartamento residencial em comercial precisa compensar sua ausência no mercado regular de aluguéis comprando uma propriedade comercial e a transformando em residencial.
Em teoria, isso deveria servir como desestímulo, já que os investidores em aluguéis de temporada precisariam comprar duas propriedades em vez de uma. Na prática, porém, a regra não está sendo percebida. Em vez de revê-la, a prefeitura decidiu endurecê-la ainda mais.
Agora, a segunda propriedade adquirida como compensação deve ser no mesmo bairro ou distrito da propriedade para aluguel. A ideia é frear os cumpriam a regra anterior investindo em "segundos apartamentos" na periferia.
"Não há mais de cento e poucos proprietários por ano seguindo estas regras de compensação", diz Plottin. "Isso significa 20 mil pessoas descumprindo a lei. Estamos começando a distribuir as multas - este ano 50 pessoas foram multadas em 10 mil euros (ou R$ 32 mil) cada".

'Espionagem'

Os inspetores que trabalham com Plottin têm o direito de entrar em propriedades para flagrar seu uso ilegal. Se proprietários estiverem usando licenças falsas, precisam encarar processos criminais por fraude.
O rechaço está criando pânico entre os ilegais.
"Meus clientes não sabiam que estavam fazendo algo errado quando compraram flats em Paris como investimento", diz a corretora Adrian Leeds. "Agora, de uma hora para outra, se tornaram criminosos."
Muitos de seus contratantes compraram apartamentos para visitas ocasionais. Durante o resto do tempo, eles são alugados para o pagamento de impostos.
Ela diz que inspetores com malas estão seguindo pessoas nas ruas para ver em quais prédios elas entram.
"Nos sentimos espiados. É como na segunda guerra. E eles têm o direito de entrar em apartamentos sem os donos estarem lá, é inacreditável."
A indústria da hotelaria também está sofrendo com o crescimento da indústria. "Não somos contra a competição em si. O problema é a competição distorcida", diz Alexandre Loisnard-Goyeau, de um sindicado hoteleiro local.
"A distorção acontece porque do nosso lado temos todas as taxas e obrigações legais sobre segurança e acessibilidade, por exemplo", diz. "Já os proprietários não têm nada disso."

fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/12/141226_hoteis_alugueis_paris_rs#orb-banner
foto:http://www.maxisciences.com/paris/wallpaper

A entrada na adolescência, versão digital


Sara, de 13 anos, está brava com seus pais. Sente-se vítima de uma injustiça. Apesar de suas boas notas, eles decidiram confiscar seu celular à noite, depois de terem-na flagrado no WhatsApp no meio da madrugada. No começo, a garota protestou e fez chantagens. Agora é ela quem, muito dignamente, entrega o telefone a sua mãe, a autora desta reportagem, antes de anunciar, como um condenado a caminho da forca, que vai dormir. Sua mãe diz que Sara era “um bebê adorável”. Uma menina risonha, carinhosa e sempre disposta a tudo. Até que, de repente, se transformou na garota “respondona, indolente e alérgica às demonstrações de alegria”, descrita hoje por seus pais. Uma adolescente típica.
Sara está em pleno desabrochar hormonal. “Sou tão desengonçada”, admite, entre ofendida e orgulhosa. Nada que sua irmã Irene, hoje quase uma adulta oficial com seus 17 anos e meio, não tenha vivido. A diferença é que, enquanto Irene cruzou a delicada fronteira entre a infância e a adolescência acompanhada pelo computador situado na sala da casa, Sara o faz com o mundo, seu mundo, incrustado 24 horas por dia na palma de sua mão, na tela de seu smartphone.
Irene, sendo uma nativa digital, teve que migrar do PC para o celular. Sara é uma nativa digital móvel. A entrada na adolescência sempre foi difícil, mas o novo pré-adolescente digital tem deixado muitos pais desorientados. Pais como os de Sara, que compraram celulares para seus filhos para controlá-los melhor e que acabaram com seus filhos localizados, mas também abduzidos por uma tela na qual não sabem o que eles fazem nem com quem.
“Vocês estão dando a esses jovens uma BMW e deixando que eles dirijam sozinhos, sem carteira de motorista nem seguro. Seus filhos são digitais, mas como vocês não são, vocês renunciam a controlá-los e a estabelecer regras. Não está certo. Se vocês dão a eles uma ferramenta, precisam conhecê-la. Se estão preocupados em saber quem são seus amigos na vida real, também precisam fazer isso na vida digital”. Quem faz o discurso é Esther Arén, inspetora-chefe daUnidade de Participação do Cidadão da Polícia espanhola, que usa um estilo deliberadamente provocador para alertar os pais sobre os riscos da internet e das redes sociais, em palestras como a que ela está dando hoje em uma escola secundária de Madri.
No auditório, pais e mães de classe média e com curso superior assistem à palestra assentindo com a cabeça e sentindo que Arén estava falando pessoalmente com eles. “Alguns de vocês ficariam boquiabertos ao ver o vocabulário e as fotos que seus filhos colocam nas redes sociais. Não adianta dizer que vocês não estão sabendo. Nunca é tarde. É possível aprender a dirigir com 40 anos. Conversem com seus filhos. Estabeleçam regras. Horários. Criem um perfil online. Vejam quem eles seguem e quem os segue. Vocês é quem pagam a conta do celular e da internet. Não deixem que eles argumentem se tratar da intimidade. Eles são seus filhos, são menores de idade e são responsabilidade de vocês”, conclui a inspetora, de 45 anos, alarmada pelas mensagens de WhatsApp que sua filha, de 13, vem enviando para ela desde o momento em que sua mãe deveria ter encerrado o expediente. Parece que o controle é mútuo.
Jesús Pernas, de 48 anos, diretor da escola pública de Los Santos de la Humosa (Madri), pai de um garoto de 14 anos e consultor de redes e menores, tem uma visão diferente. “Se a polícia precisa vir à minha escola, estou falhando como educador e como pai”, afirma. “É inacreditável que a internet e as redes não estejam no currículo escolar desde o Fundamental, quando ocupam 99% de seu tempo livre”, diz. Pernas não concorda com a recomendação de Arén de espionar os filhos. “Proibi-los e ameaçá-los é criminalizá-los e convidá-los a mentir. Eles procuram na rede o mesmo que nós fazíamos nessa idade: o amor, a reafirmação, a emoção. Um garoto costuma ser na rede como é na vida real. Já não se consideram crianças, estão em momento de busca, precisam decidir seu caminho. É aí que têm que estar os pais. Esse é o verdadeiro abismo, o da brecha digital é uma desculpa. Nós pais de hoje somos da geração extragrande: tudo nos vem em grande proporção. É preciso se colocar diante de seu filho e compartilhar seu medo. Fazer com ele um trabalho emocional. Se o conquistar na vida real, vai tê-lo na digital. O que não pode é tirar dele o celular. Não é o futuro, mas o presente.”
É sexta-feira, e Sara está com seus amigos Hugo, Sauditu, Isa e Kacper no jardim perto do antigo posto de bombeiros de Alcalá de Henares (Madri), onde moram. “Bombeiros” é o nome do grupo de WhatsApp por meio do qual eles trocam mensagens, fotos, vídeos e emoticons durante todo o tempo em que não estão juntos, até mesmo estando. Todos começaram com o “celular batata”, o aparelho básico que seus pais lhes compraram quando tinham 10 ou 12 anos para poder achá-los, mas agora todos têm celular com Internet. Já são grandes. Além do WhatsApp, têm perfil no Instagram –rede de fotos e comentários—, Snapchat –aplicativo de conversas e imagens que desaparecem em 30 segundos—e Ask –rede de perguntas e respostas anônimas—, entre outros aplicativos, jogos e redes. Menos para falar, gastam seus créditos com essas atividades. Fazem isso porque gostam de se “sentirem sempre com os amigos, saber das coisas, fofocar, e sim, dividir interesses”. “Você também gosta que te sigam no Twitter”, Sara cutuca sua mãe.
Salvo a recente limitação horária de Sara, e Hugo, que só pode usá-lo no fim de semana, todos usam o smartphone sem interferência paterna. Todos conhecem alguém que foi xingado de coisas como “bicha”, “sapatão”, “gordo” ou “vaca” nas redes. Mas eles, não. Todos sobem fotos. Mas nenhuma com pouca roupa ou em situações comprometedoras, embora a última fofoca seja que uma conhecida enviou uma foto nua para um rapaz, e ela acabou “vazando por toda Alcalá”. Todos conhecem os riscos aos que estão expostos. Mas todos “controlam”, dizem com o ar de superioridade dos adolescentes de todos os tempos.
Sara aproveita seu público e conta, indignadíssima, como sua mãe a “ameaçou” de fazer um perfil no Instagram para controlar suas fotos. “Não confia em mim. Não sei por quem ela me toma. Não me deixa sequer esse pouco de intimidade”, queixa-se, sem perceber que qualquer um pode ver suas fotos nessa rede. Sauditu se solidariza com Ela: “Eu também não quero que minha mãe me siga. Imagina se eu subo uma foto e alguém comenta: “Você me deixa doidão”. Mesmo que seja uma brincadeira, e eu goste, minha mãe interpretaria mal”.
— E se for dito por um desconhecido?
— Eu iria ignorar, e se continuasse me incomodando, bloquearia, e ponto.
Para Sara e seus amigos, a vida é simples. Mas a realidade é mais complexa. Há o ciberbullying escolar. Há o grooming, adultos que se fingem de crianças para conseguir imagens ou favores sexuais. Há crianças que ficam com desconhecidos. Há casos de vício na rede. Há suicídios. Por isso, há até especialistas que aconselham não permitir o uso de smartphones até 16 anos, embora 83% dos garotos de 14 anos já tenham um.
A imensa maioria das crianças e adolescentes usam o celular para se comunicar e se divertir de forma saudável. A supervisão, os limites e as normas paternas —recomendadas por todos— parecem estratégias de bom-senso para atravessar esta idade, a adolescência, que só se cura com o tempo. Diz Ícaro Moyano, consultor digital e ex-executivo do Tuenti, que “na Internet não há anos humanos, mas sim anos caninos. Um ano na vida digital é como 5 ou 6 anos na vida real. E três ou quatro anos são uma geração”. A que separa Irene de Sara.

Reportagem de Luz Sanchez-Mellado
fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2014/12/24/estilo/1419422995_361729.html
foto:http://editorasinodal.blogspot.com.br/2014/01/adolescentes-e-suas-transformacoes-na.html

Revolução bolivariana recruta estrelas da arquitetura mundial

Frank Gehry, estrela mundial da arquitetura de autor, apresentou na última terça-feira passada ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a maquete do que será a sede do Centro Nacional de Ação Social pela Música em Barquisimeto, capital do estado de Lara (centro-oeste do país). O encontro, que teve lugar no Palácio de Miraflores, em Caracas, sede da Presidência da República, também contou com a presença do diretor de orquestra Gustavo Dudamel.
Barquisimeto é a cidade natal de Dudamel, diretor residente da Orquestra Filarmônica de Los Angeles, Estados Unidos, e o produto mais acabado até agora do Sistema Nacional de Orquestras e Coros Infantis e Juvenis da Venezuela, melhor conhecido como O Sistema. Trata-se de uma rede de difusão e ensino maciço da música erudita com propósitos de redenção social. Fundado em 1975 por inspiração de José Antonio Abreu – seu diretor até hoje, 39 anos depois –, o Sistema foi generosamente financiado pelo regime bolivariano de Hugo Chávez e Maduro nos últimos 15 anos. Precisamente durante a reunião de terça-feira, o mandatário venezuelano ratificou a meta de ter 1.300.000 jovens participando do Sistema em 2019. “Neste ano crescemos de 400 mil a 623 mil jovens dentro do Sistema, realmente é maravilhoso”, comemorou.
Gehry, canadense que vive nos Estados Unidos, foi ganhador do Prêmio Pritzker – considerado o Nobel da arquitetura, em 1989 – e do Príncipe das Asturias das Artes em 2014. Seus edifícios de complexas formas orgânicas tornaram-se verdadeiros emblemas da pós-modernidade, como a sede do Museu Guggenheim de Bilbao, marco da recuperação urbana da cidade. As recentes inaugurações de duas de suas obras, o Museu da Biodiversidade na Cidade do Panamá e a Fundação Louis Vuitton de Paris, deixaram claro que, aos 85 anos, Gehry se mantém em plena forma criativa.
Como testemunho de sua inserção na cultura popular contemporânea, Gehry é o único arquiteto a aparecer como um personagem da série de desenhos animados Os Simpsons, na 16ª temporada em 2005. Uma de suas obras, o Walt Disney Concert Hall de Los Angeles, tem um papel central na comédia romántica Celeste & Jesse Forever, longa-metragem estrelado por Rashida Jones e Andy Samberg em 2012. Esse edifício serve de sede para a Filarmônica da metrópole californiana, a cujo patronato Gehry contribui e onde forjou uma amizade com Dudamel.
Dudamel, de 33 anos de idade, recrutou Gehry para seu projeto venezuelano, um complexo artístico com duas salas de concertos com capacidade para 3.700 espectadores. Uma delas se chamará Sala Gustavo Dudamel.
Apesar da severa crise econômica do país – durante o último semestre a Venezuela perdeu 40% de sua previsão de ganhos em divisas com a queda dos preços do petróleo – , Maduro garantiu que seu Governo vai “injetar os recursos” necessários para a obra, cujas datas de início e término não foram divulgadas.
Outro arquiteto de renome internacional, o britânico Richard Rogers – Prêmio Pritzker 2007, pai do Museu Pompidou de Paris e do T4 do aeroporto de Barajas em Madri – foi encarregado de projetar os novos estádios de futebol e beisebol de Caracas. Ambos os recintos já estão em construção no local do futuro Parque Hugo Chávez, uma área recreativa de 250 hectares a sudoeste da cidade. Rogers conheceu Chávez em 2007 por meio de Ken Livingstone, ex-prefeito trabalhista da cidade de Londres, cuja gestão teve um convênio com o Governo da Venezuela para o fornecimento subsidiado de combustível para o transporte público.

Reportagem de Ewald Scharfenberg
fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2014/12/25/internacional/1419533119_333050.html
foto:http://viajantedepressao.com/2014/08/06/curando-a-depressao-venezuela-0411-chegando-a-caracas-e-partindo-pra-chichiriviche/

Quatro em cada dez casos de câncer podem ser evitados

De cada dez casos de câncer, quatro poderiam ser evitados nos últimos cinco anos se as pessoas seguissem um estilo de vida mais saudável, de acordo com números do Cancer Research UK, um grande estudo sobre o câncer na Inglaterra, divulgados na última sexta-feira. Em números absolutos, 600.000 casos de câncer poderiam ter sido evitados no mesmo período no país.
Após uma revisão de estudos recentes sobre o assunto, os pesquisadores concluíram que o tabagismo é o fator de risco que mais leva ao câncer, com mais de 314.000 casos da doença na Inglaterra ligados ao vício. Em seguida vem a má alimentação, como consumo exagerado de sódio, carne processada e pouca ingestão de vegetais, frutas e fibras. Esse fator de risco ocasionou 145.000 casos da doença.
A instituição também atenta para a necessidade de ingerir bebidas alcoólicas moderadamente — o consumo exagerado causou mais de 62.000 casos de câncer. Além disso, usar protetor solar diariamente, evitar o sobrepeso e praticar exercício físico regularmente ajudam a afastar a doença.
“Pesquisas ao redor do mundo apontam cada vez mais para os mesmos fatores de risco. Certas escolhas no estilo de vida podem ter um grande impacto no risco de câncer”, afirma Max Parkin, pesquisador do Cancer Research UK. “Esse fim do ano é um bom momento para pensarmos em começar a praticar hábitos saudáveis em 2015 e, assim, evitarmos o desenvolvimento de um câncer.”
Guia de prevenção contra o câncer

Álcool

Tipos de câncer que poda causar: Boca, esôfago, estômago, fígado, laringe, mama e pâncreas.
Como se prevenir: Evitar o consumo exagerado de bebida alcoólica, nunca ultrapassando duas doses ao dia.

Tabagismo

Tipos de câncer que poda causar: Ana, bexiga, bucal, colo do útero, esôfago, estômago, laringe, pâncreas e pulmão.
Como se prevenir: Não fumar derivados do tabaco e evitar ficar em ambientes com a presença de fumaça de cigarros. 

Obesidade

Tipos de câncer que poda causar: Colorretal, mama, esôfago, próstata e rim.
Como se prevenir: Diminuir e manter o peso de forma saudável, praticando atividades físicas e se alimentando de maneira correta sob a supervisão de um médico.

Exposição ao sol

Tipos de câncer que poda causar: Pele e bucal (lábios).
Como se prevenir: Evitar a exposição ao sol entre às 10 e 16 horas e usar protetor solar com fator de proteção de no mínimo 15, além de chapéus e óculos escuros.

Carne vermelha

Tipos de câncer que poda causar: Colorretal, estômago e pâncreas.
Como se prevenir: Não consumir carne vermelha em excesso, especialmente se for carne processada. Estudos recomendam a ingestão de até 70 gramas do alimento por dia, o equivalente a meio bife.

Papiloma vírus humano (HPV)

Tipos de câncer que poda causar: Colo do útero, ânus, pênis, garganta e e boca.
Como se prevenir: O uso de preservativo diminui o risco de contaminação do vírus pela relação sexual, e a vacina contra o HPV oferece proteção contra algumas variantes do vírus.


fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/saude/quatro-em-cada-dez-casos-de-cancer-podem-ser-evitados
foto:http://nutricaoemoncologia.blogspot.com.br/

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Tratado da ONU sobre venda de armas entra em vigor sem principais exportadores

Objetivo é monitorar com mais transparência fluxo de armas e evitar venda de material bélico a países embargados e suspeitos de violar direitos humanos.

Entrou em vigor o tratado promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas) para regular o comércio de armas convencionais no mundo. Embora tenha sido recepcionado pelas Nações Unidas como marco do início de uma nova era nas tentativas de conter o fluxo de armamentos a zonas de conflito, o acordo internacional perde força pois não conta com a assinatura dos principais países exportadores dos artefatos bélicos.
O Senado dos Estados Unidos ainda não ratificou o tratado, deixando de fora da iniciativa de governança global na área o maior produtor e consumidor de armamentos no mundo: sozinhos, os EUA respondem por quase metade do comércio bélico do planeta. Rússia, segundo maior exportador global, e China, dona do maior Exército do mundo, também não fazem parte do trato.
Considerado o primeiro grande acordo armazenista desde o CTBT (Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares), assinado em 1996, o tratado foi aprovado pela maioria da Assembleia-Geral da ONU em abril de 2013, mas só entrou em vigor nesta quarta-feira (24/12) 90 dias depois que o 50º país ratificou o acordo, conforme estabelecia o texto.
Até o momento, 130 países assinaram o compromisso de fazer parte do tratado — 60 já ratificaram o dispositivo, incluindo nações exportadoras de armas como França, Reino Unido, Alemanha e Espanha.
Transparência e controle de fluxos
A partir de agora, os Estados-membros se comprometem a controlar todas as transferências de armamento, supervisionando contratos de venda de equipamentos realizados em seu território, além de divulgar com transparência os fluxos de dinheiro e produtos e reportar com precisão como e onde as armas serão usadas.
Desta forma, o tratado torna mais difícil a compra — ainda que legal — de material bélico por parte de países que estejam sujeitos a sanções, embargos ou sobre os quais pesem suspeitas de violações dos direitos humanos. Mais do que isso: os países agora têm obrigação jurídica de aplicar suas provisões.
"Isto representa o início de um novo capítulo em nossos esforços coletivos para levar responsabilidade e transparência ao comércio global de armas", declarou em comunicado o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacando “o compromisso dos Estados, das organizações internacionais e da sociedade para terminar com o comércio irresponsável de armas”.

fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/38955/tratado+da+onu+sobre+venda+de+armas+entra+em+vigor+sem+principais+exportadores.shtml
foto:http://envolverde.com.br/sociedade/tratado-de-venda-de-armas-dribla-vetos-e-consenso/